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Estado de Minas Pacientes oncológicos

Trombose é uma das principais causas de morte em pessoas com câncer

A incidência de trombose em pacientes oncológicos é preocupante, mas pode ser minimizada com ações preventivas e cuidados durante o tratamento


20/12/2021 14:09 - atualizado 20/12/2021 14:32

Artéria
Trombose é a segunda causa de morte de doentes oncológicos no mundo (foto: Pixabay )

A trombose é a segunda causa de morte de doentes oncológicos no mundo e, mesmo assim, ainda é uma complicação muito pouco discutida. A incidência de trombose em pacientes com câncer é até sete vezes maior do que em pessoas saudáveis. “O doente oncológico tem maior probabilidade de desenvolver distúrbios de coagulação e consequentemente a complicação da trombose. Cerca de 10% dos pacientes com câncer terão trombose”, revela O médico hematologista, patologista clínico e diretor do Laboratório São Paulo, Daniel Dias Ribeiro.

 

 

 

Além da doença elevar as chances de trombose, o tratamento contra o câncer, que pode incluir sessões de quimioterapia, repouso e o pós-operatório, também contribui para aumentar as ocorrências dessa complicação. Alguns tipos de câncer se associam ao maior risco de tromboembolismo venoso (TEV), como os tumores no cérebro, estômago, pâncreas, linfomas, rins e ovário.

 

Leia também: Dia Mundial da Trombose: doença mata uma a cada quatro pessoas no mundo

 

Daniel Ribeiro reforça que a informação e a prevenção são as melhores medidas para reduzir a incidência e o óbito por incidência do TEV em pacientes oncológicos. É possível realizar algumas medidas de profilaxia logo que a pessoa é diagnosticada com o câncer, antes e depois de cirurgias e internações. “É preciso fazer uma avaliação individual e, em algumas situações, utilizar medicamentos, como anticoagulantes para prevenir a trombos. O TEV em pacientes com câncer pode exigir internação, atrasar o tratamento (quimioterapia, radioterapia) e reduzir a sobrevida”, alerta ele.

 

O médico acrescenta que é muito importante ficar atento aos sinais do TEV. Cerca de 70% dos casos ocorrem nas pernas, outros 25% são no pulmão e os 5% restantes em outros órgãos, como o cérebro. Entre os sintomas, estão: dor ou desconforto na panturrilha ou coxa, aumento da temperatura e inchaço da perna, pés ou tornozelos, vermelhidão e/ou palidez, sensações e/ou falta de ar, dor no peito (que pode piorar com a inspiração), taquicardia, tontura e/ou desmaios.

 

* Estagiária sob supervisão da subeditora Ellen Cristie.  


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