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Estado de Minas conta-gotas

De uma brincadeira de mau gosto à depressão em idosos

Segundo o Ministério da Saúde, a taxa de suicídio entre idosos a partir de 70 anos aumentou nos últimos seis anos


03/10/2021 04:00 - atualizado 12/10/2021 12:14


Hábito na internet pode trazer consequências maléficas para as crianças
Nova febre roda as redes sociais assustando as crianças com imagens distorcidas (foto: Pixabay)

Uma nova febre está rodando as redes sociais: as pessoas estão usando filtros na imagem para assustar as crianças e isso pode trazer consequências maléficas para os menores. Para piorar, o grande x da questão é que as pessoas gostam de filmar e expor a reação do outro ao ver o filtro. A neuropsicóloga Leninha Wagner alerta para os problemas que essa “brincadeira” pode acarretar: “Nessa fase da vida, a criança nutre e deposita toda sua confiança e seu instinto de sobrevivência naquela pessoa que está ali, e ao ver que ela se transformou em um ‘monstro’ isso pode causar uma péssima impressão que vá prejudicar seu desenvolvimento”. Isso acontece porque, durante a infância, a imagem do(a) genitor(a) chega ao cérebro da criança carregada de afetos e “momento de estranheza da mudança da figura aciona o sistema límbico como mecanismo de defesa, já que não é mais o genitor quem está ali representado”, completa o neurocientista Fabiano de Abreu.  





Como controlar o desejo por doce 

 
O ato de comer vai muito além da necessidade biológica
As pessoas comem quando estão felizes, tristes ou tediosas (foto: Pixabay)
 
O ato de comer vai muito além da necessidade biológica. As pessoas comem quando estão felizes, tristes ou tediosas, e isso é normal, explica a nutricionista Carolina Pimentel, desde que não seja uma compulsão. É importante lembrar que a necessidade de consumir açúcar (carboidratos) também é fisiológica, já que ele é a principal fonte de energia usada pelo corpo, principalmente pelo cérebro. “Os doces não são proibidos, mas devemos fazer boas escolhas, possibilitando escolher um lanche mais saudável e que traga benefícios para a saúde”, explica a nutricionista. Confira algumas dicas que irão ajudar no controle do desejo impulsivo de comer doce e/ou substituir por uma opção mais saudável:

* Coma doce na hora certa: evite consumi-los em jejum; o melhor momento é após uma refeição. Uma pessoa saciada comerá em menor quantidade

* Faça boas escolhas: opte por sobremesas saudáveis, como uma salada de frutas

* Aposte no triptofano: alimentos ricos nessa substância ajudam no bem-estar e na melhora do humor, uma vez que agem na produção da serotonina

* Maneire no carboidrato simples: alimentos como pães e massas aumentam a glicemia de maneira rápida e desequilibram os níveis de açúcar no sangue

* Ingira pequenas porções: consumir doces em pequenas quantidades vai ajudar você a matar sua vontade e afasta a fissura e as chances de uma compulsão






Exame de Dímero-D é feito e forma indiscriminada 

Dímero-D é um produto formado de degradação da fibrina - formador de coágulos sanguíneos - e o aumento de sua concentração pode ser um indicativo de maior gravidade do COVID-19
o exame de Dímero-D deve ser feito em pacientes internados com COVID-19 e pode indicar um mau prognóstico da doença e risco de trombose (foto: Pixabay)
 

Daniel Dias Ribeiro, médico hematologista, revela que o exame de Dímero-D é um exame importante de ser feito em pacientes internados com COVID-19 e pode indicar um mau prognóstico da doença e risco de trombose. Dímero-D é um produto formado de degradação da fibrina – formador de coágulos sanguíneos – e o aumento de sua concentração pode ser um indicativo de maior gravidade do COVID-19. Entretanto, o médico alerta que nem sempre o aumento do Dímero-D indicará que a pessoa terá trombose. “O crescimento desse produto no exame sanguíneo pode indicar vários tipos de inflamação. A conduta adequada é investigar e acompanhar o paciente. Quase todas as pessoas que têm COVID-19 têm aumento do Dímero-D, mas não é uma justificativa para se iniciar o uso de anticoagulante, principalmente se elas não estão internadas”, ressalta. É importante que o paciente seja avaliado e acompanhado e também sejam considerados os níveis de fibrina e quantidade de plaquetas antes de começar a usar o anticoagulante. 




Por que homens são mais resistentes à terapia?

A depressão acomete mais de 264 milhões de pessoas no mundo e é responsável por cerca de 800 mil mortes por suicídio todos os anos
Por motivos culturais ligados à masculinidade ou por achar que não precisam, homens acreditam que são naturalmente fortes, resistentes e tampouco ficam doentes (foto: Pixabay)
 

Seja por motivos culturais ligados à masculinidade ou por achar que não precisam, homens acreditam que são naturalmente fortes, resistentes e tampouco ficam doentes; portanto, não precisam de ajuda para lidar com a saúde mental. A depressão acomete mais de 264 milhões de pessoas no mundo e é responsável por cerca de 800 mil mortes por suicídio todos os anos. Entre os homens, os dados são ainda mais alarmantes. O Ministério da Saúde aponta que eles representam quatro vezes mais casos, chegando a 9,2 suicídios a cada 100 mil, enquanto a taxa de mortalidade entre as mulheres é de 2,4. “Muitos acreditam que depressão é sinônimo de fraqueza, o que na verdade é um mito”, pontua a psicóloga Fabiane de Faria, que lista alguns motivos para que você faça terapia:

1.  Melhora da inteligência emocional e do autoconhecimento
2. Ajuda a lidar com seus relacionamentos pessoais
3. Facilita a organização dos seus pensamentos, elencando prioridades de vida
4. Ajuda a compreender seus sentimentos e a melhor forma de lidar com eles

 
 

Depressão em idosos 

 

Ainda há um mito que ronda o assunto, que insiste em afirmar que a depressão é uma patologia desta geração. Segundo o Ministério da Saúde, a taxa de suicídio entre idosos a partir de 70 anos aumentou nos últimos seis anos. Taxa média de 8,9 por 100 mil idosos foi registrada nesse período. Para a psicóloga Tais Fernandes, da Said Rio, empresa de cuidadores de idosos, é muito importante levar essa informação e esses dados a sério. "Na terceira idade, homens e mulheres enfrentam muitos desafios, que podem ser desde a dificuldade em manter o convívio social até as limitações físicas. Apesar de essas incapacidades serem consideradas normais a partir dos 60 anos, isso gera desconforto nos idosos, que até então eram independentes e agora precisam de cuidados especiais.” Pensando nisso, a profissional resolveu listar cinco dicas para evitar a depressão nos mais velhos:

1. Estimule um estilo de vida saudável: uma alimentação saudável e a prática de exercícios podem evitar o surgimento dessa doença
2. Forme grupos: procure pessoas com quem se identifica e se sinta confortável
3. Trabalhe a aceitação: saiba que o envelhecimento também tem seus charmes e vantagens, e chega para todos
4. Mantenha um acompanhamento com seu médico: uma rotina de consulta e exames pode trazer prevenção e preparo para o idoso
5. Se necessário, procure a ajuda de um profissional: esteja atento aos sinais da doença e procure ajuda profissional 


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