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Estado de Minas

Sanduicheria da Fazenda Alegria serve criações próprias, como a salsicha 100% wagyu

Seguindo o conceito de delicatéssen, tudo o que se usa na cozinha pode ser levado para a casa


postado em 29/12/2019 04:00 / atualizado em 05/01/2020 09:41

Cachorro-quente da Fazenda Alegria tem salsicha 100% wagyu(foto: Toujours Fotografia/Divulgação)
Cachorro-quente da Fazenda Alegria tem salsicha 100% wagyu (foto: Toujours Fotografia/Divulgação)
A história começa pela salsicha. Thiago Thibau entrou para o time da Fazenda Alegria com a missão de desenvolver produtos com a carne wagyu para vender no atacado. O resultado do embutido agradou tanto que a equipe decidiu montar uma cozinha na loja, em Nova Lima, para oferecer as criações a todos os clientes. “Aqui é uma experiência gastronômica para comer com as mãos, e não estou falando só de hambúrguer. Criamos sanduíches que não são encontrados em nenhum outro lugar”, aponta o chef, que se especializou em charcutaria. As receitas são simples, mas surpreendem pela qualidade dos ingredientes. A primeira salsicha 100% wagyu (carne e gordura) do Brasil ganha sabor com páprica, coentro em grãos, mostarda e pimenta-do-reino. No hot-dog, ela está ao lado de pão de batata-baroa (levemente adocicado), maionese de mostarda da casa, cebola tostada, molho barbecue de café, picles de cebola roxa e broto de rúcula. O pastrami também é feito com wagyu: o peito do boi, que vem de Funilândia, na Região Central de Minas Gerais, é curado por 20 dias e defumado em lenha de macieira por 18 horas. Depois, é servido no pão rústico com queijo prato, maionese de mostarda e picles de pepino da casa. Já o hambúrguer wagyu tem queijo canastra, bacon artesanal, alface e tomate orgânicos da própria fazenda e molho especial (levemente picante) da casa. Thiago usa outros produtos vendidos na loja, como a linguiça de porco preto, que sai da cozinha acompanhada de pão rústico, maionese de chimichurri da casa, queijo prato e rúcula. A muçarela de búfala feita por um italiano em BH é a estrela do sanduíche Caprese, com pão rústico, tomate, rúcula e manjericão orgânicos. Seguindo o conceito de delicatéssen, tudo o que se usa na cozinha pode ser levado para a casa.
 
Armazém de volta
Dona Lucinha um dia resolveu fazer broa de fubá para servir na hora do café. E assim surgiu a ideia do armazém, que funcionou por alguns anos em frente ao restaurante da Rua Padre Odorico. O projeto volta agora repaginado, mais enxuto, com planos de se tornar franquia. A primeira loja do Armazém Dona Lucinha fica no shopping BH Outlet, no Belvedere. “Com a perda da mamãe, ficou ainda mais forte a vontade de eternizar o nome dela, de readubar constantemente estes sabores”, diz uma das filhas, Márcia Nunes. No cardápio, uma seleção de quitandas e quitutes mineiros. O pão de queijo com queijo do Serro, cidade de onde vem a família, pode ser recheado com linguiça, queijo, carne de sol, goiabada ou doce de leite. O balcão ainda serve bolos, biscoito de polvilho, broa de fubá de canjica e pastel de angu. Para acompanhar, café, leite queimadinho ou caldo de cana. Na hora do almoço, a opção é o tropeirinho, mistura de feijão, bacon, linguiça e torresmo com um ovo frito por cima. Além dos doces tradicionais, como mangada, arroz-doce e mingau de milho verde, a loja traz uma novidade: o chapéu de Belô. Feito de massa folhada e recheio de doce de leite com gema de ovo, ele é uma fusão entre pastel de belém e luminárias, receita que a matriarca sempre fazia no Natal. O armazém retorna também para reforçar a linha de produtos da marca Dona Lucinha,que, através de parcerias, destaca riquezes de Minas.“Estamos usando e abusando do amor e do legado que a mamãe nos deixou.” Cerveja, cachaça, doces em lata, queijo, rapadura de banana, chips de mandioca e picolés (jabuticaba, pé de moleque e bala de mel, por exemplo) têm rótulos que estampam o rosto da grande representante da cozinha mineira.
 
Casa da gastronomia
Do pequeno agricultor a renomados chefs. Idealizada para ser um centro que une e reúne toda a cadeia produtiva e criativa da gastronomia, a Mineiraria anuncia novidades para o próximo ano. Além de cursos, palestras e jantares, o espaço instalado no Centro Cultural Presidente Itamar Franco, no Barro Preto, terá bistrô, empório e drinqueria. “Somos o único estado a ter um espaço inteiramente dedicado à gastronomia”, diz o diretor de relações institucionais, Lucas Guimaraens. Já no primeiro semestre, a casa se prepara para receber o francês Alain Passard (três estrelas Michelin), do restaurante L'Arpège, em Paris, que reiventou sua gastronomia: em vez de exigir da natureza o que queria servir, decidiu trabalhar com o que a terra lhe dá. O chef dará palestra, viajará por algumas regiões de Minas e fará um jantar.

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