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Estado de Minas EMPODERAMENTO

Federação de handebol feminino de praia libera shorts no lugar de biquíni

Com a decisão, atletas poderão escolher o uniforme. Debate sobre sexualização das mulheres no esporte ganhou força na Olimpíada de Tóquio


15/10/2021 09:44 - atualizado 15/10/2021 11:30

Seleção norueguesa de handebol de praia posa para foto usando short em vez de biquíni como uniforme
Seleção feminina de handebol de praia da Noruega lutou pela liberdade de escolha sobre o uniforme das atletas (foto: Reprodução/Twitter)

A Federação Internacional de Handebol (IHF) atualizou o regulamento do handebol de praia alterando a regra sobre os uniformes femininos. A partir de 11 de janeiro de 2022, as atletas poderão usar shorts até o meio da coxa em vez de biquíni.

A discussão sobre a sexualização do corpo feminino no esporte ganhou força em julho de 2021, quando as a tletas da seleção norueguesa de handebol foram multadas em 1,5 mil euros  (R$ 9,2 mil) pela Federação Europeia de Handebol (EHF, na sigla em inglês) por usar shorts em vez de biquíni no Campeonato Europeu de Handebol de Praia, sob a alegação de ser uma “roupa imprópria”.

Segundo o jornal britânico The Guardian, em agosto, sete associações desportivas da Europa entraram solicitaram que o presidente da IHF, Hassan Moustafa, e da EHF, Michael Wiederer, renunciassem seus cargos devido a acusação de "sexismo flagrante".

Em novembro, os países nórdicos Dinamarca, Noruega, Suécia, Islândia e Finlândia se uniram para pedir a alteração das regras de vestimentas do handebol feminino de praia.

A ministra dos esportes da Dinamarca, Ane Halsboe-Joergensen, declarou que "a alegação está obsoleta e pode-se pensar que pertence a outro século. Tenho dificuldade em ver que razões esportivas deveriam estar por trás das atletas femininas que jogam de biquíni. Enfatizamos a necessidade de ação não apenas para acomodar as atuais atletas do sexo feminino, mas também para apoiar e encorajar todas as atletas, independentemente de seu gênero ou experiência, a permanecer no esporte".

Protesto nos Jogos Olímpicos do Japão

Além do handebol de praia, outros esportes também lutam pela alteração das regras de vestimentas para modalidades femininas.  Durante a Olimpíada de Tóquio, a equipe de ginastica olímpica da Alemanha utilizou uniformes que cobriam todo o corpo como forma de protesto contra a sexualização das mulheres na ginástica .

Todas as reivindicações se voltam pelo direito de escolha das atletas por uniformas nos quais se sintam confortáveis e não influenciem em suas performances. Além disso, a possibilidade de utilizar uniformes que cubram mais o corpo permite que mulheres árabes possam participar de competições sem ir contra suas crenças e costumes, expandindo a participação das mulheres no esporte.


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