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Estado de Minas TELEVISÃO

Miá Mello tenta descomplicar a ciência em 'Posso explicar'

Programa que estreia nesta quarta-feira (24/3) no NatGeo recorre ao formato do talk show com convidados famosos e a participação de um professor de química


24/03/2021 04:00 - atualizado 24/03/2021 07:40

Miá Mello diz que se coloca no lugar da 'curiosa' nas conversas e dá atenção ao aspecto da escuta, conselho que ouviu dos amigos Fabio Porchat e Tatá Werneck(foto: NATGEO/DIVULGAÇÃO)
Miá Mello diz que se coloca no lugar da 'curiosa' nas conversas e dá atenção ao aspecto da escuta, conselho que ouviu dos amigos Fabio Porchat e Tatá Werneck (foto: NATGEO/DIVULGAÇÃO)
O formato convencional está ali: uma mesa para o apresentador, um sofá para o convidado e até a indefectível caneca. Mas “Posso explicar”, que estreia nesta quarta-feira (24/3), no canal National Geographic, pega o modelo do talk-show e acrescenta alguns aspectos que fazem toda a diferença. A premissa é falar sobre ciência e tecnologia.

A atriz Miá Mello comanda a atração, cuja primeira temporada terá 16 episódios. Não está sozinha para entreter e informar, sempre com humor. Tem a seu lado o popular professor de química Allan Rodrigues, carioca que dá aulas em pré-vestibulares, o DJ e produtor João Brasil e o baterista e vocalista André Luís Rua, mais conhecido como Pinguim, que dá voz a Edson, uma caixa de som com (alguma) inteligência artificial. 

O time de convidados é estrelado. Os dois primeiros episódios, que serão exibidos em sequência na estreia, são com Fábio Porchat e Sabrina Sato. A lista traz outros ilustres, como Tatá Werneck, Mônica Martelli, Rita Lobo, Djamila Ribeiro, Fafá de Belém e sua filha, Mariana, Projota, Vitão, Rafael Portugal e Felipe Castanhari. São três blocos, sendo que o primeiro é mais um bate-papo entre Miá e convidado. A surpresa vem no segundo, quando Allan surge em cena para fazer um experimento.

Já no programa de estreia, assistimos a Miá e Porchat gritando de susto quando Allan faz um experimento com nitrogênio líquido a menos 196 graus, o que gerou uma explosão no palco e muita fumaça. A performance chegou a danificar o piso do local. 

“Na ciência, a gente experimenta muito e, às vezes, dá errado. Mas tinha uma equipe por trás que alinhou comigo todos os principais lados. Um dia antes (do início das gravações), testamos todos eles. A Miá pediu para não assisti-los antes, o que trouxe mais surpresa quando aconteceram. Foi tudo calculado, mas é coisa para não ser feita em casa”, comenta Allan.

Miá se assume como da “turma do fundão” na escola. “Quero que as pessoas vejam que estou no mesmo lugar que elas. Claro que dei uma pesquisada geral, participei das reuniões de roteiro. Mas me enquadro no lugar de curiosa. O importante é mostrar que a ciência está permeando a nossa vida e não precisa ser nenhum professor de física para achar o programa interessante.”

Ela disse que aceitou o convite para comandar o programa por causa do tema. “Se fosse só um talk-show, será? Pois tem tantos. Gostei da possibilidade de conversar com pessoas sob uma ótica diferente. Não pergunto para o Vitão sobre carreira, haters. Converso com ele sobre o espaço. O tema do Rafael Portugal eram os gadgets e ele é um cara que não tem gadgets, o que foi proposital para escolhê-lo. Agora, fiquei impressionada com o Castanhari, não queria que o programa com ele terminasse.”

Conselhos de Porchat

 
Amiga de vários convidados, Miá se valeu dos conselhos de Porchat, seu parceiro em “Meu passado me condena”, série e filme, e de Tatá Werneck. “Conversei longamente com eles para ouvir da experiência nos programas. Os dois convergiram no lugar da escuta, o que achei importante, pois sou uma pessoa que gosta muito de falar. Na gravação, com nervosismo, eu poderia deixar isso passar. Passei a ter mais atenção na escuta, e é ali que acontecem os improvisos.”

E são muitos, já que tanto apresentadora quanto convidados são nomes experientes no trato com o público. Sabrina mata Miá e o público de rir ao contar suas aventuras na infância decorrentes de seu déficit de atenção. Em dado momento, Edson, a “inteligência artificial”, pede que Sabrina o leve dali.

“Posso explicar” seria gravado em abril de 2020. A 15 dias do início das gravações, o país fechou com a pandemia. Sendo assim, os 16 episódios foram registrados em outubro, quando houve a onda verde. Foram dois programas por dia de gravação, num processo exaustivo, que levou apresentadora e equipe a mais de 12 horas por dia no estúdio.

“Houve muito cuidado, havia uma médico no estúdio e, de fato, só ficamos de forma descontraída, sem máscara, durante as gravações. Fora mais de 700 testes de COVID-19 durante a gravação e ninguém foi infectado. Cada convidado foi testado 15 dias antes e na véspera, a equipe a cada dois dias. Ninguém estaria tão à vontade em cena se não se sentisse seguro”, comenta Miá.

“POSSO EXPLICAR”
O programa estreia nesta quarta (24/3), às 21h, no canal National Geographic, com episódio duplo. Um novo episódio será exibido a cada semana


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