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Estado de Minas

Projeto educacional para diabéticos promove experiência imersiva

Colônia visa orientar sobre a doença, os riscos de complicações agudas e crônicas e as novas formas de terapia no diabetes tipo 1


postado em 10/10/2019 17:46 / atualizado em 10/10/2019 18:50

(foto: DiabetesWeekend/Divulgação)
(foto: DiabetesWeekend/Divulgação)
Imagine ter diabetes e não ter ninguém para compartilhar medos, processos de adaptação, ou simplesmente alguém com a mesma condição. Pensando no estímulo à socialização e educação em diabetes entre os pacientes, o endocrinologista, professor e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), Levimar Rocha Araújo, desenvolveu o Programa Educacional Diabetes Weekend para disseminar que é possível viver perfeitamente com o diabetes, independentemente da faixa etária.

O projeto funciona como uma colônia de férias, dadas em um fim de semana, criando um ambiente de descontração e de muito aprendizado. No Diabetes Weekend são propostas uma série de atividades lúdicas e interativas, como jogos, gincanas, teatros, dinâmicas de grupo e brincadeiras, com intervenções educacionais sobre a doença. “Percebi que em uma consulta de 40 minutos, por exemplo, não dava tempo de falar profundamente sobre diabetes. Desenvolvi o projeto por que queria que a sala de aula fosse a natureza, daí a experiência da colônia. A convivência com outras pessoas era o maior incentivo para elas. Há uma postura diferente ali, um dá apoio para o outro”, conta Levimar Araújo. 

Cada colônia tem um tema diferente, uma duração de três dias (geralmente de sexta a domingo) e são aceitas apenas pessoas com diabetes, de 8 a 80 anos, sem pais ou responsáveis. Apesar da pluralidade de idades, o fundador garante que todos se enxergam como uma família. “No começo, achei que agrupar crianças, adolescentes e adultos em um mesmo lugar não daria certo. Mas a experiência vem mostrando o contrário. Há uma troca de vivência e um apoio mútuo entre os participantes”, frisa.

Ele destaca que essa diversidade é um processo importante. “Há crianças que são diabéticas desde o primeiro ano de vida e cresce com esse estilo de vida e há adolescentes que vão a colônia que são diabéticas há apenas dois meses, por exemplo, e há uma troca de informações e ajuda entre uma criança e alguém mais velho. Um intercâmbio de saberes”, aponta. 

De acordo com Levimar, nos três dias de programa há participação voluntária de uma equipe de profissionais ligados ao tratamento e cuidados com diabetes, como  médicos, nutricionistas, enfermeiros, psicólogos, educadores físicos e estudantes de medicina selecionados em parceria com a Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Segundo o fundador todas as experiências com a equipe multidisciplinar visam a autonomia, cuidados e ensinamentos sobre a diabetes.  “Entender que as atividades físicas ajudam no controle da diabetes, da importância de uma alimentação saudável com o olhar de nutricionistas, da importância de medir a glicemia, ajuda na vida de todos”, disse.
 
Neste ano, a colônia acontece amanhã (11) e vai até o domingo (13) de outubro em Ouro Preto, no Hotel Fazenda Retiro das Rosas. Aproveitando a semana do dia das crianças, o tema da 38ª edição é o resgate da infância. A ideia é promover brincadeiras e debates sobre a evolução da doença ao longo dos anos, perpassando processos sociais, medicinais e culturais, como lembranças de brincadeiras como pega-bandeira e amarelinha. “A proposta é mostrar que além da medicina, todos nós passamos por evoluções. E por ter um público de diferentes idades irá ter conversas sobre como era ter diabetes há 10 anos, por exemplo, e o que mudou. A ideia é promover um fortalecimento de aprendizagens”, conclui. 

Serviço:
38ª Colônia Diabetes Weekend
Datas:  11, 12 e 13 de Outubro de 2019 
Local Hotel Fazenda Retiro das Rosas, Ouro Petro, Minas Gerais
Mais informações: http://www.diabetes.med.br/
 
* Estagiário sob a supervisão da editora Teresa Caram 


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