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Estado de Minas

Patrícia Ahmaral e Zeca Baleiro festejam com show os 20 anos de 'Ah!'

Cantora mineira convidou o músico maranhense, que produziu seu álbum de estreia, para dividir o palco do Cine Theatro Brasil, na noite desta quinta (17)


postado em 16/10/2019 04:00 / atualizado em 15/10/2019 20:13

(foto: KIKA ANTUNES/divulgação)
(foto: KIKA ANTUNES/divulgação)
 
Outubro de 1999. A cantora e compositora Patrícia Ahmaral vivia um misto de ansiedade, tensão e contentamento. Ela se preparava para subir ao palco do Teatro Sesiminas e apresentar seu álbum de estreia ao público: Ah!.
 
“Confesso que eu estava tão nervosa que, quando acabou a apresentação, eu queria repetir (risos),  porque não sabia se tinha ficado bom ou não”, conta. “É natural ter toda essa expectativa, ainda mais em se tratando do primeiro disco. Naquele época, por mais que eu tenha ficado muito satisfeita com o resultado, eu não tinha noção do que esse trabalho representaria na minha vida e na minha trajetória”, diz Patrícia.

Vinte anos após o lançamento, a artista mineira radicada em São Paulo desde 2008 vai celebrar a data com um show revival nesta quinta-feira (17) no Cine Theatro Brasil Vallourec, em Belo Horizonte, no qual contará com a participação especial de Zeca Baleiro, produtor do disco.
 
“Vai ser uma grande festa, e ter o Zeca comigo é a cereja do bolo. Na época, fiquei muito agradecida por ele ter assumido a produção, já que ele estava no seu segundo disco, com uma carreira já se consolidando. Ele juntou o frescor de quem estava começando com sua genialidade. Foi um trabalho muito consciente e, ao mesmo tempo, livre. E ele foi fundamental para esse desfecho”, afirma.
 
 
Foi por meio de uma amiga em comum – a também cantora e empresária do meio musical Rossana Decelso – que Patrícia chegou até Zeca Baleiro. Ele se interessou pelo trabalho da cantora e, quando soube que ela finalmente iria gravar o seu primeiro disco, ofereceu seu apoio. Zeca não assina somente a produção, como também canta e tem duas composições entre as 12 do disco, Voduzinho e Locopoco.

“Por isso acho mais do que essencial tê-lo agora nesta celebração. Vamos cantar boa parte do repertório de Ah!, além de músicas dele e minhas”, avisa. A cantora também aproveita a data para lançar o disco nas plataformas digitais, mas avisa que haverá um estoque do álbum físico à venda no teatro (por R$ 25).
 

"Quando a gente faz uma obra, independentemente de qual seja a linguagem, tem uma angústia de saber o que está sendo criado. Depois vem a angústia de como vai ser compreendido. Só com o passar do tempo é que vamos saber se aquilo sobreviveu ou não, e eu fico muito feliz em saber que Ah! tocou as pessoas"

Patrícia Ahmaral, cantora

 
Patrícia estará acompanhada no Cine Brasil da banda que participou das gravações do CD, formada por  Celso Pennini (arranjos, guitarras e violão), Rogério Delayon (arranjos, guitarras, violão, bandolim), Thiago Correa (baixo), Luís Patrício (bateria) e Tatá Sympa (acordeom e teclados). “E ainda vamos ter o Egler Bruno na guitarra e violão, que é um músico que não participou do Ah!, mas está comigo há anos.”

REPERTÓRIO

Ah! tem um repertório que mescla clássicos da MPB, como Beijinho doce (Nhô Pai), A volta do boêmio (Adelino Moreira) e Eu quero é botar meu bloco na rua (Sérgio Sampaio), canções até então inéditas, caso de Máquina do tempo (George Israel e Mathilda Kóvak), e regravações, como as de Máquina de escrever (Luís Capucho e Mathilda Kóvak) e Perto demais de Deus (Chico César). O nome do projeto foi uma sugestão do jornalista e crítico musical Kiko Ferreira.

Após uma consulta com a numeróloga Monah Di, Patrícia decidiu mudar seu sobrenome (sem muita aprovação da família) e acrescentou o Ah ao Amaral. “A coisa mais difícil, ainda mais em se tratando do primeiro disco, foi batizá-lo. Rola muita insegurança em relação a tudo.
 
O Kiko é quem observou esse Ah dentro do nome e o sugeriu. É uma expressão exclamativa. E isso acabou tornando até a minha decisão de mudar o sobrenome mais leve”, recorda.

Com três discos lançados – além de Ah! (1999), ela gravou Vitrola alquimista (2004) e Superpoder (2011) –, Patrícia Ahmaral prepara agora um novo trabalho, que deve ficar pronto em 2020 e será uma homenagem ao poeta e letrista Torquato Neto. A cantora vai mostrar duas canções que estarão nesse álbum no show desta noite.

“Quando a gente faz uma obra, independentemente de qual seja a linguagem, tem uma angústia de saber o que está sendo criado. Depois vem a angústia de como vai ser compreendido. Só com o passar do tempo é que vamos saber se aquilo sobreviveu ou não, e eu fico muito feliz em saber que Ah! tocou as pessoas”, afirma.

Patrícia Ahmaral convida Zeca Baleiro – 20 anos de Ah!
Show revival e lançamento digital do álbum. Nesta quinta (17), às 20h, no Cine Theatro Brasil Vallourec (Praça Sete, Centro). Ingressos: Plateia I: R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia); Plateia II: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia), à venda na bilheteria do teatro e pelo site Eventim.


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