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Estado de Minas SAÚDE

Pesquisa: ivermectina não previne hospitalização de pessoas com COVID-19

Estudo argentino constata que quem usou o antiparasitário precisou de intubação e ventilação invasiva mais precocemente


05/07/2021 14:47 - atualizado 05/07/2021 15:19

(foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
(foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)


A ivermectina não tem efeito significativo na prevenção da hospitalização de pessoas contaminadas pelo coronavírus. É o que aponta um estudo argentino agora em evidência, que tem como objetivo determinar se o tratamento com o medicamento pode prevenir a hospitalização em indivíduos com COVID-19 precoce.

A pesquisa foi realizada entre 19 de agosto de 2020 e 22 de fevereiro de 2021 na província de Corrientes, na Argentina, com 501 voluntários positivados para a doença, com idade média de 42 anos, divididos em dois grupos. Um grupo de pacientes recebeu a ivermectina (250 pessoas) e outro placebo (251).

Ficou constatado que quem usou a ivermectina precisou de intubação e ventilação invasiva mais precocemente. O fármaco só mostra eficácia para o combate a vermes e parasitas, aplicação para a qual é destinado originalmente.

 

A ivermectina está indicada entre os medicamentos do chamado kit COVID, de tratamento precoce para a doença, tão criticado entre os que confiam na ciência - geralmente remédios sem nenhuma eficácia comprovada para fazer frente à COVID-19.

O resultado do estudo argentino foi motivo de post no Twitter pelo médico infectologista Gerson Salvador, que vem se manifestando contra o tratamento precoce: "Ivermectina só funciona para vermes e parasitas. Evidência da vez: ensaio clínico randomizado argentino demonstra: a droga não tem efeito significativo em prevenir hospitalizações por COVID-19, quem usou ivermectina precisou de intubação e vantilação invasiva mais precocemente", publicou, nesta segunda-feira.

PESQUISAS

A comunidade científica tem investigado múltiplas terapias para a prevenção e/ou tratamento da infecção pelo coronavírus. Estudos incluem antivirais imunomoduladores, terapias com plasma convalescente, anticoagulantes, antibióticos, corticoides, entre outros.

No entanto, nenhuma dessas terapias apresentou qualquer efeito na inibição da replicação viral, nem foram amplamente utilizadas em indivíduos não hospitalizados com infecção leve.

Um dos maiores desafios para os cientistas é encontrar um medicamento fácil de administrar, de baixo custo e com eficácia aceitável. Nesse contexto, a ivermectina atraiu interesse desde o início da pandemia.

É um antiparasitário declarado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um medicamento essencial para o tratamento de certas infecções parasitárias e também demonstrou atividade antiviral contra um determinado grupo de vírus.

Desde quando foi aventada para o combate ao coronavírus tem sido alvo de polêmicas, ainda mais diante da constatação de que pode acarretar efeitos colaterais graves. 

TRAGÉDIA SANITÁRIA


A vida mudou completamente desde que a crise com o novo coronavírus foi declarada uma pandemia pela OMS em 11 de março de 2020. De lá para cá, mais de 123 milhões de pessoas já foram infectadas e mais de 2,7 milhões morreram em todo o mundo.

O SARS-CoV-2, agente etiológico da COVID-19, é um vírus altamente contagioso e de disseminação rápida. O curso da doença pode ter um espectro variado de manifestações, desde assintomática a doença pulmonar leve, moderada ou grave, com falência de múltiplos órgãos e morte do paciente.


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