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Estado de Minas

FMI: países desenvolvidos devem agir agora e com audácia

A diretora do FMI reafirmou sua posição sobre a necessidade de recapitalização dos bancos europeus, mal recebida pelo setor bancário


postado em 09/09/2011 08:16 / atualizado em 09/09/2011 09:42

"A verdade é que a atividade global tem desacelerado e os riscos de queda aumentaram", diz Lagarde
Os riscos de queda no crescimento em todo o mundo aumentaram e os países precisam agir agora, de maneira decisiva e coordenada, afirmou hoje a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde. "A verdade é que a atividade global tem desacelerado e os riscos de queda aumentaram, e ao mesmo tempo o reequilíbrio na demanda que todos nós estávamos esperando para chegarmos a um crescimento sustentável se interrompeu", disse Lagarde em uma discussão sobre a economia global na Chatham House, em Londres.

Falando antes da reunião de ministros de Finanças e presidentes de bancos centrais do grupo dos sete países mais desenvolvidos (G-7) - que acontece ainda hoje - a diretora do FMI disse que o mundo está sofrendo com uma crise de confiança, em face a uma deterioração nas previsões econômicas e os crescentes receios com dívidas soberanas e a saúde dos bancos.

Se o crescimento continuar a perder força, os problemas com balanços patrimoniais vão piorar, a sustentabilidade fiscal será ameaçada e o espaço para políticas para salvar a economia vai desaparecer, afirmou Lagarde. "A principal mensagem é que, a esta altura, e devido às circunstâncias econômicas que nós estamos enfrentando, os países e os elaboradores de políticas em todo o mundo precisam agir agora, precisam agir decisivamente e agir juntos".

A diretora-gerente do FMI afirmou que as expectativas de inflação "estão bem ancoradas e relativamente baixas" e que, de uma maneira geral, "a política monetária deve permanecer altamente acomodatícia, porque o risco de recessão supera o risco de inflação". Segundo Lagarde, "em 2008 o mundo agiu como um time de cabo de guerra, com todos puxando na mesma direção". "Agora, nós precisamos ser como um time de futebol, onde o papel de cada um se adequa às suas posições e habilidades, se esse time quiser ter sucesso".


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