As bolsas da Europa operavam em alta pela manhã, impulsionadas pela recepção positiva dos investidores ao acordo fechado durante o fim de semana entre a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e o presidente da França, Nicolas Sarkozy, sobre a recapitalização de bancos europeus. No entanto, a falta de detalhes do plano pesou sobre as ações do setor.
O banco franco-belga Dexia está no centro das atenções hoje, depois que seu conselho de administração aprovou um plano de resgate negociado pelos governos da Bélgica, Luxemburgo e França. O plano inclui a venda de sua unidade belga por 4 bilhões de euros para o governo da Bélgica e uma garantia 90 bilhões de euros sobre seu financiamento pelos próximos dez anos.
Às 9h20 (horário de Brasília), a Bolsa de Londres subia 0,97%, Frankfurt avançava 0,35% e a de Paris tinha alta de 0,62%.
Merkel e Sarkozy prometeram apresentar um "pacote abrangente" de medidas para combater a crise de dívida e bancária até o fim de outubro. Embora a notícia tenha ajudado os mercados a se recuperarem, os operadores disseram que parece que nenhum ganho pode ser sustentado, visto que os investidores têm dúvidas em relação aos detalhes do plano. Eles também indicam que a recapitalização dos bancos europeus não resolve a crise da dívida soberana.
"Nós ainda estamos sentindo falta de peças do quebra-cabeça, como o aumento da capacidade da Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF, na sigla em inglês), afirmou o Lloyds Bank Corporate Markets. "O processo da EFSF não foi concluído ainda. Dois países precisam ratificar ainda a expansão da linha: Malta e Eslováquia." Segundo o Lloyds Bank, enquanto a aprovação das mudanças na EFSF pelo Parlamento de Malta parece ser uma formalidade (deve votar hoje), o mesmo não pode ser dito sobre a Eslováquia, que deverá votar amanhã, acrescentou o banco.
Além disso, o rebaixamento dos ratings (notas) da Espanha e da Itália pela agência de classificação de risco Fitch na última sexta-feira também foi um lembrete de que os problemas da dívida soberana da zona do euro estão longe de acabar. As informações são da Dow Jones.
