(none) || (none)
UAI
Publicidade

Estado de Minas

Pacote na Europa faz bolsa subir

Após manter juros em 1,5% ao ano na região, Banco Central Europeu anuncia capitalização das instituições financeiras


postado em 07/10/2011 06:00 / atualizado em 07/10/2011 08:19

A expectativa de que a Europa possa anunciar uma capitalização aos bancos deu fôlego aos negócios pelo globo e acelerou os mercados acionários. O Banco Central Europeu (BCE) vai recuperar seu programa de compra de bônus das instituições financeiras por um valor de até 40 bilhões de euros para facilitar o crédito e restabelecer leilões de liquidez a longo prazo, anunciou nessa quinta-feira o presidente da instituição, Jean-Claude Trichet.

A informação foi divulgada no mesmo dia em que a autoridade monetária da Zona do Euro decidiu manter a os juros básicos da Zona do Euro em 1,5% ao ano, contrariando a corrente do mercado que pressionava por uma taxa menor para diminuir os custos do financiamento em momento de estagnação econômica e crise de dívida. A decisão foi uma resposta à alta da inflação no mês passado, quando um avanço de 3% nos preços foi medido, bem acima da meta de 2% do BCE.

Com isso, as principais bolsas de valores do mundo reagiram e a brasileira não fugiu à regra. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou o dia com elevação de 2,50%, aos 52.290,37 pontos. Com esse resultado, reduziu as perdas de outubro a 0,06%. Entretanto, no ano, a bolsa doméstica cai 24,55%.

Os ganhos na Europa se concentraram, na maioria, entre 2% e 4%. Nos EUA, o Dow Jones subiu 1,68%, aos 11.123,33 pontos, o S&P avançou 1,83%, aos 1.164,97 pontos, e o Nasdaq ganhou 1,88%, aos 2.506,82 pontos.

De acordo com o jornal espanhol El País, Trichet afirmou que o programa de compra de títulos ficará vigente de novembro até o fim de outubro de 2012. Ele disse ainda que o atual nível dos juros é baixo, mas ainda há margem de manobra para reduzi-lo caso a autoridade monetária ache necessário. Analistas esperam que haja um corte na taxa básica da Zona do Euro até dezembro. "Discutimos a possibilidade de baixar os juros e de mantê-los. Decidimos por consenso manter", afirmou, ressaltando que os membros do BCE estão "prontos para tomar qualquer outra medida que seja necessária para garantir a estabilidade da região". Deste modo, Trichet encerra seu período no cargo de presidente da autoridade monetária e, no fim deste mês, suas funções serão assumidas pelo italiano Mario Draghi.

ATIVOS PODRES A decisãode baixar os juros vem no mesmo dia em que o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, confirmou a proposta de uma ação coordenada na Europa para recapitalizar os bancos e eliminar os ativos podres. A Alemanha pediu na quarta-feira a recapitalização dos bancos europeus para evitar um grande contágio da crise da dívida, durante uma visita da chanceler alemã, Angela Merkel, a Bruxelas. No Reino Unido, fora da Zona do Euro, o Banco da Inglaterra (BoE) também anunciou que injetará mais 75 bilhões de libras (cerca de US$ 116 bilhões) na economia britânica.

 

Dólar abaixo de R$ 1,80

 

O cenário externo deu uma trégua e o dólar balcão teve mais um dia de forte queda. A moeda norte-americana encerrou nessa quinta-feira com declínio de 2,67%, a R$ 1,787 – menor cotação desde 19 de setembro, quando atingiu R$ 1,774. Com isso, passa a acumular baixa de 4,95% no mês e, no ano desacelerou a valorização para 7,39%.

O recuo da moeda americana refletiu o melhor humor dos investidores nos mercados mundiais e fortes rumores de que o governo brasileiro pode retirar o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) das operações de câmbio nos próximos dias.

Segundo analistas, os mercados avançam com a expectativa de que a União Europeia possa anunciar em breve um grande plano para recapitalizar bancos da região e um indicador melhor do que o esperado do mercado de trabalho americano. “O humor começou a melhorar no pregão de ontem (quarta-feira), com as notícias mais positivas vindas da Europa, e segue hoje (ontem) com a expectativa de adoção de medidas . Isso, claro, contribui para o mercado, que fica com um pouco mais de esperança de uma saída para crise europeia”, disse Rossano Oltramari, analista-chefe da XP Investimentos.

Mario Battistel, diretor da mesa de câmbio da Fair Corretoram concorda que o aumento dos rumores sobre o IOF influenciou a cotação do câmbio nessa quinta-feira. Mas acredita que a tendência de desvalorização do dólar foi desencadeada com o apetite a risco dos investidores estrangeiros. “Com um clima melhor na Europa, o investidor tira dinheiro da renda fixa, como os títulos americanos, e aplica em mercados emergentes. E a bolsa brasileira é uma das preferidas, porque está mais barata”, avalia Battistel.

 

 

Nissan: 200 mil carros no Brasil

 

A montadora japonesa Nissan investirá US$ 1,5 bilhão para construir sua primeira fábrica no Brasil, no Rio de Janeiro, com uma produção estimada de 200 mil veículos por ano, anunciou nessa quinta-feira o presidente da fabricante, Carlos Ghosn.

 A Nissan ainda não tem fábrica própria no país e produz veículos no complexo da sócia francesa Renault, no Paraná. O anúncio marca uma nova etapa na estratégia do grupo de reforçar a presença nos países emergentes, destacou Ghosn. A empresa espera que a participação de mercado da Nissan no Brasil, atualmente de 1,5%, suba a pelo menos 5% até 2016.

 Este objetivo deve ser alcançado com o lançamento de 10 novos modelos no Brasil até 2016, assim como com o aumento de sua rede de concessionárias, que passariam de 117 atualmente a 239, segundo a fabricante.

De acordo com a Nissan, serão criados 2 mil empregos diretos no país com a nova unidade. Ghosn também afirmou que a crise da Europa não repercutiu no setor automotivo e se disse mais preocupado com o impacto da alta do iene na indústria japonesa. Por hora, não temos sentido um impacto significativo da crise financeira no mercado automotivo", disse o executivo brasileiro.

 "Não digo que não haverá impacto, digo que não há um impacto que podemos identificar claramente sobre as vendas e pedidos. Contudo, é evidente que se essas incertezas continuarem, se antes do fim do ano não for encontrada uma solução para os problemas atuais, haverá um impacto sobre a economia real", acrescentou.

América Latina

Já a General Motors (GM) avalia que o mercado automotivo na América Latina crescerá, no máximo, 2% em 2012. A estimativa da empresa é de que após esse período voltará a expandir-se mais rapidamente, o que permitirá um crescimento médio de 5% nos próximos cinco anos. A afirmação é do presidente da GM na América do Sul, Jaime Ardila, feita nessa quinta-feira em São Paulo.

IPI A chinesa Chery informou que mantém inalterados os planos de implantação de uma unidade industrial no Brasil, em Jacareí (SP), diante da medida provisória anunciada pelo governo brasileiro em 15 de setembro. A medida prevê aumento de 30% até 55% da alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos fabricados fora do Mercosul. "Alguns ajustes no procedimento de implantação poderão ser necessários, mas a empresa continua com o propósito de fazer parte do mercado brasileiro”, informou a montadora.


receba nossa newsletter

Comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Cadastro realizado com sucesso!

*Para comentar, faça seu login ou assine

Publicidade

(none) || (none)