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Quatro amigas negras de 'Run the world' mostram o outro lado de Nova York

Série do Starzplay traz um novo olhar sobre a cidade que foi personagem de 'Sex and the city' e 'Friends'. Harlem ganha destaque nesta comédia dramática


14/05/2021 04:00 - atualizado 14/05/2021 07:08

Quatro amigas negras e o Harlem se destacam no seriado que segue a trilha dos sucessos ''Sex and the city'' e ''Living single'' (foto: Jojo Wilden/ Starzplay/divulgação)
Quatro amigas negras e o Harlem se destacam no seriado que segue a trilha dos sucessos ''Sex and the city'' e ''Living single'' (foto: Jojo Wilden/ Starzplay/divulgação)

Seis amigos, homens e mulheres, se encontram em um apartamento em Nova York. A premissa parece, mas não é a de “Friends”. É “Living single” (1993-1998), produção ambientada no Brooklyn que fez história: teria não só inspirado “Friends” (lançada um ano depois, 1994), como também foi a primeira série comandada por uma mulher negra nos Estados Unidos.

Ela é Yvette Lee Bowser, que 28 anos mais tarde divide a criação de uma nova produção com Leigh Davenport. Quatro mulheres, melhores amigas, vivem o início de seus 30 anos em Nova York. Parece “Sex and the city” (1998-2004), mas é “Run the world”, comédia dramática que estreia neste domingo (16/5), na plataforma Starzplay. Assim como em “Living single”, os protagonistas são negros.

COMPARAÇÃO

“É impossível, para qualquer série sobre mulheres em Nova York, não ser comparada com ‘Sex and the city’. Estamos na mesma praia, mas é diferente, porque o nosso ponto de partida não são os homens nem o romance, mas amigas que tentam encontrar seu lugar no mundo. A grande distinção, obviamente, é que agora são mulheres negras refletindo sobre a cidade que conheço, com asiáticos, latinos, africanos, pessoas que vivem no mesmo espaço”, comenta Leigh Davenport.

Mas as referências, os antigos fãs de “Sex and the city” vão logo encontrar. Já no primeiro episódio há um diálogo em que Mr. Big, o eterno namorado de Carrie, é citado. Patricia Field, a figurinista que fez história com “Sex and the city”, também trabalhou na nova série.

No entanto, a Nova York de “Run the world” não é o Upper East Side, por onde circularam Carrie, Miranda, Samantha e Charlotte. É o Harlem, onde a própria Leigh morou antes de se mudar para Los Angeles e tentar a carreira na televisão.

“É uma coisa maluca, mas as pessoas que não conhecem Nova York acham que o Harlem é outra coisa. Na verdade, ele está logo ali e as pessoas simplesmente não vão. Eu, quando morava lá, nunca ia à outra parte da cidade, pois tudo o que queria estava no Harlem”, afirma Leigh.

Nesse tradicional bairro na parte alta da metrópole vivem Sondi (Corbin Reid), Ella (Andrea Bordeaux), Whitney (Amber Stevens West) e Renee (Bresha Webb). A escritora Ella está numa encruzilhada em sua vida pessoal e profissional. Sondi, acadêmica engajada nos movimentos antirracistas, mantém um relacionamento que está beirando a rota de colisão. A executiva Whitney tem dúvidas sobre o casamento, que está próximo. E a divorciada Renee ainda tenta entender como levar a vida adiante, apesar da alegria sempre aparente.

Este é o primeiro seriado criado por Leigh, que se baseou nas próprias vivências e de seu grupo de amigas. Antes de chegar à TV, ela esteve à frente de uma revista feminina.

“Certo dia, saindo da casa de uma amiga bem tarde, pensei: nossas histórias dariam uma série. Naquela noite não dormi, escrevi umas 30 páginas. Ao longo dos anos, fui me preparando, fazendo cursos. Há quatro anos me mudei para Los Angeles”, acrescenta ela, que contabiliza uma década desde aquela noite com as amigas até o lançamento de “Run the world”.

A canção de Beyoncé que dá título à atração, lançada há 10 anos, trata basicamente do empoderamento feminino. “A série é também sobre como podemos ser a melhor versão de nós mesmas”, comenta Leigh. “O público da TV mudou, estamos vivendo em um tempo em que as pessoas querem assistir a histórias sobre pessoas interessantes, independentemente se são negras, asiáticas ou latinas.”

“As personagens se parecem com tantas mulheres que conheço e tratam de assuntos que também me preocupam, como o fato de a massa da população carcerária ser formada por negros”, afirma a atriz Corbin Reid.

“Ainda bem que houve ‘Sex and the city’ e outras séries sobre mulheres. Homenageamos essas produções, mas também adicionamos elementos do mundo de hoje”, completa Andrea Bordeaux.

A primeira temporada de “Run the world” tem oito episódios. Apenas o piloto foi realizado antes da pandemia. O restante foi rodado no final de 2020, já no inverno nova-iorquino. “Eram 13, 14 horas usando máscaras, 100 pessoas trabalhando, testes três vezes por semana. Nova York viveu tempos terríveis na pandemia, então todos estavam com muita vontade de trabalhar”, comenta Leigh Davenport.


PANDEMIA

As filmagens do seriado não sofreram interrupção por causa da COVID-19. “Éramos uma das poucas produções sendo rodadas na cidade. Fizemos muitas externas, com locações em restaurantes e bares, os lugares onde tínhamos de estar, pois não há pandemia na história”, acrescenta a atriz Amber West. 

Diante das tragédias da vida real, Leigh deseja que “Run the world” traga alento ao público. “Espero que a série mostre como as mulheres negras vivem hoje, o que pensam sobre política, sexo, família – tudo ao mesmo tempo e todos os dias.”

“RUN THE WORLD”
• Série em oito episódios. Estreia neste domingo (16/5), na Starzplay. Um novo episódio será exibido a cada domingo.


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