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Estado de Minas TERTÚLIAS ON-LINE

Até domingo, Clic oferece passeio digital pela memória de Belo Horizonte

Futebol, a cidade como personagem dos livros e a nova geração de escritoras da capital são temas de palestras do Circuito de Literatura e Cafés


15/09/2021 04:00 - atualizado 15/09/2021 00:07

A jornalista Nina Rocha vai abordar a nova geração de autoras que vêm se destacando em BH(foto: Música Quente/divulgação)
A jornalista Nina Rocha vai abordar a nova geração de autoras que vêm se destacando em BH (foto: Música Quente/divulgação)

"Quem tem mais tempo, assiste às palestras. Já no Instagram, a gente pensou em uma forma de atingir as pessoas com conteúdo relevante"

Marcelo Santiago, produtor do Clic


Projeto iniciado em 2018 e adaptado para o formato virtual no primeiro semestre deste ano, devido à pandemia, o Circuito de Literatura e Cafés (Clic) inicia nesta quarta-feira (15/09) sua segunda edição on-line. A programação prevê três palestras até sexta-feira (17/09), sempre às 19h, sobre o tema “Memória, cidade e literatura”.

Hoje à noite, a professora de literatura Lilian Vaz fala sobre “O percurso da produção literária em BH”. Amanhã, a escritora e jornalista Nina Rocha discorre sobre “Memória e escrita da cidade”. Na sexta, o professor e historiador Bruno Parreiras ministra palestra sobre o tema “O futebol de BH na literatura”.

ROTEIRO 

A segunda edição on-line do Clic abre também espaço para um roteiro turístico com Bruno Bicalho, que vai apresentar pontos da capital eternizados na literatura, e para dicas e curiosidades sobre o processo de produção do café, da semente à bebida pronta, com a barista e mestre de torra Rafaela Rodrigues.

Marcelo Santiago, diretor da produtora cultural Quente, responsável pela realização do Clic, diz que a segunda edição dá continuidade, de certa forma, à primeira, que também tinha foco em Belo Horizonte, embora tratasse da produção literária e de quadrinhos contemporânea.

“Pensei que seria interessante falar agora da memória da cidade”, diz, destacando que seu primeiro convite foi para Bruno Parreiras, que milita com afinco no cruzamento entre futebol, política e literatura.

“Bruno foi o primeiro que me veio à mente para saber como se dá a relação dos times de BH com a esfera política e da memória da cidade”, diz Santiago. Na sequência, ele pensou em Nina Rocha para abordar a capital como personagem da literatura. Ela, por sua vez, sugeriu abordagem sobre as novas autoras locais, muito influenciadas pelo ambiente urbano.

Por fim, Lilian Vaz vai tratar dos movimentos literários que marcaram a história da cidade. Foi dela, aliás, a ideia de filmar as palestras na Casa JK, na Pampulha,“museu relativamente recente e muito integrado com a temática desta edição”, segundo Santiago.

A opção por gravar as palestras – e não transmiti-las ao vivo – se deve a questões contingenciais e técnicas. “Ao sermos obrigados a migrar para o digital, ficamos experimentando. Por mais que no ao vivo você ganhe em interação com as pessoas, a premissa do Clic, o produto editado tem vida mais longa. Ele pode ser mais abrangente, na medida em que permite abarcar material de arquivo”, diz Santiago.

A proposta inicial era promover encontros informais entre público e escritores em cafeterias de BH. “Trabalhávamos com um formato de debate, e agora são palestras em que a pessoa pode ficar ali falando por meia hora. Esse material também tem dinâmica”, acrescenta Marcelo Santiago.

Das três edições presenciais, promovidas antes da pandemia, participaram Lourenço Mutarelli, Ale Youssef, Joyce Berth e Josélia Aguiar, que lançou no Clic a biografia do Jorge Amado, posteriormente premiada com o Jabuti.

“A ideia era sair do formato careta dos convidados no palco. Nos cafés por onde passamos, era uma roda com todo mundo junto. Havia o desejo de as pessoas se conhecerem. A gente servia cafés de pequenos produtores e tinha também receitas de pratos com café”, conta.

TRANSMISSÃO 

No formato on-line, as palestras, com cerca de 30 minutos, vão diariamente para o canal da Quente no YouTube. O giro turístico e as abordagens em torno de cafés artesanais estarão no Instagram da produtora.

“Quem tem mais tempo, assiste às palestras. Já no Instagram, a gente pensou em uma forma de atingir as pessoas com conteúdo relevante. Com relação ao café, são seis vídeos de um minuto. A Rafaela fala sobre parte dos processos de produção, a torra, a prensa, e como isso influencia o produto final. Com o Bruno Bicalho, mostramos o que virou a casa do Guimarães Rosa em BH, por exemplo, ou o Pindura Saia, onde Conceição Evaristo morou e que virou o Bairro Cruzeiro”, aponta.

A próxima edição on-line está prevista para novembro, com abrangência nacional e orientada pelo tema “Mais estranho que a ficção”, focando no jornalismo investigativo. Maurício Ângelo, do Observatório da Mineração, e os editores do site O Joio e o Trigo são nomes confirmados.

Circuito de literatura e cafés

> Hoje (15/09), às 19h. “O percurso da produção literária em BH”, por Lilian Vaz
>> Quinta (16/09), às 19h. “Memória e escrita da cidade”, por Nina Rocha
>> Sexta (17/09), às 19h. “O futebol de BH na literatura”, por
Bruno Parreiras


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