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Estado de Minas DIA DA ENFERMAGEM

Campanha 'Valorize a Enfermagem' busca mobilizar brasileiros

O movimento do Cofen convida a população a abraçar causas da enfermagem, como o Projeto de Lei sobre piso salarial. Coren-MG também defende aprovação


12/05/2021 13:40 - atualizado 12/05/2021 15:19

(foto: Divulgação)
(foto: Divulgação)

Nesta quarta-feira (12/5) é celebrado o Dia da Enfermagem e, por isso, mais que nunca, os profissionais da categoria se juntam em prol de causas em comum, como melhores condições de trabalho, valorização e piso salarial.

Não à toa, o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) lançou o movimento “Valorize a Enfermagem”, a fim de mobilizar a população do país em prol das causas da classe. A campanha visa, também, evidenciar o trabalho dos profissionais de enfermagem. 

Um trabalho árduo de enfermeiros, técnicos, auxiliares e obstetrizes em meio a inúmeros desafios, segundo o Cofen. E isso mesmo antes da pandemia de COVID-19, que intensificou ainda mais as jornadas de trabalho.

“Estamos falando da maior categoria da saúde no país. São milhões de trabalhadores que, em meio à crise sanitária, enfrentam rotinas exaustivas de trabalho e falta de reconhecimento e recursos para desenvolver suas atividades com o mínimo de dignidade e segurança, e ainda com baixos salários.” 

É o que afirma Betânia Santos, presidente do Cofen. Nesse cenário, conforme a entidade, um dos focos da campanha é exigir celeridade do Congresso na votação do Projeto de Lei 2.564/2020, de autoria do senador Fabiano Contarato (Rede ES). A proposta já obteve declaração favorável da relatora Zenaide Maia (Pros RN), mas segue na agenda de pautas sem previsão de ser votada.  

Ela fixa jornada de trabalho em seis horas diárias, chegando a 30 horas semanais, e altera a Lei 7.498, de junho de 1986, para instituir o piso salarial de enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem e parteiras.

“Mais do que nunca precisamos estar unidos nesta mobilização nacional. Precisamos valorizar estes trabalhadores e dar a todos eles condições de trabalho, ambientes seguros e remuneração adequada às jornadas que exercem. Isso é justiça”, justifica Betânia Santos.  

De acordo com o Cofen, atualmente, mais de 2,4 milhões profissionais enfrentam esse cenário. “Nosso movimento é uma campanha de todos, porque todos os brasileiros, pelo menos uma vez na vida, já recebeu algum tipo de atendimento dos nossos profissionais, em hospitais, clínicas e/ou unidades de pronto atendimento. É hora de darmos as mãos e cobrar do poder público o que é justo: um piso salarial para enfermeiros”, diz a presidente.  

Para Betânia Santos, a pandemia trouxe maior visibilidade para a causa e, portanto, há esperança quanto a aprovação do Projeto de Lei. “Contamos com o nosso principal aliado neste batalha, a população brasileira, que apoia nossos profissionais e reconhece o trabalho e dedicação para conter o colapso sanitário."

EM MINAS GERAIS  


O Conselho Regional de Enfermagem de Minas Gerais (Coren-MG) também acende chama sob a discussão do Projeto de Lei, o que, segundo o presidente da entidade Bruno Farias é de suma importância para a valorização da categoria. 

“A enfermagem tem sido fundamental no combate à pandemia da COVID-19. A enfermagem não abandonou a população. E é fundamental em leitos, UTIs e, também, na imunização das pessoas. Mesmo assim, não fomos priorizados. Vivemos agora com esperança pela aprovação do PL 2.564/2020, que cria o piso nacional. Sim, os profissionais da enfermagem ainda não têm um piso salarial. O projeto já está pronto para votação. E, para nós, a valorização real será a aprovação. Agradecemos os aplausos, mas queremos condições dignas de trabalho.” 

Bruno Farias lembra, ainda, que a jornada de trabalho, que já eram grandes, aumentaram durante a pandemia. Porém, segundo ele, “a enfermagem resiste” e, portanto, acredita que o momento atual possa contribuir como uma espécie de alerta.

“Espero que a pandemia também abra os olhos de autoridades e da sociedade sobre a necessidade urgente de valorização real da enfermagem. O trabalho essencial dos nossos profissionais precisa ser reconhecido com aprovação do piso salarial e com uma jornada justa de trabalho.” 
 

"Agradecemos os aplausos, mas queremos condições dignas de trabalho."

Bruno Farias, presidente do Coren-MG

 

O presidente do Coren-MG, por fim, conta que tem lutado para alcançar a valorização da enfermagem, a classe do cuidado e da cura. “A enfermagem de Minas Gerais pode ter certeza de que vamos representá-la e apoiá-la em todos os pleitos justos. Eu mesmo fui recentemente ao gabinete do presidente do senado Rodrigo Pacheco pedir urgência na votação e aprovação do PL 2.564/2020. Agora, esperamos que os senadores coloquem o projeto em votação.” 

“A minha palavra é para que os profissionais não desistam dessa causa e se mobilizem cada vez mais e como puderem para mudarmos essa história, até então, injusta”, afirma. 

*Estagiária sob a supervisão da editora Teresa Caram 


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