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Estado de Minas Corpo humano

A pele tem a missão de proteger o nosso corpo

Diante da diversidade do corpo humano, cirurgiã plástica destaca a importância da pele, sua função, o poder de cicatrizar sozinha e o de conferir beleza ou a falta dela. Oncologista explica sobre a imunidade


30/08/2020 04:00 - atualizado 28/08/2020 14:16

 
Cíntia Mundin, cirurgiã plástica (foto: Thyago Rodrigues/Divulgação)
Cíntia Mundin, cirurgiã plástica (foto: Thyago Rodrigues/Divulgação)
A pele é o maior órgão do corpo humano e também o mais versátil. Com múltiplas funções, a principal é a proteção. A cirurgiã plástica Cíntia Mundin, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), destaca que, além da barreira física, a pele produz melanina para nos proteger da luz ultravioleta.
 
“A pele tem uma variedade enorme de receptores que nos põem em contato com o mundo. Por meio desses receptores podemos perceber a temperatura, a pressão, o toque e a vibração. É através dela que os seres humanos percebem o mundo e o seu semelhante”, destaca a médica.

Cíntia Mundin explica que os cirurgiões plásticos, basicamente, trabalham com pele, tecido subcutâneo (gordura), músculos e ossos.

“A pele tem o poder de conferir beleza ou a falta dela. E é ela a maior responsável pelas características físicas inerentes ao envelhecimento. A pele, salvo a presença de alguma doença, cicatriza sozinha. No caso de uma cirurgia, ou do tratamento de um trauma, a função da sutura é direcionar o vetor de cicatrização. Entretanto, se você não fizer isso, a pele ainda assim vai cicatrizar sozinha.”
  
A cicatrização da pele após um procedimento cirúrgico, enfatiza Cíntia Mundin, é amplamente estudada pela medicina e didaticamente pode ser dividida três períodos distintos.

Muitas variáveis podem afetar a maneira de cicatrizar do organismo humano, incluindo o tipo de trauma ou cirurgia, o tamanho e a profundidade da ferida, a provisão de sangue para a área afetada, a espessura e a cor da pele, a direção, o posicionamento e a localização da cicatriz.

Mas o fator mais importante, reforça Cíntia Mundin, que determina a qualidade da cicatrização do paciente, é a própria carga genética, ou seja, é uma tendência pessoal.

“É importante ressaltar que qualquer trauma que atinja a pele, seja devido a acidente ou cirurgia, resulta em cicatrizes, as quais nem sempre assumem aspectos estéticos favoráveis. Embora nenhuma cicatriz possa ser removida completamente, os cirurgiões plásticos podem melhorar o seu aspecto, tornando-as menos evidentes, por meio de procedimentos cirúrgicos e/ou clínicos.”

PELADOS E SEBOS  

Com funções impressionantes, Bill Bryson, no livro Corpo – Um guia para usuários, no capítulo dedicado à pele, destaca, com humor, ao falar do processo de descamação, que “cada um deixa em seu rastro cerca de meio quilo de poeira por ano. Se você queimar o conteúdo recolhido em um aspirador de pó, o odor predominante será o cheiro inconfundível que associamos a cabelo queimado. Isso ocorre porque a pele e o cabelo são feitos na maior parte da mesma coisa: queratina”.

Bil Bryson lembra ainda que “ninguém sabe ao certo quantos buracos há na pele, mas somos bem mais furados que um queijo suíço. A maioria das estimativas sugere algo entre 2 milhões e 5 milhões de folículos capilares e talvez o dobro de glândulas sudoríparas. Os folículos cumprem dupla função: desenvolvem pelos e secretam sebo (pelas glândulas sebáceas), que se misturam para formar uma camada oleosa na superfície”.

E não para por aí. As curiosidades sobre a pele são inúmeras. Vale mergulhar no livro e pesquisar, saber mais.


Palavra de especialista
 
(foto: Pedro Gravatá/Divulgação)
(foto: Pedro Gravatá/Divulgação)
 
Bruno Ferrari – oncologista, fundador e presidente do Conselho de Administração do Grupo Oncoclínicas


Sistema imune


“O sistema imune é descrito por Bill Bryson, no best-seller Corpo – Um guia para usuários, como 'grande, meio bagunçado e onipresente. Abrange uma porção de coisas que em geral não relacionamos à imunidade, como cera de ouvido, pele e lágrimas. Qualquer invasor que passe por essas defesas externas – e, comparativamente, poucos o fazem – irá topar com exames das devidas células imunes'. O sistema imune humano distingue as moléculas 'próprias' das 'não próprias' por meio da identificação de pequenas partículas encontradas na superfície de vírus e bactérias. A disseminação de vírus, como o coronavírus, no organismo depende da multiplicação desses germes nas células dos hospedeiros, do transporte e da resposta imune.”


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