A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou junho com alta de 0,15%, ante avanço de 0,47% em maio, informou nesta quinta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a quinta redução mensal consecutiva este ano. O resultado ficou no teto do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pela Agência Estado, que iam de +0,04% a +0,15%, e acima da mediana projetada, de 0,07%.
O IPCA é o índice oficial de preços utilizado pelo Banco Central para cumprir o regime de metas de inflação, determinado pelo Conselho Monetário Nacional. Até junho, o indicador acumula altas de 3,87% no ano e de 6,71% nos últimos 12 meses. A coordenadora de Índices de Preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos, concede entrevista coletiva ainda nesta quinta-feira para comentar os resultados.
Transportes e alimentação
O preço da gasolina recuou 3,94% em junho, após uma alta de 0 85% em maio, tornando-se um dos principais fatores para a desaceleração da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O litro da gasolina ficou na liderança dos impactos negativos no IPCA, com -0,17 ponto porcentual. Em seguida veio o etanol, que passou de uma queda de 11,34% em maio para um recuo menos acentuado em junho, de 8,84%. Juntos, os preços dos combustíveis caíram 4,25% no mês passado, gerando um impacto de -0,20 ponto porcentual no índice geral.
Com a queda nos preços dos combustíveis, o grupo transportes apresentou deflação de 0,61%, apesar da alta das passagens aéreas (de -11,57% em maio para 12,85% em junho), item de maior impacto positivo do mês, com 0,04 ponto porcentual. Ainda no grupo transportes, as tarifas dos ônibus urbanos aumentaram 0,79% em junho, como consequência das variações
A forte redução na taxa de crescimento do IPCA de maio para junho é explicada também, em grande parte, pela deflação registrada no grupo alimentação e bebidas, que caiu de 0,63% em maio para -0,26% em junho, aliada à queda ainda mais intensa do grupo transporte, que já havia apresentado, com redução para -0,24% em maio, enquanto em junho registrou -0,61%.
Entre os alimentos, muitos ficaram mais baratos de um mês para o outro, destacando-se a batata-inglesa (de 6,02% em maio para -11,38% em junho) e a cenoura (de -9,30% para -16,31%). Mesmo entre os produtos alimentícios em alta, muitos mostraram desaceleração na taxa de crescimento de um mês para o outro, como o queijo (de 1,90% para 1,05% em junho), o iogurte (de 2,07% para 1,01%), o leite em pó (de 1,60% para 0,62%) e o açúcar refinado (de 1,18% para 0,50%).
INPC
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) subiu 0,22% em junho, ante alta de 0,57% em maio, segundo dados divulgados hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o resultado, até o mês passado, o INPC acumula altas de 3,70% no ano e de 6,80% nos últimos 12 meses. O INPC mede a variação dos preços para as famílias com renda de um a seis salários mínimos e chefiadas por assalariados.
