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Estado de Minas MÚSICA

Orquestra Sesiminas Musicoop comemora seus 35 anos e homenageia Piazzolla

Concerto on-line desta quarta terá a peça 'As quatro estações portenhas', além de composições do argentino Alberto Ginastera e do mineiro Wagner Tiso


26/05/2021 04:00 - atualizado 26/05/2021 07:11

Quando a agenda presencial for retomada, a Orquestra Sesiminas Musicoop espera tocar para o público que a conheceu durante a pandemia(foto: Fotos: Rafael Motta/divulgação)
Quando a agenda presencial for retomada, a Orquestra Sesiminas Musicoop espera tocar para o público que a conheceu durante a pandemia (foto: Fotos: Rafael Motta/divulgação)

A Orquestra Sesiminas Musicoop chega aos 35 anos em 2021. A agenda de concertos comemorativos, por ora em transmissão on-line sem a presença do público no Teatro Sesiminas, tem início nesta quarta-feira (26/5). Em homenagem ao centenário de nascimento do compositor e bandoneonista argentino Astor Piazzolla (em 11 de março), o grupo executa “As quatro estações portenhas”.

Compostas entre 1965 e 1970, as peças foram concebidas originalmente para violino, guitarra, piano, baixo e bandoneon. O clássico de Vivaldi foi a inspiração primeira, pois elas acompanham a primavera, o verão, o outono e o inverno.

No concerto de hoje, a orquestra, com seus 20 instrumentistas (violinos, violas, cellos e contrabaixos), terá a presença do pianista Robério Molinari.

"Tenho para mim que , quando este momento passar, haverá público muito bom nos concertos"

Felipe Magalhães, maestro da Orquestra Sesiminas Musicoop


PROGRAMA 
A regência será de Felipe Magalhães, que desde janeiro de 2020 assumiu o posto de maestro e diretor artístico da Sesiminas Musicoop. Compondo a homenagem a Piazzolla (1921-1992), a formação ainda apresenta “La danza de la moza donosa”, de Alberto Ginastera, e “Mandu-Çarará”, de Wagner Tiso, a partir da obra de Villa-Lobos.

“Ginastera foi um compositor argentino de música erudita e também professor de Piazzolla. Escolhemos terminar com uma peça brasileira, a fantasia que Wagner Tiso criou baseado num tema sinfônico de Villa-Lobos”, explica Magalhães.

Até assumir a titularidade, o regente atuou por três anos como assistente do maestro Marco Antônio Drumond, fundador da orquestra. Em decorrência da pandemia, Magalhães não regeu nenhum concerto com a presença do público desde que chegou ao posto.

“Foi uma infeliz coincidência. Nesse período, tivemos que nos reinventar, com cada músico tocando em sua casa, primeiro com clipes e depois concertos sem público em formato de live”, conta Felipe Magalhães.

Ainda que a ausência de contato com a plateia faça grande diferença, o maestro comenta que a orquestra vem atingindo grande número de pessoas por meio de sua intensa atividade nas redes sociais. “Tenho para mim que quando este momento passar, haverá público muito bom nos concertos.”

Mantendo agenda curta de ensaios presenciais – “nossos encontros são em função dos concertos que fazemos, obedecendo a uma série de protocolos, como o tempo restrito no palco” –, Magalhães garante que a distância não afeta os instrumentistas. “Como todo músico, eles tocam todos os dias. Acho que até por causa da pandemia estão dedicando tempo maior a cada instrumento.”

Ainda que a temporada de apresentações tenha se iniciado mais tarde este ano, novos concertos estão confirmados para as próximas semanas.

Em 16 de junho, a Sesiminas Musicoop se debruça sobre o repertório de Vivaldi. Em 30 de junho, o concerto será dedicado à música popular, com canções de Wilson Simonal. A apresentação terá como convidado o cantor Marcelo Dai.

ORQUESTRA SESIMINAS MUSICOOP
Concerto “Centenário Piazzolla”. Nesta quarta-feira (26/5), às 20h, no 
canal da Orquestra Sesiminas Musicoop no YouTube


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