Há 25 anos no ar, o Rotten Tomatoes é um dos maiores sites de críticas do mundo
O Rotten Tomatoes, site que agrega críticas de TV e do cinema, está sendo acusado de publicar críticas compradas pela empresa de relações públicas Bunker 15. A denúncia foi publicada pela revista americana Vulture. A Bunker 15 teria manipulado avaliações de filmes no site, pagando críticos para incluírem avaliações positivas na plataforma.
A empresa supostamente ofereceu U$ 50 dólares a jornalistas especializados por crítica. Um dos casos mais emblemáticos seria o do filme ‘Ophelia’, lançado em 2018. Baseado na obra de Shakespeare, o drama recebeu 46% de aprovação de críticos no Rotten Tomatoes na época do lançamento, com base em 13 resenhas.
Entre outubro de 2018 e janeiro de 2019, 'Ophelia' recebeu novas sete críticas favoráveis, e sua aprovação subiu para 62%. Com isso, o filme, que não estava sendo exibido nos cinemas dos Estados Unidos, teve os direitos comprados pela IFC Films para que ele fosse para as telonas.
Questionada pela publicação, a Bunker 15 negou as acusações. “Temos milhares de críticos em nossa lista de distribuição. Um pequeno grupo criou [por fora] um sistema onde os cineastas podem patrocinar ou pagar para que revisem um filme”, respondeu o fundador da empresa, Daniel Harlow.
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Como funciona o Rotten Tomatoes
O Rotten Tomatoes está no ar desde 1998 e é considerado uma ferramenta influente da indústria do cinema. A plataforma agrega críticas de filmes e séries e determina um índice com base na porcentagem de avaliações positivas com base no número total de resenhas da obra.
Na prática, o sistema pode considerar uma avaliação como positiva, mesmo que contenha diversos contrapontos e leves elogios da obra. Contribuindo, assim, para uma melhor porcentagem daquele filme ou série.
A reportagem da Vulture conversou com um jornalista que fez uma crítica negativa a ‘Ophelia’ e recebeu uma proposta da Bunker 15 para alterar sua avaliação, mas que se negou a fazê-lo. O profissional disse que os representantes da empresa afirmaram que conheciam "os editores do Rotten Tomatoes" e que poderiam fazer com que a resenha dele fosse considerada "positiva".

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