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Estado de Minas

Fevereiro traz novidades na Campanha de Popularização Teatro e Dança

Estreiam 10 espetáculos de dança e mostra de stand up será intensificada. Sinparc contabiliza venda de mais de 100 mil ingressos em janeiro


postado em 05/02/2019 05:02

Roma faz temporada de quinta-feira a domingo, na Funarte (foto: Paulo Naves/divulgação)
Roma faz temporada de quinta-feira a domingo, na Funarte (foto: Paulo Naves/divulgação)


Há um mês em cartaz, a Campanha de Popularização Teatro & Dança superou os 100 mil ingressos vendidos. Lideram o ranking Acredite, um espírito baixou em mim, Gua-ra-pa-rir e Como sobreviver em festas e recepções com buffet escasso. De acordo com Rômulo Duque, presidente do Sindicato dos Produtores de Artes Cênicas de Minas Gerais (Sinparc) e coordenador do evento, a tendência é o público, sobretudo de comédias, aumentar em fevereiro. Isso porque vai se intensificar a mostra de stand up apresentada na Biblioteca Pública de Minas Gerais, na Praça da Liberdade, e no Teatro Estação Cultural, em Venda Nova.

“Em fevereiro, muitos espetáculos serão encenados no Grande Teatro do Palácio das Artes, uma casa grande. E também há a dança, pois os 10 da programação estreiam agora. Por isso, imagino que vamos encerrar a campanha, em 24 de fevereiro, com chave de ouro”, afirma Rômulo.

Um dos destaques da agenda é Roma, do Grupo dos Dois, que faz temporada de 7 a 10 de fevereiro, na Funarte. O formato é diferente daquele da estreia, em março do ano passado, no Sesc Palladium. Inicialmente, eram dois atores em cena, Carolina Correa e Alexandre Vasconcelos. Mas a proposta mudou.

“A história é sobre o fim de um relacionamento. No decorrer do processo, a gente começou a perceber que faria mais sentido estar só uma pessoa no palco. Como se fosse uma separação em cena, justamente para abordar a solidão”, explica Carolina.

A peça não tem ligação com Roma, o premiado longa do mexicano Alfonso Cuarón que disputará o Oscar no próximo dia 24. Apesar de ambos focarem na força da mulher, a montagem ganhou esse título por ser anagrama de amor.

“Foi uma coincidência o filme estar tão em evidência. Mas nem ele nem a nossa peça têm ligação com a Itália. O nosso Roma tem a ver com o desamor”, afirma a atriz. A dramaturgia também passou por mudanças. Em princípio, o texto era assinado só por Júlio Vianna, mas a ele se juntou Raquel Pedras, que assina a direção.

Carolina Correa afirma que a essência e o ponto de partida da trama permanecem. A atriz usa performance, dança e elementos do teatro para levar ao palco a reflexão sobre a impossibilidade de uma relação permanecer, mesmo quando ainda existe amor. Assim como boa parte dos trabalhos do Grupo dos Dois, um quê autobiográfico está presente. “O texto traz não só experiências minhas, mas de várias pessoas envolvidas com esse projeto. Mas é uma ficção”, ressalta.

Carolina está empolgada com a estreia na campanha de popularização. Lembra que BH voltou a ficar movimentada com o fim das férias escolares. “Muita gente está retomando a rotina, depois do período de viagens, praia. Pra mim, também será um recomeço, pois fiquei dois meses parada devido a uma ruptura no quadril. Não deixa de ser uma nova campanha”, ressalta.

Outra novidade da segunda etapa do festival é Hamlet e eu, que estreia no sábado (9) e fica em cartaz até 17 de fevereiro, no Teatro Professor Ney Soares, do UniBH. Inspirado no clássico de William Shakespeare, o monólogo estrelado por Humberto Câmara propõe reflexões a respeito da relação do homem com a política e a sociedade, tendo como referência a linguagem brechtiana.

DANÇA

Em fevereiro, a campanha receberá espetáculos de dança folclórica, dança de salão, musicais e jazz, entre outros gêneros. Um dos mais aguardados é Âmago, da Mimulus, que será apresentado no sábado (9), às 21h, e no domingo (10), às 19h, no Grande Teatro do Palácio das Artes.

Quinta-feira (7), será a vez de O pródigo, coreografia de Frederico Veiga sob direção de Ester Teixeira, que entra em cartaz em apenas uma sessão, às 20h, no Teatro Marília.


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