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Estado de Minas SAÚDE

Dispositivo acaba com o pesadelo de quem tem medo de tomar injeção

O dispositivo foi implantado por profissionais do programa "inovaAí Fundação", em Ipatinga, e praticamente elimina a sensação de dor


15/07/2021 18:25 - atualizado 16/07/2021 12:00

Enfermeira do Hospital Márcio Cunha, em Ipatinga, mostra o dispositivo usado no pequeno Bernardo para aplicar uma injeção. O garoto aprovou com um
Enfermeira do Hospital Márcio Cunha, em Ipatinga, mostra o dispositivo usado no pequeno Bernardo para aplicar uma injeção. O garoto aprovou com um "joinha" (foto: Camila Pontes/FSFX)
Crianças e adultos que têm medo de tomar injeção e sentem pavor em ver seringas e agulhas já podem comemorar. Um grupo de profissionais do programa de inovação “inovaAí Fundação”, que atua na Fundação São Francisco Xavier, está utilizando um dispositivo para amenizar ou acabar com a sensação da dor de uma agulhada.
Esse dispositivo é produzido com polietileno, isento de látex e com micropontas estrategicamente distribuídas em sua superfície.

Essas micropontas, segundo informou o “inovaAí Fundação”, ao serem pressionadas na pele, no local de administração de medicações por via subcutânea e intramuscular, sensibilizam os nervos locais, reduzindo ou eliminando a sensação de dor.

O protótipo do dispositivo que ameniza a dor das injeções(foto: Reprodução)
O protótipo do dispositivo que ameniza a dor das injeções (foto: Reprodução)

 
A utilização da peça trouxe bons resultados. “Trabalhamos com objetivo de proporcionar aos pacientes uma experiência agradável durante a administração de medicações por via injeção intramuscular e subcutânea, facilitando sua adesão e reduzindo o risco de acidentes do profissional que executa o procedimento e proporcionando uma experiência mais agradável e humanizada”, disse a enfermeira Kessia Fernanda Dos Reis Barros, uma das idealizadoras do projeto.
 
Além de Kessia, o projeto teve a participação de Eloíza Goncalves Campos e Kylmer Alexandre Leles Guimarães, profissionais da Unidade de Oncologia do Hospital Márcio Cunha, em Ipatinga, administrado pela Fundação São Francisco Xavier – braço social da Usiminas nas áreas da saúde e da educação.

O dispositivo já está sendo utilizado em pacientes da pediatria, oncologia adulto e pediatria oncológica.
 
Pacientes aprovam o dispositivo
 
Na Unidade de Oncologia, a costureira Dulce Neide Pereira Lima, de 55 anos, foi umas das primeiras pacientes a usar o dispositivo. Ela disse que tem trauma de injeção desde pequena, que fugia dos consultórios e clínicas temendo levar uma agulhada.
 
Na idade adulta e com os tratamentos de saúde que a obrigam a se submeter aos exames todos os meses, não há mais como fugir dessa situação.

“Fico com tanta ansiedade que meu braço trava. Mas com esse dispositivo eu quase não senti a agulha, as pontas dele parecem que relaxaram a minha pele. Achei muito eficiente. Agora só quero tomar injeções com ele”, disse, aliviada.
 
Outro paciente que aprovou o dispositivo foi o pequeno Bernardo Miguel, de 4 anos, que estava na pediatria do HMC. Sorrindo, ele sentou-se à frente de uma enfermeira para levar uma agulhada indolor, para alívio dele e de sua mãe, Eliete Eliana da Silva Nogueira.

“Antes ele chorava para tomar injeção”, disse a mãe, feliz em ver a alegria do filho.


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