Publicidade

Estado de Minas

Consumidores de BH são os que mais compram em shoppings

Pesquisa da Abrasce mostra que consumidores de BH são os que mais vão aos shoppings com o objetivo certo de adquirir produtos. São também rápidos: em 65 minutos saem com sacolas


postado em 22/08/2012 06:00 / atualizado em 22/08/2012 07:11

Pesquisa da Abrasce mostra que consumidores de BH são os que mais vão aos shoppings com o objetivo certo de comprar (foto: Cristina Horta/EM/D.A Press)
Pesquisa da Abrasce mostra que consumidores de BH são os que mais vão aos shoppings com o objetivo certo de comprar (foto: Cristina Horta/EM/D.A Press)
Os mineiros são os consumidores mais motivados a fazer compras em shoppings, apesar de terem menos dinheiro no bolso. Eles são também mais objetivos, pois ficam menos tempo nos centros de compras do que a média nacional. Os dados são da pesquisa da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce). Segundo o recorte do estudo para Minas Gerais, divulgado com exclusividade para o Estado de Minas, os belo-horizontinos gastam em média R$ 144 a cada vez que entram em um shopping, contra R$ 148 da média nacional. Em BH, a permanência média nos templos do consumo é de 65 minutos, enquanto no resto do Brasil é de 73 minutos. Mesmo assim, cerca de 54% dos moradores da capital que vão aos shoppings os frequentam motivados a consumir e não saem do local sem realizar as suas compras. Com o índice, a capital fica à frente da média geral, que é de 48%.

O levantamento mostra ainda que as mulheres são maioria nos corredores dos centros de compras (cerca de 55% da fatia), com idade média de 36 anos. Os homens correspondem a 45% do público frequentador. O estudo aponta também que a média de lojas visitadas pelos frequentadores mineiros é de 1,9, número menor que a média geral, de 2,1. Entretanto, o índice médio de conversão de venda chega a 74%, o que significa que em 74% das lojas em que entra o cliente compra algum produto. Com a taxa de conversão Belo Horizonte fica atrás apenas de Porto Alegre, com 80%.

Os shoppings de BH são mais frequentados por consumidores da classe B, com 54% de participação. Quando somados com a classe A, 26%, eles representam 80% do público. A ampliação da participação dessas classes, no entanto, não intimida a presença dos clientes da classe D, que aparecem no estudo pela primeira vez e representam 1% dos frequentadores da capital.

Para o presidente da Abrasce, Luiz Fernando Veiga, foi exatamente a ascensão das classes D e E – quase 3 milhões de brasileiros migraram para classes superiores – que contribui para uma redução do tíquete médio nacional, que em 2009 era de R$ 165. Mas ele garante que a redução não preocupa. “Perdemos em gasto médio, mas ganhamos em aumento de usuários e isso significa um movimento melhor”, considera. Em 2011, em todo o Brasil, cerca de 376 milhões de visitantes passaram pelos shoppings.

Sobre o perfil do mineiro, Veiga lembra que é exatamente esse o mais procurado pelo lojista. “Quem tem loja se interessa pelo cliente que vá e que mesmo gastando menos não deixa de comprar”, reforça. “Curiosamente o estudo nos mostra uma objetividade, esperada no público paulista, mas presente no mineiro, que está mais determinado e vai ao shopping com o objetivo de comprar já estabelecido.”

A superintendente do DiamondMall, Lívia Paolucci, afirma que o bom momento vivido pelos shoppings é explicado pela conveniência dos empreendimentos. “O mineiro tem relação estreita com os shoppings e os vê como um local onde pode resolver suas questões de lazer, compras e serviços. Podemos dizer que o shopping é a praia dos mineiros”, diz. Já para o gerente de Marketing do BH Shopping, Renato Araújo, um consumidor de perfil mais velho e mais exigente justifica os números do shopping, que tem perspectivas melhores que os da pesquisa. “Temos tempo de permanência de 86 minutos e gasto médio de  R$ 181. Por isso, investimos para ter essa pessoa conosco”, comenta.

Conveniência

A designer Fabiane Nunes Martins, de 27 anos, vai cerca de três vezes por semana ao shopping. E confessa que não consegue sair sem comprar. “Geralmente não resisto e levo uma sacola para casa”, diz. Além das compras, ela gosta dos cinemas. Fabiane costuma gastar de uma a duas horas e meia dentro dos centros de compras. Ela ressalta, no entanto, que observa produtos com preços mais acessíveis nas lojas de rua. “Às vezes o produto é igual e custa mais caro no shopping.”

A estagiária Joana Polonio Pellegrino, de 29, é frequentadora assídua de shoppings: vai todos os dias da semana. O centro de compras é o ponto de parada de Joana para esperar a carona do marido. Ela mora no Alphaville e trabalha na Savassi. Joana costuma sair do trabalho por volta das 16h. Fica no shopping até as 18h. Nas suas duas horas diárias dentro do shopping, ela aproveita para estudar, olhar lojas e acessar a internet. Quando precisa, faz compras. “Prefiro o shopping às lojas de ruas. É mais acessível e tem mais opções de produtos”, diz.

Já o fisioterapeuta Wilson Bicalho Xavier ajuda a elevar a estatística de público masculino dentro dos centros de compras. Ele mora em Pitangui, a cerca de 130 quilômetros de Belo Horizonte. Uma vez por semana ele vem à capital e sempre visita um shopping. “Vou para passar o tempo e olhar as vitrines”, diz. Ele gasta de duas a três horas entre os corredores das lojas. “Compro mais livros e CDs. Costumo ir a cinemas.”

Enquanto isso...
...Homens marcam presença


Apesar de a pesquisa apontar que as mulheres são maioria nos corredores de compras, os homens ganham espaço. No Pátio Savassi e no Shopping Cidade os números fogem da regra quando o assunto é o sexo do público frequentador. No Pátio, 52% dos consumidores são homens, e no Cidade eles representam 51% do público. “Acredito que isso aconteça em função da localização, pois estamos em região de muitos escritórios”, afirma Maria Lúcia Renault, superintendente do Pátio. “Temos várias empresas e órgãos públicos ao redor”, completa Carolina Vaz, gerente de Marketing do Cidade. “Há quatro anos, apenas 31% do nosso público era masculino. Mas eles começaram a ficar mais vaidosos”, diz.


Publicidade