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Estado de Minas MÚSICA

Laura Catarina interpreta repertório de Vander Lee em show gratuito hoje

Cantora mostra parte de seu disco em homenagem ao pai, "Estrela", na apresentação do Mistura Minas desta quarta-feira (22/6), no Museu das Minas e do Metal


22/06/2022 04:00 - atualizado 21/06/2022 23:01

De vestido bege, sentada num banquinho, Laura Catarina toca violão e canta em frente a microfone
Filha de Vander Lee, Laura Catarina apresentará músicas de seu novo álbum, "Estrela", com releituras do repertório do pai (foto: Mariane Botelho/Divulgação )
 
O projeto Mistura Minas chega ao fim de sua quarta edição nesta semana e pretende encerrá-la com chave de ouro: Laura Catarina, filha do cantor e compositor Vander Lee (1966-2016), apresenta nesta quarta-feira (22/6) seu novo disco, uma homenagem ao pai. Na quinta, o artista, engenheiro de áudio e produtor musical Kiko Klaus convida Raquel Coutinho, Egler Bruno e Marcelo Veronez para dividir o palco.

Ambos os shows ocorrem no Museu das Minas e do Metal Gerdau, em comemoração aos seus 12 anos de existência. A entrada é gratuita, com retirada prévia de ingressos pelo site Sympla.

Laura Catarina, que cresceu cercada pela música por influência de seu pai, começou a almejar um futuro na carreira de cantora solo pouco antes da morte de Vander Lee, em agosto de 2016.

“No final daquele ano, meu pai iria participar de um show em homenagem ao Cartola. Mas, quando ele faleceu, resolveram transformar uma parte do show em sua homenagem. Foi a primeira vez que cantei uma música do meu pai, como intérprete, sem ser convidada por ele”, rememora a cantora.

“Amor em si”, seu álbum de estreia, foi lançado em agosto de 2018. De lá para cá, Laura vem trabalhando em sua segunda produção autoral: “Estrela”, disco em homenagem ao pai, com grandes e importantes hits da carreira de Vander Lee repaginados com arranjos modernos.

“Durante o processo de produção, eu já imaginava que sairia algo lindo, mas o que aconteceu foi maravilhoso. Ficou muito lindo, à altura do Vander Lee, com o acréscimo de um brilho próprio e da minha identidade, sem desonrar toda a grandeza dele”, afirma a cantora, que também elogia a produção estética do disco. “Hoje em dia, não se lança nada de qualquer jeito. Não dá para simplesmente colocar as músicas nas plataformas e esquecê-las.”

Sobre sua apresentação no Mistura Minas, ela diz que irá “contar para o público que já me acompanha como cheguei até aqui, para onde estou indo e dar uma prévia do disco”.

CONVIDADOS 

Para o último show do projeto Mistura Minas, o recifense Kiko Klaus convida a cantora, compositora, percussionista e criadora de paisagens sonoras Raquel Coutinho, o guitarrista Egler Bruno e Marcelo Veronez, cantor, ator, diretor de teatro e de shows e gestor da Gruta!

Radicado em Belo Horizonte desde 2002, Kiko é, além de cantor e compositor, engenheiro de áudio e produtor musical e já trabalhou com grandes nomes da música brasileira, como Naná Vasconcelos (1944-2016), Lenine, Skank, Nação Zumbi e Orquestra Ouro Preto.

“Quando me entendi como artista e produtor, percebi que para viver disso no Brasil eu precisaria atuar em várias frentes, o que seria algo que também acrescentaria ao meu próprio trabalho”, diz ele.

Formado nos Estados Unidos, o artista classifica sua música como uma amálgama de gêneros nacionais e internacionais, misturando raízes afro-brasileiras, como maracatu, ciranda e samba, com flamenco, rock e soul.

“Pernambuco tem muito mantra em sua música, enquanto a de Minas é muito sinuosa, com melodias e harmonias complexas. Minha música é todo esse caldeirão de influências brasileiras e internacionais”, afirma Kiko, que elogia os grandes nomes da música mineira e conta que “Maria, Maria”, de Milton Nascimento e Fernando Brant, foi a primeira música que aprendeu a tocar no violão.

Laura também comenta sobre como a formação cultural e o acesso a cursos, shows e festivais gratuitos (ainda que, hoje em dia, mais escassos) contribuem para o desenvolvimento artístico do estado.

“Sinto que a música mineira sempre foi muito autêntica e diversa. Não por ser mineira em si, mas pelo nosso jeito de olhar para a arte. Vejo muito amor e delicadeza. A única coisa que falta na música mineira é uma união dos artistas para que sejamos mais reconhecidos nacionalmente.”

Kiko ressalta a importância de eventos culturais gratuitos para o desenvolvimento da cena autoral e para a democratização do acesso à arte. “Essa é uma oportunidade para as pessoas se encontrarem e transformarem as energias em novas produções e novas ideias.”

Para Laura, “shows gratuitos são muito importantes porque costumam ser mais espontâneos. As pessoas não têm tanta expectativa quanto têm quando estão pagando e se abrem mais para receber o que os artistas têm a oferecer”.
 

MISTURA MINAS

Show de Laura Catarina, nesta quarta (22/6), e de Kiko Klaus, nesta quinta (23/6), sempre às 19h30, no Museu das Minas e do Metal Gerdau (Praça da Liberdade, Funcionários). Mais informações: (31) 3516-7200. Entrada franca.

*Estagiário sob supervisão da editora Silvana Arantes


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