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Estado de Minas LITERATURA

Nova revista literária da AML é dedicada às mulheres

Rogério Faria Tavares, presidente da Academia Mineira de Letras, diz que a 80ª edição da publicação traz textos sobre 27 escritoras mineiras


04/12/2021 04:00 - atualizado 03/12/2021 22:34

Rogério Faria Tavares, presidente da Academia Mineira de Letras
Rogério Faria Tavares, presidente da Academia Mineira de Letras, celebra os 112 anos da instituição (foto: Renato Wrobel/divulgação)

Para celebrar seus 112 anos, a Academia Mineira de Letras (AML) lança neste sábado (4/12), às 10h30, a 80ª edição da sua revista literária. A cerimônia será somente para convidados e a publicação estará à disposição nas versões impressa e digital, assim como o catálogo do acervo da AML, que já se encontra aberto para consultas do público.
 

Rogério Faria Tavares, presidente da AML, conta que a revista foi fundada em 1922, época em que o presidente da casa era o poeta Mário de Lima, irmão do então presidente de honra da Academia, Augusto de Lima. 

“Ao longo desse tempo, a AML publicou 79 números, sempre com crônicas, ensaios e poemas. No ano passado, publicamos a edição de número 79, por conta dos 110 anos da AML, e agora estamos publicando a de número 80. Quis que esse número fosse especial e que também trouxesse um conteúdo aprofundado para os leitores.”

Tavares diz que já estava passando da hora de a revista mostrar, melhor e mais profundamente, a contribuição das mulheres para a literatura mineira. 

“Convidei a professora Constância Lima Duarte, da UFMG, que é especialista no tema, para organizar, junto comigo, um dossiê temático. E esse acabou tendo 27 textos. Encomendamos, então, 27 textos a 27 especialistas, estudiosos. O dossiê acabou ganhando o nome de '27 escritoras mineiras'. Ele traz também a apresentação da própria Constância e um artigo meu sobre a escritora Adélia Prado."

Há ainda artigos dos especialistas sobre Alexina de Magalhães Pinto, Ana Elisa Ribeiro, Ana Maria Gonçalves, Ana Martins Marques, Bárbara Heliodora, Beatriz Brandão, Branca Maria de Paula, Carolina Maria de Jesus, Cidinha da Silva, Conceição Evaristo, Helena Morley, Laís Corrêa de Araújo, Lúcia Castelo Branco, Lúcia Machado de Almeida, Lina Tâmega Peixoto e até Janete Clair. “Pedi à Denise Emmer, filha de Janete, para escrever um ensaio sobre a mãe, que ficou lindo”, revela Rogério Tavares.

Foram incluídas também Maria Lisia Corrêa de Araújo, Maria Lúcia Alvim, que ganhou o Prêmio Jabuti póstumo este ano, Maria Julieta Drummond Andrade, Maria Helena Cardoso, Maura Lopes Cançado e Raquel Jardim, entre outras.

“São 27 escritoras nesse dossiê temático, além de outras oito que estão em outra seção da revista, mas que são mulheres que pertenceram ou pertencem à Academia, como Henriqueta Lisboa, Alaíde Lisboa, Maria José de Queiroz e Maria Esther Maciel. Jacques Fux escreveu um belo texto sobre a Maria Esther”, acrescenta o presidente da AML.

O professor Wander Melo Miranda e Reinaldo Marques escreveram sobre Henriqueta Lisboa. “A revista traz ainda traz outras seções, sendo uma destinada à sua própria história. Achei importante também colocar um pouco sobre os números passados. Para isso, encomendamos ao pesquisador do Cefet Mário Vinicius Ribeiro Gonçalves um texto sobre a trajetória da publicação desde o seu começo.”

Tavares conta que o professor Mário fez uma análise histórica e técnica da revista, de todas as suas fases e seus conselhos editoriais: “A revista foi dirigida durante muitos anos pelo jornalista e escritor José Bento Teixeira de Salles e depois por Manoel Hygino dos Santos, um grande companheiro nosso. Enfim, tem essa seção que é sobre a revista e os acervos da AML, de livros, fotos e documentos raros. Temos também um texto somente sobre o acervo de cartas de Eduardo Frieiro, escrito pela Maria da Conceição Carvalho, outro sobre a organização dos nossos acervos, escrito por Soraia Lara”.

Além da edição impressa, Tavares ressalta que a revista estará na internet a partir de hoje.  Outra novidade é que a partir de agora, no site da instituição, há uma aba que se chama Catálogo, no qual o interessado pode fazer buscas por autor ou por obra para ver se o assunto procurado está no acervo da AML.

“Também inauguramos uma galeria virtual que está no nosso site e quem quiser passear pelo nosso acervo pode acessá-lo”, avisa o presidente da AML.

Tavares adianta que, em março de 2022, será lançada a edição de número 81, cujo conteúdo já está fechado. “Serão dois dossiês, um sobre literaturas africanas de língua portuguesa, com mais de 30 textos, e outro que organizei junto com a professora Nazareth Fonseca, da UFMG, que é especializada nesse assunto, com ênfase nos escritores de Angola, Guiné-Bissau, Cabo Verde, Moçambique e São Tomé e Príncipe. E o outro sobre a poesia indígena de Minas Gerais, que encomendei à professora Maria Inês de Almeida e ao escritor e ambientalista Ailton Krenak.”

112 ANOS DA ACADEMIA  MINEIRA DE LETRAS
Lançamento da 80ª edição da Revista da Academia Mineira de Letras. Neste sábado (4/12), às 10h30, na sede da AML (Rua da Bahia, 1.466, Lourdes). Só para convidados. Informações: www.academiamineiradeletras.org.br


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