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Estado de Minas

Conheça negócios de gastronomia que chegaram durante a pandemia com novidades

Um dos lançamentos é o chocolate branco com doce de leite, chamado de 'chocolate do mineiro'


postado em 21/06/2020 04:00 / atualizado em 20/06/2020 22:07

Chocolate branco com doce de leite (Yör) (foto: Thobias Almeida/Divulgação )
Chocolate branco com doce de leite (Yör) (foto: Thobias Almeida/Divulgação )

Já que não tem como prever o fim do isolamento, esperar pode não ser a melhor estratégia. Empresas que se preparavam para chegar ao mercado este ano driblam a pandemia com otimismo e confiança e fazem ajustes – incluindo estruturar a operação de delivery – para seguir com os planos. Por outro lado, negócios surgem em Belo Horizonte justamente pelas necessidades impostas pelo coronavírus. Em todos os casos, a lição é de que não dá para ficar parado.


Resultado de cinco anos de pesquisa, a Yör Chocolates se preparava para lançar a marca e abrir a loja-conceito no Bairro Belvedere em março. Com a pandemia, os planos foram adiados e alterados. A nova marca chegou esta semana ao mercado e vai atender por delivery. “Quando março chegou, demos uma congelada nos planos, mas até hoje estamos sem horizonte, caminhando para meses de isolamento. Decidimos ir em frente e iniciar a operação com a paciência de um bom mineiro”, diz Arthur Kis.
 
Chocolate 65% com café (Yör)(foto: Thobias Almeida/Divulgação )
Chocolate 65% com café (Yör) (foto: Thobias Almeida/Divulgação )

Engenheiro de minas e chocólatra, Arthur viajou o mundo em busca de chocolates de qualidade e decidiu produzir o que faltava no mercado. “Já tinha tempo que não estava satisfeito com os chocolates que consumia. Houve uma mudança na legislação brasileira, aceitando um teor menor de cacau, e nas últimas décadas a qualidade deteriorou muito.” A ideia é oferecer um chocolate puro, sem recheios, aromatizantes, mais cacau e menos açúcar (orgânico), e ainda levantar a bandeira do produtor local.

A Yör aposta na diversidade de tipos, cores, sabores e origens. Na linha bean to bar, em que o fabricante compra as amêndoas diretamente do fazendeiro, utiliza-se o cacau da fazenda Leolinda, na Bahia, para fazer o chocolate ao leite 44% (a legislação fala em 25%). “Nessa linha, escolhemos a dedo a variedade específica do cacau. Viajamos muito pelo Sul da Bahia, visitamos um por um, e o João Tavares faz um trabalho muito diferenciado. Não é à toa que já foi premiado duas vezes em Paris.”
 
Tábua de frios (Salumi Platters)(foto: Salumi Platters/Divulgação)
Tábua de frios (Salumi Platters) (foto: Salumi Platters/Divulgação)
Nas outras três linhas, a marca trabalha com blends de cacau. Amêndoas da Amazônia e da Bahia se juntam no chocolate 70%, lançamento da linha Origens. Já a linha Sabores apresenta o chocolate 65% com café da fazenda Recanto, no Sul de Minas, e a linha Regionais traz o chocolate branco com doce de leite. “Fizemos uma releitura do chocolate branco, que tem doce de leite em sua composição. Dizemos que é o chocolate do mineiro. Tem cor mais escura, mas não é artificial, e sabor de caramelo.”

 

Arthur desenvolve as receitas em um pequeno “laboratório” em casa e envia para fábricas parceiras, que produzem com os padrões de qualidade e os insumos escolhidos pela marca. Depois, recebe as barras de 75g já embaladas. “Entendi que a Yör agregar melhor à cadeia do chocolate inventando produtos, trazendo inovação. Além disso, por ser uma empresa familiar, se optássemos por fabricação própria teríamos limite de capacidade produtiva.”

 

 

A chef Gabriella Sasso, do Co.fé, vai aproveitar a quarentena para começar a divulgar a marca e o cardápio(foto: João Eugênio/Divulgação)
A chef Gabriella Sasso, do Co.fé, vai aproveitar a quarentena para começar a divulgar a marca e o cardápio (foto: João Eugênio/Divulgação)

Longe de desistir dos planos por causa da pandemia, Arthur e os sócios (a mulher e o irmão) acreditam muito nos produtos e defendem que eles podem ser benéficos para os consumidores na qua- rentena. “Chocolate traz muito do que a gente acredita, que é o sentimento de felicidade, tanto que o slogan da marca é 'seu pedaço de felicidade'. Chocolate é presente, aconchego, sensação de deleite”, co- menta. A ideia é lançar aos poucos as dezenas de produtos desenvolvidos ao longo dos cinco anos.

Divulgação 

Abril seria o mês de abertura da Co.fé não fosse a pandemia. A cafeteria, que vai funcionar no coworking de moda Co.crie, planeja o início da sua operação para julho com foco no delivery. Segundo a chef Gabriella Sasso, a estratégia é aproveitar o período de funcionamento com portas fechadas para divulgar o negócio. “Acho legal as pessoas já irem conhecendo a marca e sabendo o que vamos servir.”

