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Estado de Minas GASTRONOMIA

Terra da liberdade e da boa comida

Novo restaurante e lounge de Belo Horizonte se tornou o point preferido das pessoas de bom gosto, que curtem comida de qualidade e uma vista privilegiada


31/10/2021 04:00 - atualizado 31/10/2021 08:12

Chamas
Os petiscos e os pratos quentes são feitos sob as chamas de uma parrilha (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press )
Depois de um ano e meio enclausurados por causa da pandemia imposta pela COVID-19, Belo Horizonte foi presenteada com um local ideal para a retomada da vida social. O conhecido espaço de eventos Land Spirit reabriu como Outland, com mais sócios e nova proposta, que agradou em cheio. A prova é a lotação esgotada da casa em todos os dias de funcionamento e uma “pequena” lista de espera de cerca de mil pessoas aos sábados.

sócio
Os sócios Idel Yarochewsky, Henrique Benerick, Matheus Melvin e Eduardo Faleiro (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A )
 

A receita foi simples: ambiente aberto, bem decorado com um toque de despojamento, ventilado, vista linda para a cidade, boa comida, música de primeira, drinques criativos, conta individual. Para completar, os sócios são pessoas queridas, simpáticas, que sabem receber bem e souberam, como poucos, explorar tudo o que o espaço, a região e a ocasião pediam.

Carne
Costela na brasa com legumes (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A )
 

O Outland está na porção oeste da Serra do Curral, quase de encontro com a Serra do Cachimbo, onde passa o Viaduto da Mutuca, a mais de mil metros de altitude. Quem vai ao Outland pela primeira vez sente que está entrando em uma terra encantada nas montanhas de Belo Horizonte, e pode desfrutar de um cenário natural de tirar o fôlego: o pôr do sol. Lá, no lugar do Rio da Prata que margeia BH, do alto da montanha avistam-se os mares de morro pintados por Guignard. Todo fim de tarde é um mergulho. Todo pôr do sol é uma cerimônia. E essa cena foi a inspiração para a nova proposta da casa. O sol que alimenta as plantações, e a celebração das colheitas com alimentos frescos da terra local. No caso do Outland, a “terra local” se estende para todo o país, porque uma de suas cozinhas é dedicada aos frutos do mar.

camarões
Ika Mata, camarões rosa marinados no leite de coco com manga, castanhas e chips de banana (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A )
 

Essa é a experiência que o Outland quer passar para as pessoas, um lugar não muito distante, no qual os visitantes parrilham os frutos da terra em toda a sua enorme variedade, desde os legumes, verduras, carnes, frutos do mar até os tipos diferentes de queijo. Tudo fresco, bem brasileiro, preparado com muito carinho pelo chef veneziano que foi atraído pelos encantos da terra, Massimo Bataglini.

Peixe
Filet ao Merlot (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A )
 

A área de drinques fica a cargo do sócio mais antigo do empreendimento, o expert Henrique Benerick, que se dedicou a pesquisar e a reinventar drinques clássicos como o Negroni e o Rum. Vinhos brasileiros começaram a chegar do Sul do país, deixando assustados os mais descrentes visitantes. A ambientação ficou a cargo do novo sócio, Eduardo Faleiro, que construiu espaços acolhedores em todo o local.

Chef
Chef e sócio Massimo Battaglini (foto: Marcelo Lourenco/Divulgação)
 

A casa, que está sob a batuta dos sócios Matheus Melvin, Henrique Benerick, Massimo Battaglini, Idel Yarochewsky e Eduardo Faleiro, abre a partir das 17h de quinta-feira, o horário ideal para chegar a tempo de ver o pôr do sol, ouvindo um delicioso jazz ao vivo. Na sexta, abre para almoço, que tem sido disputado por empresários, que escolheram o local como o preferido para encontros e network, e não fecha, emendando com o jantar. O sábado fica por conta dos jovens, que chegam cedo para beber e petiscar – boas opções é o que não faltam –, e passam o dia com música, bate-papo. O almoço só rola depois das 17h, mas a casa funciona até a madrugada. No domingo, o Outland é uma excelente escolha para o almoço.

