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Estado de Minas

Eletroeletrônicos escapam da crise


postado em 29/12/2008 07:49 / atualizado em 08/01/2010 03:53

Jacqueline Pimentel comemorou o desempenho das vendas de portáteis, câmeras digitais e celulares(foto: Beto Novaes/EM/D.A Press )
Jacqueline Pimentel comemorou o desempenho das vendas de portáteis, câmeras digitais e celulares (foto: Beto Novaes/EM/D.A Press )

Nem a alta do dólar nem as dificuldades de crédito para o consumidor foram suficientes para impedir que os eletroeletrônicos atingissem a meta de crescimento de 8% em relação ao ano passado, considerado um dos mais promissores para o setor. A expectativa de expansão era mais audaciosa antes da chegada da crise econômica: as previsões da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros) eram de crescimento de 15%. Apesar disso, Lourival Kiçula, presidente da entidade, acredita que o Natal foi melhor que o esperado. “Apesar de o varejo ainda não ter liberado seus resultados, aparentemente fechamos o período melhor do que imaginávamos”, afirma.

Na rede Ricardo Eletro, as vendas cresceram entre 15% e 20%, resultado considerado animador. “Acredito que as campanhas agressivas e os descontos foram responsáveis por manter o nível das vendas”, afirma Elizabeth Vieira, gerente de uma das filiais da Ricardo Eletro. As televisões de LCD e a linha de informática tiveram destaque. Também houve mudança no comportamento do consumidor, que preferiu as compras à vista com desconto aos parcelamentos. “Se fizeram prestações, foi em menos vezes”, diz Elizabeth.

O empresário Renato Campos dos Passos não se rendeu ao forte apelo das promoções de Natal e espera que os preços das TVs estejam ainda mais acessíveis nos próximos dias. “Estou olhando há três meses e acho que no Natal o que melhorou foi a forma de pagamento, e não os preços. Acredito que a tendência agora seja cair ainda mais”, avalia. O empresário também cogita o pagamento à vista e não pretende adiar seus planos por causa da crise. “Só não quero parcelar para depois ficar endividado”, pondera.

Renato Campos espera que os preços caiam depois do Natal para comprar uma televisão de LCD(foto: Beto Novaes/EM/D.A Press )
Renato Campos espera que os preços caiam depois do Natal para comprar uma televisão de LCD (foto: Beto Novaes/EM/D.A Press )


A maior parte dos produtos não sofreu reajustes em conseqüência da valorização do dólar e Kiçula garante que o repasse não deverá ocorrer pelo menos durante os primeiros 20 dias de 2009. “As empresas ainda estão trabalhando com os estoques”, afirma. A esperança do setor é de que haja redução no valor dos insumos para que o preço dos eletroeletrônicos não fique tão salgado para o consumidor final com os reajustes em conseqüência da moeda americana.

Quanto aos campeões de venda, a aposta da Eletros são as televisões de plasma e LCD e refrigeradores que consomem menos energia elétrica. Os produtos portáteis mais baratos, como cafeteira e liquidificador, também ganharam destaque segundo avaliação da Eletros.

Foi o que confirmou a gerente de uma loja do Ponto Frio, Jacqueline Pimentel, que destaca o bom desempenho de vendas dos portáteis, câmera digital e celulares. “Geladeira, máquina de lavar e fogão não tiveram um desempenho tão bom”, diz Jacqueline, que ainda aposta na expansão do faturamento, pois muitos clientes estão aguardando as liquidações de janeiro.

Demissões

A Panasonic Electric Works vai cortar cerca de mil empregos e fechar três fábricas no Japão devido à crise econômica global, informou na segunda-feira o jornal Nikkei. Os cortes afetarão trabalhadores das fábricas e o pessoal de administração da divisão de construção e materiais para casas. Desses mil empregados, cerca de 550 são fixos e outros 450 são temporários. A unidade contava no fim de março com 13 mil funcionários.


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