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Nasce uma estrela

A brasileira Clara Verdier vai protagonizar a turnê internacional de O fantasma da ópera


postado em 17/12/2018 05:03

Em fevereiro, Clara Verdier estreia nas Filipinas(foto: Reprodução/Facebook)
Em fevereiro, Clara Verdier estreia nas Filipinas (foto: Reprodução/Facebook)
Aos céticos que duvidam da possibilidade de se realizar um ambicioso desejo profissional, a atriz Clara Verdier, de 29 anos, responde com trabalho. A brasileira foi oficialmente anunciada, em Londres, como uma das protagonistas da turnê internacional de O fantasma da ópera. Em 2 de janeiro, ela vai para as Filipinas, onde se apresentará, a partir de fevereiro, como Christine, o papel que sempre ambicionou interpretar.

“Ficaremos cerca de um mês em cada país”, conta. A temporada se estenderá por Cingapura, Kuala Lumpur, Israel e Emirados Árabes Unidos até terminar na Coreia do Sul. O contrato de Clara tem validade de um ano e meio.

Foi uma longa trajetória até conquistar o papel que ela deseja desde os 11 anos, quando assistiu pela primeira vez a Fantasma..., na Broadway. “Sabia que, em algum momento da minha vida, seria Christine”, conta ela.

Durante a temporada nacional de Les misérables, no ano passado, quando assumiu o papel de Cosette, Clara aproveitava os longos intervalos entre as cenas para exercitar o canto – e justamente com canções de Fantasma. A produção brasileira de “Les mis” foi tão bem sucedida que cinco atores receberam convite para integrar a montagem mexicana, que estreou em 2018. Clara estava entre eles.

Era a rara oportunidade de trabalhar no exterior. Porém, também se esperava a confirmação de uma nova versão de Fantasma no Brasil. O musical fez estrondoso sucesso quando estreou, em 2005, permanecendo quase dois anos em cartaz. “Acabei aceitando o conselho da produtora Renata Alvim e fui para o México. Decisão, aliás, da qual não me arrependi”, relembra a cantora e atriz.

VÍDEO Nada foi fácil para Clara Verdier. A montagem de O fantasma da ópera foi confirmada quando fazia um mês que ela estava na Cidade do México. “Recebi um pedido de currículo da Marcela Altberg (produtora de elenco) e decidi gravar um vídeo com canções”, relembra. Ela conta que “quase enfartou” ao saber que havia sido aceita para o papel, mas teve de recusá-lo, pois os ensaios começavam em junho. Naquele mês, não teria cumprido nem a metade da temporada mexicana de “Les mis”.

Em rápida visita ao Brasil, Clara pediu para fazer apresentação especial para produtores americanos – o diretor associado Arthur Massella e o supervisor musical Guy Simpson. Um mês depois, foi convidada para participar das audições para a turnê internacional. Em Nova York, fez os testes e foi aprovada.

Emoção – mesmo – Clara sentiu ao provar o figurino de Christine. “Não consegui segurar o choro. Foi muito forte”, revela. Em 2 de dezembro, a artista se despediu do “Les mis” mexicano e voltou ao país. “Meu desafio é mostrar o talento dos artistas latinos”, afirma ela, em meio ao elenco formado quase na totalidade por americanos. “Como diz o Tiago Barbosa, hoje na Espanha com O Rei Leão, a gente carrega a bandeira brasileira.” (Estadão Conteúdo)


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