(none) || (none)
UAI
Publicidade

Estado de Minas

Uso do cheque pré-datado cresce no varejo em abril na capital mineira

Essa é a primeira vez em seis meses que o crescimento dessa modalidade de pagamento supera o aumento no uso dos cartões de crédito


postado em 09/05/2011 11:23 / atualizado em 09/05/2011 11:25

As compras com cheque pré-datado lideraram as vendas do varejo no mês de abril em Belo Horizonte. Essa é a primeira vez em seis meses que o crescimento dessa modalidade de pagamento supera o aumento no uso dos cartões de crédito e débito, segundo pesquisa divulgada nesta segunda-feira pelo Sistema Fecomércio Minas.

As compras com o cheque pré-datado representaram 23% das vendas a prazo, contra 18% da registrado em fevereiro. Já as transações feitas com o cartão de crédito corresponderam a 67% das vendas. Na última sondagem, esse item registrava 74% das vendas a prazo. Desde agosto de 2010, as compras pagas

com cartão de crédito só cresciam e os cheques pré- datados se mantinham praticamente estáveis.

Em Belo Horizonte, nas lojas pesquisadas, 70% de tudo que é comercializado é vendido a prazo. Segundo a coordenadora do departamento de Economia do Sistema Fecomércio Minas, Silvânia Araújo, o oscilação entre as principais formas de pagamento pode significar a busca do equilíbrio orçamentário, que faz o consumidor evitar o endividamento com o cartão. “Além disso, pode sinalizar mudança de comportamento frente à política monetária apertada e a pressão inflacionária sobre o poder de compra real , afirma.

Apesar disso, o número de lojas que aceitam os cheques continua em baixa, somente 23% na capital mineira. De acordo com economistas da Fecomércio, os lojistas optam por não aceitar essa modalidade de pagamento devido ao risco de inadimplência, além das altas taxas a serem pagas às administradoras de cartão de crédito, o tipo de mercadoria comercializada e o planejamento financeiro de cada empresa.

Inadimplência

Estudo do Sistema Fecomércio Minas pesquisou ainda a inadimplência nas vendas a prazo na capital. Em abril, de cada R$ 100,00 em vendas, R$ 2,00 não chegaram ao caixa dos empresários do comércio, uma melhora em relação a fevereiro e março, quando o calote no varejo subiu 3% e 5% respectivamente. Foram pesquisas com 300 empresas do segmento de comércio varejista de Belo Horizonte sendo a maioria empresas de pequeno porte, com até 9 funcionários.


receba nossa newsletter

Comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Cadastro realizado com sucesso!

*Para comentar, faça seu login ou assine

Publicidade

(none) || (none)