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Estado de Minas ESPORTES

Tandara volta a afirmar que é contra atletas trans no vôlei

A jogadora de vôlei que defende o Osasco, mesmo time da atleta trans Tifanny, diz não ser justo mulheres transgêneros no esporte


15/10/2021 12:24 - atualizado 15/10/2021 15:01

A jogadora Tandara em jogo pela Seleção Brasileira de Vôlei nas Olimpíadas de Tóquio 2021
Tandara volta a afirmar que é contra mulheres trans no vôlei (foto: Júlio Cesar Guimarães/COB/Divulgação)

Em entrevista ao podcast "Oz Pod", de Osasco, a jogadora Tandara voltou a afirmar que é contra a presença de jogadoras trans no vôlei feminino. Não é a primeira vez que ela dá declaração semelhante. Em 2018, quando Tifanny Abreu iniciou sua carreira no esporte, se tronando a primeira mulher trans a atuar na Superliga feminina brasilera, Tandara também fez críticas. Atualmente, as duas jogadoras defendem o Osasco.

Durante a entrevista, Tandara afirmou: “Primeiramente, eu vou deixar bem claro que eu respeito a Tifanny, nós nos comunicamos, nós nos falamos sempre. Eu tenho um respeito muito grande por ela, sabe? Eu sei das lutas dela como ser humano, enfim. Eu acredito muito que cada um tem que ocupar o seu espaço, mesmo, e tem que brigar por isso. Em 2018, eu dei uma entrevista, inclusive eu estava aqui em Osasco, quando eu disse que não concordava. E realmente essa minha opinião não muda, porque eu acredito de verdade que não seja justo”.

A discussão sobre a participação de atletas trans no meio esportivo também foi tema na Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro no fim de setembro. Um projeto de lei apresentado pelo vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos) propunha proibir atletas transsexuais em competições esportivas nas modalidades do sexo oposto ao do nascimento.

Organizadores dos eventos que descumprissem a regra deveriam pagar multa de R$ 10 mil e ter a licença do evento revogada. O projeto de lei foi barrado em 23 de setembro por ter sido considerado inconstitucional.

Tifanny em foto de divulgação de sua admissão no Osasco
Tifanny é a primeira mulher trans a atuar na Superliga (foto: Marcos Guerra)

Transgêneros no esporte

A primeira pessoa trans a competir oficialmente no mundo dos esportes foi Renée Richards, no tênis, na década de 1970. Richard Raskind foi tenista profissional nas décadas de 1950 e 1960, e se aposentou. Em 1975, fez a cirurgia de transição e adotou o nome de Renée Richards, voltando a praticar o esporte no ano seguinte.

Entretanto, foi somente em 1977 que a Suprema Corte de Nova York garantiu seus direitos na modalidade feminina e Renée pode participar de seu primeiro torneio, o US Open.

Laurel Hubbard, da Nova Zelândia, foi a primeira mulher trans a participar de uma Olimpíada. A atleta defendeu seu país na categoria superpesada feminina do halterofilismo nos Jogos Olímpicos de Tóquio. A atleta iniciou a carreira na década de 1990 e, em 2001 ,se afastou do esporte, iniciando sua transição em 2012.

Em 2013, passou a competir no halterofilismo como mulher. Também nas Olimpíadas de Tóquio, a canadense Quinn foi a primeira pessoa trans não-binária a conquistar uma medalha pelo pela Seleção Feminina de Futebol do Canadá.

Schuyler Bailar, atleta americano de natação, iniciou a transição de gênero em 2014, aos 18 anos. Ao contrário das atletas transgêneros que precisam fazer controle hormonal para garantir vagas em competições oficiais, Schuyler não enfrenta restrições para competir contra outros homens.


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