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Estado de Minas

Prefeito de BH, Fuad Noman participa de debate na Bienal Mineira do Livro

Com dois romances publicados, o gestor se considera mais escrevedor do que escritor. Bom contador de casos, ele leva muito da vida real para seus livros


21/05/2022 16:40 - atualizado 21/05/2022 16:58

De blusa escura, prefeito de BH Fuad Noman participa de evento na Bienal Mineira do Livro
Prefeito Fuad Noman em evento na Bienal Mineira do Livro (foto: Túlio Santos/EM/D.APress)
Escritor não, escrevedor. Com extensa trajetória pública, o economista Fuad Noman (PSD), 74 anos, prefeito de Belo Horizonte desde 29 de março, começou, na maturidade, a se dedicar à escrita. Com dois romances publicados, “O amargo e o doce” (2017) e “Cobiça” (2020), ele participou na tarde desde sábado (21/5) de bate-papo com o jornalista Chico Maia na Bienal Mineira do Livro, no BH Shopping.
 
A escrita veio em decorrência do gosto por contar histórias, disse ele. A conversa teve início justamente com uma, quando relembrou da máxima de que toda pessoa, para se realizar na vida, deve plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro.
 
“Plantei minha primeira árvore quando estava no jardim de infância. Estudava na Rua Espírito Santo e se a árvore ainda existir lá, deve estar velha. Tive dois filhos. Já contava minhas histórias, mas as guardava.” O primeiro romance, Noman comentou, foi escrito rapidamente. As referências vieram da própria vida.
 
Um sobrinho, dono do tradicional bar Tizé, no bairro de Lourdes, abriu há alguns anos numa loja ao lado outro bar, o Seu Cadim. A partir deste nome, Noman criou a narrativa de “O amargo e o doce”, que contava as desventuras de Cadim, jovem do interior que chega a BH e começa a trabalhar como garçom no Tizé – o próprio pai do prefeito, também Fuad Noman, foi garçom antes de abrir seu próprio restaurante, a Taberna Azul, que fez história na cidade na segunda metade do século 20.
 
Se o primeiro romance traz muito da vida do interior no passado, “Cobiça” começa quando uma jovem recebe  uma mensagem numa rede social e vai para o interior para descobrir a história de sua família. O livro ainda não teve um lançamento oficial – programada para 17 de março de 2020, a noite de autógrafos foi adiada em decorrência da pandemia. O prefeito afirmou que deve fazer um lançamento em breve.
 
Noman comentou que leva para os livros também seu gosto pessoal. Suas narrativas partem rapidamente para a ação. “Tem autor que gasta duas, três páginas para descrever um ambiente. Eu me canso com isto. Acho melhor deixar para o leitor a capacidade de descobrir como são os personagens e locais. Desta maneira, o leitor começa a construir sua própria história.”
 
Leitor voraz, Noman pretende lançar em breve seu terceiro romance, “Marcas do passado”. O drama, com uma pegada policial, tem início com um estupro. A partir de uma tragédia pessoal o prefeito pretende, com a história, “refletir sobre o mundo de hoje”.
 
Assim como vários escritores iniciantes, o prefeito é também um autor independente. “A maioria dos que começam têm que bancar tudo: produção, revisão, impressão. Depois você tem que vender para tentar diminuir o prejuízo. Mas escrever não é pelo dinheiro, é pelo prazer. Minha maior alegria é entrar numa livraria e ver meu livro lá. Dá até vontade de comprar”, finalizou, bem-humorado.


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