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Estado de Minas CAFéS ESPECIAIS

Barista é essencial


postado em 01/09/2019 04:00

Daniel Coli

 

O mercado de café especial cresce na contramão da crise que vivenciamos, em uma velocidade média de 18% ao ano, segundo a Associação Brasileira de Cafés Especiais. A verdade é que o produtor fica com uma fatia muito pequena do bolo e seus cafés são vendidos mundo afora por preços cada vez mais impressionantes.

 

Esse nicho é construído com relacionamentos, pessoas, conexões e precisamos de muita sinergia entre esses indivíduos a fim de que o trabalho de um não interfira negativamente no do outro, levando o melhor resultado desse elo até o consumidor, dentro de uma xícara. Todos precisam ser respeitados e valorizados e isso nem sempre é oque acontece.

 

Ora, é o barista a figura responsável pela apresentação do café especial ao cliente, explicando a origem, o terroir, as notas sensoriais, características dos grãos e atributos de corpo e sabor, entregando uma experiência muito mais completa. Além disso, tem que dominar as múltiplas técnicas e métodos de extração, regulagens ou parâmetros para surpreender na bebida e brindar a cadeia produtiva que investiu muita, mas muita energia neste processo. Mas tenho visto que ele é uma parte fraca desta corrente, apesar do imenso valor do seu trabalho.

 

Uma cafeteria não tem café especial sem um barista. É preciso amor pelo grão, carinho no momento do preparo e responsabilidade com o produto para não deixar um café especial se tornar apenas um comum. Café especial não é caro, experiências sensoriais magníficas não são caras. Caro é morar na capital,

com elevado custo de vida, geralmente sem plano de carreira e ganhando pouco. Mas isso não faz estes valentes profissionais desistirem. Dia após dia estarão atrás do balcão, sorriso estampado no rosto, despertando o paladar, olfato e atividade cerebral do público para a intensidade de beber uma dose feita com paixão. Que possamos, ao menos, dar mais valor ao que definitivamente não tem preço. 


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