Ricardo Darín em cena de Argentina, 1985

"Argentina, 1985" é o representante do país vizinho na corrida pela estatueta

RIME VIDEO/Divulgação

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood anunciou no último dia 21 os 15 títulos pré-selecionados para disputar o Oscar 2023 de Melhor Filme Internacional, entre os quais se inclui o sul-coreano “Decisão de partir”, que estreia nesta quinta (5/1) nos cinemas brasileiros.

No próximo dia 24 devem ser divulgados os cinco concorrentes, assim como os competidores das demais categorias. Além do sul-coreano, outros seis filmes que passaram na primeira peneira da Academia estão disponíveis ou prestes a estrear no país. Confira: 

• “Argentina, 1985”, de Santiago Mitre
Mostra o ímpeto do promotor Julio Strassera (Ricardo Darín) em condenar militares responsáveis pela repressão durante a mais recente ditadura no país (1976-1983).

Sem nenhum profissional veterano em sua equipe - os demais promotores não queriam lidar com julgamento tão espinhoso -, Strassera, com ajuda do advogado Luis Moreno Ocampo (Juan Pedro Lanzani), montou uma equipe de jovens recém-formados em Direito para reunir as provas das violações de direitos humanos. 

» Disponível no Prime Video.



•  “Bardo, falsa crônica de algumas verdades” (México), de Alejandro González Iñárritu
Neste drama, o jornalista e documentarista mexicano de sucesso Silverio Gama ( Cacho Giménez) começa a se culpar por ter abandonado a própria pátria e se instalado nos EUA.

Entretanto, ao retornar para sua terra natal no intuito de mitigar sua angústia, Silverio mergulha em profunda crise existencial por não se reconhecer mais nos locais onde viveu parte de sua vida. 

» Disponível na Netflix.

• “Corsage” (Áustria), de Marie Kreutzer
O longa de Marie Kreutzer acompanha a relutância da imperatriz Elisabeth da Áustria, ou Sissi, como era conhecida, em aceitar envelhecer. Conhecida por sua beleza e pela oposição à submissão e ao decoro exigidos pelos nobres austríacos, Sissi preferia se dedicar à sua vaidade a lidar com as responsabilidades da monarquia. Quando fez 40 anos, julgou-se velha e fez de tudo para manter sua imagem pública, o que foi visto por muitos como ato de rebelião. 

» Estreia nos cinemas no próximo dia 12/1.

Ator com rifle e capacete em cena de Nada de novo no front

O drama de guerra "Nada de novo no front" é o representante da Alemanha

Netflix/Divulgação

• “Nada de novo no front” (Alemanha), de Edward Berger 
O longa mostra a desilusão dos amigos Paul Bäumer (Felix Kammerer), Albert Kropp (Aaron Hilmer) e Franz Müller (Moritz Klaus), que se alistaram no Exército alemão voluntariamente para combater na Primeira Guerra Mundial.

Contudo, o patriotismo exacerbado que os motivou a lutar se dilui logo que eles entendem o horror que é o campo de batalha e o quanto suas vidas não significam nada para o alto escalão do Exército. 

» Disponível na Netflix.

•  “Holy Spider” (Dinamarca), de Ali Abbasi
Baseado em histórias reais, “Holy Spider” acompanha o trabalho da jornalista investigativa Rahimi (Zar Amir-Ebrahimi) na cobertura de assassinatos em série de prostitutas cometidos por um homem denominado “Holy Spider”.

O assassino deixa clara sua motivação religiosa ao afirmar que pretende livrar a cidade do pecado. As mortes, no entanto, servem como pano de fundo para uma discussão mais aprofundada a respeito de como as mulheres são tratadas no Irã. 

» Estreia nos cinemas no próximo dia 19/1.


. "Garoto dos céus" (Suécia), de Tarik Saleh
No primeiro dia de aula da Universidade Al-Azhar, centro do poder do Islã sunita, o imã (maior representante do governo) morre na frente de seus alunos, o que marca o início de uma enorme batalha pelo poder no local. O longa não está disponível para streaming e ainda não tem previsão de estreia.
 
» Estreia nos cinemas em 19/1 

“Close” (Bélgica), de Lukas Dhont
Acompanha a amizade entre Léo (Eden Dambrine) e Rémi (Gustav de Waele). Ambos com 13 anos, eles compartilham experiências como relacionamento tóxico, masculinidade frágil, depressão, luto, preconceito e o amor.

Os garotos, que são apenas amigos, tornam-se alvo de comentários maliciosos quando sua proximidade subitamente desaparece. 

» Estreia nos cinemas em 2/3.
 

Sem previsão de estreia

“Return to Seul” (Camboja), de Davy Chou

“Saint Omer” (França), de Alice Diop

“Last Film Show” (Índia), de Pan Nalin

“The quiet girl” (Irlanda), de Colm Bairéad

“Túnica turquesa” (Marrocos), de Maryam Touzani

“Joyland” (Paquistão), de Saim Sadiq

“EO” (Polônia), de Jerzy Skolimowski