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Estado de Minas PREMIADO

Uberabense vence pela terceira vez o maior prêmio de paleoarte do mundo

Há 14 anos desenhando animais extintos, Rodolfo Nogueira já ganhou 13 prêmios internacionais


06/11/2021 19:09 - atualizado 06/11/2021 19:20

 Ilustração 'O Amanhecer de uma Nova Era'
Rodolfo Nogueira foi premiado este ano pela Lanzendorf National Geographic Prize na categoria 2D Illustration, pela ilustração denominada O Amanhecer de uma Nova Era, publicada no Livro O Brasil dos Dinossauros, da Editora Marte, de 2017 (foto: Rodolfo Nogueira/Divulgação)
 
Na última quinta-feira (4/11), o artista uberabense Rodolfo Nogueira, de 35 anos, venceu, pela terceira vez, o Lanzendorf National Geographic Prize, premiação com aporte da National Geographic e que homenageia anualmente os melhores paleoartistas do mundo. Paleoartista é a profissão de quem desenha animais extintos.
 
 
Rodolfo Nogueira já havia vencido o Lanzendorf National Geographic Prize, em 2015, na categoria Scientific Illustration, em 2018, na categoria Animation, sendo que este ano, ele foi premiado na categoria 2D Illustration pela ilustração denominada O Amanhecer de uma Nova Era, publicada no Livro O Brasil dos Dinossauros, da Editora Marte, de 2017 (inclusive este livro, que tem como autor Luiz Eduardo Anelli e ilustrador, o Rodolfo, venceu em 2018 o prêmio Jabuti na categoria melhor livro infantil-juvenil).
 
Segundo Nogueira, O Amanhecer de uma Nova Era retrata os dinossauros Pampadromaeus e Saturnalia, que existiram no sul do Brasil há cerca de 230 milhões de anos, quando surgiram os primeiros dinossauros do mundo.
 
“Essa premiação é promovida pela Society of Vertebrate Paleontology, que é a maior associação de paleontólogos do mundo. Eles têm um encontro anual, sendo que neste ano o encontro foi on-line e me falaram para buscar o prêmio o ano que vem no Canadá. A premiação é em dinheiro (dólar), mas ainda não sei qual é o valor”, disse o paleoartista uberabense.
 

Nogueira já ganhou 13 prêmios internacionais

 
Rodolfo Nogueira
O interesse de Rodolfo Nogueira em dinossauros surgiu quando ele visitou o Museu dos Dinossauros, em Peirópolis, quando ele tinha seis anos (foto: Redes Sociais/Divulgação)
 
 
Formado em desenho industrial pela Unesp de Bauru (SP), Rodolfo Nogueira contou que trabalha como paleoartista há 14 anos e neste período já ganhou 17 prêmios, sendo que 13 foram internacionais.
 
“Quando me formei não tinha quase nada de paleoarte, nem paleoartista no mundo e no Brasil. Criei uma metodologia que eu aplicava os conceitos de projetos do design, com os melhores suportes artísticos e as descobertas científicas paleontológicas mais recentes para poder reconstruir um animal extinto da forma mais fidedigna e natural possível, ou seja, escolhi fazer isso de forma digital, no computador, e usando os mesmos softwares que Hollywood usa para fazer os efeitos especiais dos filmes”, explicou o artista.
 

Interesse pela paleoarte começou aos seis anos

 
Ao ser questionado sobre como e quando surgiu seu interesse em desenhar dinossauros, Rodolfo Nogueira disse que começou quando ele tinha apenas seis anos. “Foi quando visitei o Museu dos Dinossauros, em Peirópolis (bairro rural de Uberaba). Para mim, aquilo tudo era um mundo mágico. Fui levado para uma viagem e quando cheguei tinha dragões gigantes, florestas encantadas, cachoeiras cristalinas e tinha até os caçadores de dragões, que eram os paleontólogos. E eu fiquei encantado com tudo isso."
 
Depois, aos 12 anos, após assistir à animação Dinossauro da Disney, ele disse que percebeu que o que queria mesmo para a sua vida era ser ilustrador de dinossauros. “Então minha mãe me colocou num curso de desenho e me deu um dos maiores poderes que alguém pode ter: tirar as coisas da cabeça e colocar na realidade; depois disso eu não parei mais.”


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