Pão de beterraba, hambúrguer artesanal, queijo muçarela, bacon, maionese de frutas, alface e tomate (Burger's Coords) (foto: Thiago Faleiro/Divulgação)
Pão de beterraba, hambúrguer artesanal, queijo muçarela, bacon, maionese de frutas, alface e tomate (Burger's Coords) (foto: Thiago Faleiro/Divulgação)

A cafeteria vai servir durante a semana café da manhã, brunch e lanche da tarde. No cardápio, opções como quiche de alho-poró, pão de queijo recheado e sanduíches. Destaque também para os cookies e os bolos, entre eles chocolate com caramelo salgado e fubá com goiabada. “A nossa proposta é trazer uma comida que tenha carinho, afeto, que lembre a nossa família. Queremos servir o simples, mas com muita qualidade”, aponta Gabriella. Para beber, sucos descritos como “alquimias” e shakes de café.

Impulsionados  pela pandemia
Como transformar o momento de crise em oportunidade? A Burger's Coords é um exemplo. Surgiu como uma estratégia de expansão do bufê Papo de Anjo. A ideia da empresa é alcançar um público diferente nos aplicativos de delivery com os hambúrgueres, que, até então, faziam parte do cardápio do bufê. “Os hambúrgueres têm a nossa chancela da qualidade, mas tivemos que desvinculá-los do bufê porque o público é mais específico”, destaca a diretora Tatiana Campolina.

Pão de beterraba, hambúrguer artesanal, queijo muçarela, bacon, maionese de frutas, alface e tomate (Burger's Coords) (foto: Thiago Faleiro/Divulgação)
Pão de beterraba, hambúrguer artesanal, queijo muçarela, bacon, maionese de frutas, alface e tomate (Burger's Coords) (foto: Thiago Faleiro/Divulgação)

A hamburgueria faz uma viagem pelo mundo através das receitas. Cada hambúrguer ganhou o nome de uma cidade e conta com algum item que remete ao lugar. Beagá tem cebola na rapadura; Paris, molho de mostarda dijon e mel; e Honolulu, maionese de frutas (maçã e abacaxi), tudo artesanal.

Ao contrário do bufê, em que 90% das entregas são próprias, os pedidos da hamburgueria chegam através dos aplicativos, o que mostra que os clientes de fato são diferentes. Impulsionado pela pandemia, o negócio veio para ficar. Tatiana estima que o delivery será a escolha do consumidor por um tempo. “Acredito que a forma de consumo será diferente. Por mais que tudo volte ao normal, não vai ser igual a antes, será o novo normal. A empresa tem que se adequar para sobreviver ao mercado.”

A advogada Lana Macedo sempre gostou de fazer tábua de frios para comer em casa. “Por gostar tanto, fazia todo fim de semana, como se fosse receber a rainha da Inglaterra, com flores, alecrim e decoração”, conta. A pandemia acabou dando um empurrão para transformar o hobby em negócio. Com a Salumi Platters, ela leva para a mesa dos clientes o conceito de grazing food, que vem da Oceania, de comida espalhada, de forma criativa e bonita aos olhos, para comer com as mãos ou colocar no prato.

Bolo de fubá com goiabada (Co.fé)(foto: João Eugênio/Divulgação)
Bolo de fubá com goiabada (Co.fé) (foto: João Eugênio/Divulgação)

O cardápio não tem apenas frios. Lana faz uma seleção de queijos, embutidos, pães, antepastos, frutas, geleias, chocolates e macarons para oferecer aos clientes. Além disso, o marido dela, Pedro Macedo, produz em casa a caponata de berinjela, a geleia de pimenta, o patê de frango com abacaxi e o mel trufado. As tábuas, que ficam de presente para o cliente e podem ser reutilizadas, servem até oito pessoas. Há também caixas para presentear. O número de itens depende do tamanho escolhido.

Otimista, Lana considera este um bom momento para começar o negócio. “A quarentena até ajudou. Não teria tantos pedidos se os restaurantes estivessem abertos. As tábuas são uma ótima opção para quem está em casa.” A praticidade de receber tudo pronto para colocar na mesa é uma vantagem.

Bolo de fubá com goiabada
Co.fé

Ingredientes

1 ½ xícara de chá de fubá; 1 xícara de chá de farinha de trigo; 1 ½ xícara de chá de açúcar; 4 ovos; 1 xícara de chá de óleo; 1 xícara de chá de leite; 1 colher de sopa de fermento em pó; 1 pitada de sal; manteiga e farinha de trigo para untar,  polvilhar e passar na goiabada; 300g de goiabada cascão; 50ml de água

Modo de fazer

Preaqueça o forno a 180oC (temperatura média). Unte com manteiga uma forma de bolo de 25cm de diâmetro com furo no meio. Polvilhe com farinha e bata na pia para retirar o excesso. No liquidificador, coloque os ovos, o óleo, o açúcar e o leite. Bata bem até ficar liso, por cerca de 5 minutos. Junte o fubá e a farinha peneirados e bata até ficar homogêneo. Cuidado para não bater muito. Por último, misture o fermento e o sal. Despeje a massa na forma e reserve. Corte 5 cubos de goiabada de aproximadamente 3cm e passe na farinha de trigo. Espalhe os pedaços na massa, mas sem afundar. Leve ao forno para assar por cerca de 30 minutos. Retire o bolo do forno e deixe esfriar por 15 minutos antes de desenformar. Para a cobertura, em uma panela pequena derreta o restante da goiabada com a água. Despeje por cima do bolo enquanto estiver morna.

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