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Estado de Minas CINEMA

O italiano Lacci abrirá a 77ª edição do Festival de Veneza


25/07/2020 04:00

Lacci se passa em Nápoles na década de 1980 e é uma história de amor e desamor (foto: RAi Cinema/Divulgação)
Lacci se passa em Nápoles na década de 1980 e é uma história de amor e desamor (foto: RAi Cinema/Divulgação)
O filme Lacci, dirigido pelo ator e diretor italiano Daniele Luchetti, abrirá a 77ª edição do Festival de Veneza, que será realizada de 2 a 12 de setembro, informaram os organizadores ontem. O longa, que participa fora da competição, tem um elenco de estrelas italianas, incluindo Alba Rohrwacher, Luigi Lo Cascio, Laura Morante, Silvio Orlando, Giovanna Mezzogiorno, Adriano Giannini e Linda Caridi, e "abre os bailes do primeiro festival realizado em tempos imprevistos", afirmou o realizador.

O festival terá um programa relativamente reduzido este ano devido à pandemia de coronavírus, após o adiamento forçado pela pandemia, explicou o diretor da Mostra, crítico de cinema italiano Alberto Barbera. "Será uma edição com características únicas em sua história e será lembrada por isso", confessou Barbera em maio.

A película italiana, ambientada em Nápoles na década de 1980, é uma história de amor e desamor, de infidelidades e casamentos e é baseado no romance de mesmo nome do italiano Domenico Startone, considerado um dos 100 melhores livros de 2017, de acordo com a seleção do jornal The New York Times. Lacci será lançado no grande salão do Palácio de Cinema, no Lido de Veneza, como tem sido a tradição para essas ocasiões.

Carreira A atriz britânica Tilda Swinton e a cineasta Ann Hui, de Hong Kong, serão premiadas com o Leão de Ouro de Carreira. A informação foi dada pelos organizadores na última segunda-feira. A decisão foi tomada pelos diretores da Bienal de Veneza a pedido de Barbera. No entanto, o festival não especificou se as duas artistas comparecerão pessoalmente à premiação por causa da pandemia.

"Ann Hui é uma das diretoras de cinema mais apreciadas, prolíficas e versáteis do continente asiático", reconheceu Barbera, que também elogiou Swinton por "sua versatilidade fora do comum". A ruiva britânica, de 59 anos, de rosto pálido e eternamente jovem, que estreou no cinema em 1986 com o filme Egomania, participou em quase 70 longas-metragens com vários diretores como Jim Jarmusch, Wes Anderson, Terry Gilliam, Danny Boyle. Uma lista que revela sua inclinação para produções independentes, experimentais e arriscadas.

"Tilda Swinton é unanimemente reconhecida como uma das intérpretes mais originais e intensas", destacou o crítico e diretor da Mostra, ao comentar "sua personalidade exigente e excêntrica" e "sua capacidade de passar do cinema de autor mais radical para as grandes produções de Hollywood, sem renunciar a sua inesgotável necessidade de dar vida a personagens inclassificáveis e pouco comuns", escreveu.

Ann Hui, de 73, por sua vez, representante da nova onda do cinema de Hong Kong, conhecida por The song of exile (1990), confessou sentir-se "sem palavras" com o prêmio e desejou que "todo o mundo melhore logo, para que todos possam sentir-se felizes como me sinto agora", em nota oficial. A cineasta "foi uma das primeiras artistas a misturar material documental e cinema de ficção" e nunca abandonar "a visão do autor", segundo Barbera.

Ao longo de quase meio século, esteve particularmente interessada nos "assuntos humanos e sociais", como a vida dos imigrantes vietnamitas após a Guerra do Vietnã e foi "pioneira, por sua linguagem e estilo visual", lembrou o crítico.

Também se espera a confirmação da presença da atriz australiana Cate Blanchett, presidente do júri, que vive na Inglaterra. (AFP)



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