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Estado de Minas Novidades na cozinha

A todo vapor

Agnes Farkasvölgyi acaba de completar 60 anos cheia de energia e criatividade na gastronomia


27/11/2022 04:00

Camila e Agnes Farkasvölgyi
Camila e Agnes Farkasvölgyi (foto: Estudio Dara/divujgação)
 
Quem diz que as pessoas que entram na terceira idade perdem energia e não conseguem produzir como antes, não conhecem os atuais sessentões e, com certeza, nunca ouviram falar de Agnes Farkasvölgyi. A chef mineira está por trás dos restaurantes A Casa da Agnes, em Belo Horizonte; Chafariz, em Ouro Preto; além de continuar no comando do conhecido bufê Bouquet Garni.
 
A Casa da Agnes
A Casa da Agnes (foto: Estudio Dara/divujgação)
 
 
Agnes sempre se destacou pela sua criatividade tanto na criação dos menus, quanto na forma diferenciada e artística na montagem dos pratos e das mesas. A chef e artista plastica sempre uniu em seu trabalho suas duas paixões, e leva seu universo lúdico para a cozinha dos três empreendimentos. "Enquanto chef uso a cozinha e seu entorno como ferramentas para contar uma história construída sobre um tripé de memória/afeto, curiosidade e diversão. Minha cozinha se parece muito comigo. É colorida, alegre, misturada. Todos os pratos que faço tem uma história por trás. As que vivi e ainda vivo, as que ouço e aprendo. Desde quando comecei em 1989”, explica.
 
A Casa da Agnes abriu as portas em 29 de janeiro de 2020. O projeto nasceu a partir de um desejo de diminuição da estrutura do bufê e de um contato mais direto com os clientes. "Sempre gostei do tete a tete com o cliente, da conversa", conta. Ali, Agnes divide as panelas e o atendimento com sua filha Camila. Sua mãe Lelete, depois de anos inserida no mundo da moda, também está por lá, cuidando de cada detalhe da casa. No menu, pratos frescos que mudam com a estação e algumas clássicas criações.
 
Seu mais recente projeto é no restaurante Chafariz, em Ouro Preto. Desde setembro deste ano, Agnes é chef executiva do tradicional restaurante da cidade histórica, colocando seu toque contemporâneo e criativo na culinária mineira. "Eu pratico uma cozinha atenta às minhas referências, ao mesmo tempo aberta e curiosa ao novo. Acredito e uso a tecnologia nos preparos e acho que cozinha pode ser arte, desde que,  quem a faz, assim queira. Quanto mais misturamos tecnologia com histórias e conhecimento, mais estamos aptos a criar enredos com os pratos", explica a chef, que nos seus mais de 30 anos na gastronomia criou pratos que se tornaram icônicos e que vez ou outra precisa relembrar para seus fiéis clientes do Bouquet Garni. Caso do lombinho de porco com espaguete com couve e torresmo, o camarão empanado harumaki sobre caldinho de feijão-branco, os bolinhos de arroz com ovas, a feijoada com pequi, entre outros, afinal, a lista é grande.
"O processo de criação de um prato ou um menu é muito parecido com meu processo artístico, seja para pintar, desenhar, escrever ou montar. Se desconheço um assunto ou tema, faço uma pesquisa. Anoto e desenho o que acho relevante e vou construindo um caminho. Todas as referências me interessam: forma, cor, textura e conteúdo”, diz.
 
Agnes Farkasvölgyi acabou de completar 60 anos e está em seu auge criativo, com muitos planos e ideias. "Com A Casa da Agnes comecei a construir um sonho. Um espaço que abrigasse cozinha e arte, jantares e almoços inusitados, todo o meu trabalho com o buffet e ainda um bistrô". A comemoração de seu aniversário, um evento eat art, foi o início dessa nova fase.

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