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Estado de Minas CUIDAR DA CASA

Cuidar da casa é cuidar de si

O isolamento social é uma oportunidade de vivenciar mais o lar e torná-lo mais bonito, alegre e acolhedor


06/09/2020 04:00 - atualizado 03/09/2020 12:46

(foto: StockSnap/Pixabay )
(foto: StockSnap/Pixabay )


Casa, lar, morada. Mais que um conjunto de paredes, cômodos e tetos, a moradia é uma âncora de segurança, conforto e aconchego para quem tem o privilégio de ter um lugar de paz que o acolha. O significado afetivo do que o homem chama de casa ganhou outra dimensão em tempos de pandemia provocada pelo novo coronavírus. A relação se transformou, foi descoberta por muitos, aprofundada por outros tantos. Se antes era vivida como passagem, de um dia para o outro a casa se revelou o verdadeiro alicerce e a base para a construção não só de tijolos, mas de memórias e esperança.
 
Cuidar da casa é cuidar de si. E, quando muitos têm a chance de estar mais em casa, um privilégio em um Brasil em que a desigualdade impera e há milhares sem teto, o isolamento social é uma oportunidade de tornar a morada mais bonita, alegre, acolhedora, seja mudando a decoração, trocando móveis de lugar, pintando as paredes, se arriscando em projetos decorativos faça você mesmo e remodelando cada ambiente de acordo com o feng shui, arte milenar chinesa que ajuda a identificar e corrigir pontos em um espaço em que a energia não flui de maneira harmoniosa.
 
(foto: Arquivo Pessoal )
(foto: Arquivo Pessoal )
 "A casa significa isto pra mim: meu ninho, meu porto seguro, meu 'melhor lugar no mundo'. Ela me proporciona sentimento de aconchego, de prazer de acordar, de estar nela, de desfrutar cada espaço”, Raquel Negri, terapeuta
 
Consultora e especialista no tema, Mariangela Pagano lançou o livro-caixinha Feng shui pela editora Matrix, no qual apresenta 50 ideias práticas de equilíbrio energético para ajudar a repensar seu espaço e transformar sua casa em um refúgio acolhedor, que vibre a seu favor e restabeleça o fluxo energético por meio de questionamentos e dicas práticas. Os reflexos positivos serão percebidos em diferentes áreas de interesse da vida, como saúde, amor, carreira, família, amigos e prosperidade.
 
O feng shui defende que os espaços devem ser cuidados com afeto, organização e leveza. Neste momento de pandemia, nada como fazer uma reconexão também com a decoração para harmonizar os ambientes e melhorar a energia vital nos seres e cômodos. Raquel Negri, terapeuta integrativa e instrutora de ioga e meditação, é uma adepta.

Casada com o designer Márcio Lambert há 20 anos, e mãe de Pedro, de 15, e Estela, de 11, e mais dois filhos de coração, do primeiro casamento do Márcio, Débora, de 30, e João, de 23, é idealizadora do Espaço Chama (www.espacochama.com.br), trabalho no qual ela ajuda as pessoas nos processos de autoconhecimento e de cura por meio do reiki, shiatsu, leitura corporal, hipnose e psicologia positiva.
 
Para Raquel Negri, que ama ficar em casa, este lugar é “o ninho e cada cantinho tem uma história, um significado e a gente compartilha com nossos filhos, que parecem estar indo pelo mesmo caminho. A casa significa isto pra mim: meu ninho, meu porto seguro, meu 'melhor lugar no mundo'. Ela me proporciona sentimento de aconchego, de prazer de acordar, de estar nela, de desfrutar cada espaço”.

A terapeuta reconhece que mora em um lugar privilegiado, com boa área externa, jardim e muitas árvores, o que lhe proporciona diariamente momentos bem especiais. “O amanhecer, pássaros, diversos animais, horta, enfim, experiências diversas que fazem com que cada vez mais o espaço se torne parte de nós.”
 
Na pandemia, Raquel Negri conta que a família passou a cuidar da casa e todas as tarefas foram divididas, cada um ficou responsável por algo. “No começo, foi mais complicado porque embolamos um pouco. Mas, agora, está tudo fluindo. Acho que foi legal assumirmos a casa em todos os sentidos, cuidar dela. Mas não é fácil. Porque nem sempre a disposição é a mesma.”
 
Raquel Negri conta que conheceu o feng shui quando estava grávida do primeiro filho, o Pedro. Fizeram uma reforma na casa para construir o quarto do bebê e chamaram a arquiteta Tânia Guerra, especialista na técnica chinesa.

“Foi superlegal porque ela usou a planta da casa, fez várias entrevistas conosco e, diante dos perfis e de como a casa estava disposta dentro dos parâmetros do baguá (mapa octagonal para identificar na planta- baixa da casa ou apartamento quais os espaços que precisam ser harmonizados e preservados), fez as interferências, que a gente chama de ‘cura’, para tratar alguns ambientes que precisavam ser tratados, para reforçar o que já era bom e para trazer energia em determinados pontos que não tinham fluxo.”


SÓ O BEM ENTRA 

 
Para a terapeuta, é superválido investir na ambientação da casa com a orientação do feng shui: “Ele pode contribuir para que sua verdadeira essência, aquilo que é bom em você, seja reforçado pelo ambiente em que você está”.

Ela sentiu os efeitos: “Penso que o mais legal de tudo é reforçar, por exemplo, um ambiente propício para estudar... trazendo posicionamento de mesas, equipamentos, iluminação, direção de portas e janelas. Isso tudo é levado em conta”. O resultado, enfatiza Raquel Negri, também se revelou no escritório. “Vejo que nele a criatividade, a concentração e a produção fluem naturalmente.”
 
Raquel Negri lembra que uma das dicas bem legais que a especialista deu foi em relação à entrada da casa, “como o lugar em que a gente chega e sente prazer de ser recebido por objetos que trazem acolhimento”.

No quarto também teve mudanças para algumas “curas”, para proporcionar um local mais propício para um sono de qualidade e reparador: mudança na iluminação, posição da cama e porta de banheiro sempre fechada. “Indico que todos façam o feng shui e há profissionais maravilhosos, como a Tânia Guerra, o Carlos Solano e a Kátia Gonzalez. Todos têm um trabalho belíssimo de cuidado com a energia das pessoas e dos seus ambientes.”
 
Por fim, Raquel Negri conta que nesta quarentena a família tem tido muito tempo para explorar e ficar em casa. “Gosto de meditar e fui experimentando vários cantinhos. Foi bem gostoso. Mas, sim, teve dias mais pesados, em que sentíamos a energia no mundo meio pesada devido às notícias da COVID-19 e eu dava meu jeito, para que não nos contaminássemos com o baixo-astral. Não é ser alienado. De jeito nenhum. Mas quando percebia que um de nós estava mais para baixo, inventávamos uma moda, partilhava uma receita juntos na cozinha, jogos de tabuleiro, baralho, filmes e, assim, o tempo foi passando e estamos aqui, firmes e fortes, juntos e misturados. Na casa, quando percebia esse baixo-astral, costumo fazer um chá de boldo (isso mesmo!) e limpo a casa com ele. Passo pano nela todinha, vou rezando e pedindo só energia boa por aqui. Sempre intencionando assim: aqui só o bem entra, só o bem fica!”




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