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Estado de Minas LITERATURA

Público enfrenta filas, mas não desiste de curtir a Bienal do Livro de SP

Domingo foi dia de o leitor se 'encontrar' com José Saramago e Darcy Ribeiro. Estátua de Drummond está roubando a cena no estande da Record


03/07/2022 22:06 - atualizado 03/07/2022 22:31

Leitores sentados sorriem enquanto homem conta histórias ao microfone na Bienal Internacional do Livro de São Paulo
Estandes de editoras promovem sessões de contação de histórias para entreter o público (foto: Bienal Internacional do Livro SP/divulgação)

 

SÃO PAULO – Se for mantido o ritmo da abertura durante as férias escolares, filas e aglomerações vão marcar a Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que será encerrada no dia 10 de julho, na capital paulista.

O domingo (3/7) foi tão agitado quanto o primeiro dia, sábado (2/7). Realizado no Expo Center Norte, o evento voltou (com força) ao formato presencial, atraindo multidões de visitantes.

A Bienal contou com a presença do youtuber e influenciador Rezende, que conversou com o público ao lado da autora Louise Sheran e da jornalista Cláudia Fusco. Rezende e Louise lançaram o livro “Esquadrão alien” no evento.

A manhã de domingo foi marcada por homenagem a José Saramago (1922-2010), vencedor do Nobel de Literatura, cujo centenário será comemorado em 16 de novembro.

A mesa reuniu o autor lusitano José Luís Peixoto e os colegas brasileiros Andréa Del Fuego, que escreveu “A pediatra”, e Jeferson Tenório, autor de “O avesso da pele”.

Estande de Portugal tem réplica de bonde na Bienal Internacional do Livro de SP
Portugal montou réplica do bonde de Lisboa em seu estande na Bienal Internacional do Livro de SP (foto: Bienal Internacional do Livro SP/divulgação)


No início da tarde, o evento recebeu a autora espanhola Elena Armas, que ganhou destaque nas redes sociais com o romance “Uma farsa de amor na Espanha”.

 

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'O povo brasileiro', de Darcy Ribeiro, faz sucesso na Bienal do Livro

No segundo dia da Bienal, o público continuou ávido por livros. No estande da Global, que edita clássicos de Guimarães Rosa (1908-1967), inclusive títulos infantis do autor mineiro, como “O burrinho pedrês”, o livro mais vendido é “O povo brasileiro”, de outro mineiro: o montes-clarense Darcy Ribeiro.


“As pessoas reconhecem este livro como muito importante para o momento atual. Ele é uma referência para a reconstrução do país. É um clássico, que continua atingindo muita gente”, afirmou Richard Alves, diretor-geral do Grupo Editorial Global.

Sorrindo, jovens leem folhetos informativos na Bienal Internacional do Livro de SP
Jovens formam parte expressiva do público que foi ao Expo Center Norte, em São Paulo, visitar a Bienal Internacional do Livro no fim de semana (foto: Bienal Internacional do Livro SP/divulgação)

Selfie com Drummond é atração no estande da Record

Outro mineiro que vem roubando a cena é Carlos Drummond de Andrade (1902-1987). Em homenagem aos 120 anos do poeta maior, que serão comemorados em outubro, o espaço do Grupo Editorial Record conta com a réplica da famosa estátua do itabirano, atração turística na orla da praia de Copacabana, no Rio de Janeiro.

Assim como a versão original, a estátua tem atraído uma legião de admiradores para fotos, vídeos e selfies com Drummond.

* O repórter viajou a convite da Bienal Internacional do Livro de São Paulo


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