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Estado de Minas ORTODONTIA

O problema pode estar na mandíbula

Maxilar mal posicionado provoca dores constantes por todo o corpo, impactando a rotina diária e comprometendo a qualidade de vida. É importante avaliação profissional para evitar danos futuros


postado em 03/05/2020 04:00


Cerca de 30% da população brasileira sofre com dores físicas, segundo a Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (Sbed). Uma das causas pode estar associada à mandíbula, acarretando incômodos por todo o corpo e, até mesmo, sérias interferências na rotina diária. No entanto, existem alguns tratamentos que podem amenizar o problema, inclusive de forma instantânea.

Embora a relação entre as dores no corpo e a origem mandibular pareça estranha, essa associação se dá pela interligação desses membros por meio das articulações. Portanto, devido à sensibilidade da estrutura óssea a pequenas mudanças de postura da mandíbula, as dores podem ocorrer. “Quando o maxilar está mal posicionado, todo o corpo sofre compensações para manter seu equilíbrio e funcionamento”, explica Nívia Temponi, dentista e especialista em ortopedia funcional dos maxilares.

Alguns fatores podem influenciar o aspecto mandibular, capazes de causar dores, como assimetrias cranianas em recém-nascidos. Essa assimetria craniofacial interfere na mastigação e altera o desenvolvimento das arcadas dentárias e da mandíbula, gerando mordida cruzada e possibilitando o surgimento de quadros de dor. Nívia ressalta, ainda, que a respiração também pode motivar dores. “Respirar pela boca causa estreitamento da arcada superior, obrigando o maxilar a buscar uma posição dessimétrica.”

Além disso, em razão do caráter móvel da mandíbula, inúmeras disfunções podem ocorrer no maxilar, originadas de diversas partes do corpo, sem qualquer relação com a articulação da boca em si. Dessa forma, esses tipos de dores podem ser confundidas com doenças e síndromes que, devido a um diagnóstico errado, podem se estender por anos sem tratamento adequado. “As pessoas não têm ideia do potencial mandibular. Um desvio pode causar estragos à saúde do paciente”, pontua Nívia.
 
 
 
(foto: Outono comunicação/Divulgação)
(foto: Outono comunicação/Divulgação)

"As pessoas não têm ideia do potencial mandibular. Um desvio pode causar estragos à saúde do paciente”


Nívia Temponi, dentista e especialista em ortopedia funcional dos maxilares 
 
 
Sendo assim, é necessário atenção para que os sinais possam ser percebidos e o problema reconhecido. O diagnóstico pode ser realizado por meio de exames clínicos feitos por cirurgiões-dentistas, principalmente especialistas em ortopedia funcional dos maxilares, que consistem na apalpação e observação do comportamento dos grupos musculares capazes de alterar o funcionamento e a postura da mandíbula, da articulação posicionada próximo ao ouvido, dentes, cabeça e corpo. Após a avaliação clínica e uma análise facial, postural, de modelo e imagem, o quadro pode ser constatado e um planejamento em torno do tratamento, realizado.

REPOSICIONAMENTO 

Mesmo que a dor se encontre em outra parte do corpo, o tratamento precisa ser feito a fim de tratar a causa do problema. Dessa forma, por meio da correção ortopédica funcional dos maxilares, a mandíbula é reposicionada adequadamente, movimentando os dentes para se adequar ao novo posicionamento do maxilar. “Em muitos casos, é preciso envolver outros profissionais, como o otorrino, alergista, fisioterapeuta e fonoaudiólogo, para que o tratamento alcance êxito”, comenta Nívia.

A dentista destaca, também, que desde a infância, os desvios mandibulares devem ser corrigidos, a fim de evitar problemas futuros. Em adultos, os cuidados implicam não só na correção da posição dos dentes para fins estéticos, mas, também, na reparação maxilar, para não comprometer toda a estrutura corporal. Além disso, aqueles que sofrem com bruxismo podem evitar disfunções mais graves fazendo uso de aparelhos ortopédicos funcionais. “Esses acessórios, mais que utilizados para tratar distúrbio do sono, podem relaxar a musculatura, melhorar a respiração e evitar as pressões no ouvido, promovendo alívio e uma melhor qualidade de vida aos pacientes.”

EXPERIÊNCIA 

A professora Lúcia Goulart de Carvalho Campos, de 61 anos, vivenciou esse tipo de quadro em decorrência de problemas no maxilar. Ela sentia dores no pescoço, na mandíbula e no peito. Ela se queixava, ainda, de eco na voz. Lúcia demorou a identificar a causa do problema. Após o diagnóstico, como tratamento, fez uso do aparelho ortopédico na boca, livrando-se dos sintomas que a acometiam. “O alívio foi imediato”, relata.


*Estagiária sob a supervisão da editora Teresa Caram



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