Polvo
Polvo na brasa (foto: Marcelo Lourenco/Divulgação)
 

Gastronomia do Outland


O variado e criativo cardápio ficou a cargo do experiente e exigente Massimo Bataglini, que é um dos sócios da casa. Conhecido pelo seu restaurante Osteria Matiazzi e pelo Club do Chef, Massimo conseguiu se superar criando todos os três tipos de cozinha no Outland. Os petiscos e os pratos quentes são feitos sob as chamas de uma parrilha, que oferece um espetáculo à parte, e o resultado são sabores arrebatadores, como o polvo na brasa ou a costela com legumes. E ao ar livre tem a Ilha de Queijos de Minas e a Salumeria do Sul, nas quais os alimentos são vistos pelos clientes. “Nossos queijos são filhos de andanças, de amizades cultivadas há muito tempo”, conta Massimo, que antes mesmo de chegar ao Outland já percorria os caminhos do Serro, da Mantiqueira e da Canastra, de onde chegam as especiarias mineiras.

Do Sul, além da carta de vinhos que surpreende até os mais céticos brasileiros, também vem uma rica charcutaria recheada de relacionamentos e afetos. “São 20 anos de visitas por lá”, indica o chef, ressaltando o seu profundo encantamento pela gastronomia brasileira: “No Outland, os ingredientes são protagonistas. Uma cozinha baseada no alimento e não exatamente na sofisticação da receita”. E para completar o banquete gastronômico, tem a Ilha de Frutos do Mar, na praça central, com moluscos, ostras, conchas que vêm de Santa Catarina, de uma criação monitorada pela Universidade Federal de Florianópolis, que surpreende os visitantes, que não demoram a se sentir no mar.

Para acompanhar, nada de pães básicos ou internacionais, pasteurizados. “Servimos chips variados de tubérculos, de banana, tudo feito com muito carinho”, conta. A tônica é sempre preservar os ingredientes brasileiros. “Com direito a uma manteiguinha da Canastra maravilhosa, feita por um produtor local, o Luciano”.

PARRILHA


Se o sonho do Outland começou com as luzes do sol se confundindo com as chamas de uma parrilha, ela não poderia estar de fora da experiência. “Que seja um crustáceo, um peixe, uma carne ou legumes, o fogão da casa é a parrilha”, detalha Massimo. “Os ingredientes vêm daquela parte do mar que adoro, no Rio de Janeiro: Cabo Frio, Arraial do Cabo. Água fria! Eu gosto dos peixes de água fria.” Ao lado da parrilha tem um arroz de forno ou uma massa como o nhoque que remetem à origem italiana do chef. “Todos os ingredientes têm uma ligação afetiva.” 
 
Ceviche (6 porções)

Ingredientes

100g de cebola roxa picadas a juliene, 80g de pimentão vermelho picado a brunoise, 80g de pimentão amarelo picado a brunoise, 12g de sal, 4g de pimenta-do-reino, 40g de batata-doce roxa em cubos assada, 80g de milho peruano, 140g milho verde cozido (o milho em espiga que devera ser fatiado em rodelas), 480g de peixe branco em cubos, 4g de cebolete, 512g de suco de limão Taithi, 100g de chips de batata-doce.

Modo de fazer

Pese separadamente cada ingrediente. Certifique-se que os utensílios e equipamentos estão limpos. Higienize todos os hortifrutis antes de iniciar o preparo. Pique a cebola a juliene e coloque em um recipiente com água para retirar o ardido. Escorra. Picar os pimentões a brunoise. Picar o peixe branco em cubos. Extrair o suco dos limões. Reservar. Em um recipiente,  misturar o peixe em cubos, o suco de limão, o sal, os pimentões, a pimenta do reino, a cebola e misturar. Distribuir o ceviche em seis travessas individuais, acrescentar duas rodelas de milho cozido e o milho peruano.Decorar com uma cebolete partida em três partes. Servir acompanhado com o chips de batata-doce. 

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