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Estado de Minas

Cuidados com o uso de colírios


postado em 21/07/2019 04:14

(foto: Leandro Couri/EM/D.A Press %u2013 23/4/19 )
(foto: Leandro Couri/EM/D.A Press %u2013 23/4/19 )



Colírio em excesso pode ser prejudicial – O brasileiro pensa que colírios são inofensivos e usam-no à vontade. No inverno, a situação piora. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que a incidência de gripe, resfriado e outras doenças respiratórias triplica nesta época do ano, o que contribui para aumentar a irritação dos olhos. Levantamento realizado pelo oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, do Instituto Penido Burnier, nos prontuários do hospital mostra que durante a estação o maior consumo de diferentes remédios faz as interações perigosas com colírios atingirem 20% dos pacientes, o dobro do restante do ano.

. Vermelhidão – O especialista alerta cardiopatas e hipertensos para redobrar a atenção sobre o uso de remédios para afinar o sangue com colírio adstringente para combater a irritação dos olhos, que é bastante usado no frio. Isso porque essa associação pode causar hemorragia, já que o colírio tem ação vasoconstritora. A diminuição do calibre dos vasos e da oxigenação de todos os tecidos também predispõe a picos de hipertensão arterial, alterações cardíacas e, a longo prazo, à catarata. Para combater a vermelhidão dos olhos sem correr risco, a dica do oftalmologista é aplicar nos olhos compressas de gaze embebida em água filtrada fria ou usar colírio hidratante sem conservante. Não desaparecendo em dois dias é necessário consultar um especialista.

. Glaucoma – Queiroz Neto afirma que 90% das pessoas que têm glaucoma fazem tratamento com colírio para baixar a pressão interna dos olhos. Os colírios adstringentes e os descongestionantes nasais inibem o efeito do tratamento, salienta. Isso porque os dois medicamentos são vasoconstritores e levam à baixa perfusão ocular. O especialista explica que isso significa menor circulação sanguínea, de humor aquoso e de colírio antiglaucomatoso no olho, que levam à progressão da doença. O corticoide, sobretudo na forma de colírio, é outro remédio bastante usado no inverno que corta o efeito do colírio antiglaucomatoso, afirma. Isso porque, explica, prejudica a parte do olho que escoa o humor aquoso, líquido que preenche o globo ocular. Resultado: o humor aquoso acumula no olho e a pressão intraocular sobe. “Pessoas que nunca tiveram glaucoma nem têm casos na família podem desenvolver a doença se o uso do corticoide for prolongado”, adverte.

. Asma – O médico ressalta que outro exemplo de associação perigosa é usar colírio betabloqueador indicado para glaucoma com remédio broncodilatador. Isso porque, provoca falta de ar e, dependendo da sensibilidade da pessoa, uma crise de asma. “Os efeitos dos medicamentos diferem quando associados e usados isoladamente. A consulta ao dr. Google não prevê esse risco”, afirma.





Atenção redobrada com crianças e idosos


Tosse, espirro, coriza e dores no peito. Esses são alguns sintomas bastante característicos das chamadas doenças respiratórias de inverno. Elas são muito comuns nesse período do ano devido às condições climáticas, como tempo seco, a baixa umidade relativa do ar e a propagação dos poluentes da atmosfera no fenômeno mais conhecido como inversão térmica. Com isso, há uma redução dos mecanismos de defesa do organismo, o que propicia o aparecimento de doenças respiratórias como gripe, asma, bronquite, rinite, sinusite e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). Um simples resfriado, por exemplo, pode se transformar em uma pneumonia ou até mesmo contribuir para agravar a doença já instalada nos pulmões. Segundo a enfermeira Marta Moura, é preciso estar atento ao período de manifestação dos sintomas. “Quando um simples sintoma de resfriado, como febre alta, dores pelo corpo e mal-estar, passar de três ou quatro dias, um médico deve ser consultado para verificar ou descartar a pneumonia.” Investir em método de prevenção é a melhor forma de garantir um inverno tranquilo e sem sustos. “As vacinas contra a gripe e as antipneumocócicas atuam na prevenção de 90% contra agentes causadores da pneumonia”, disse Marta.

Julho verde

A cada ano, o Brasil registra 41 mil novos casos de tumores de cabeça e pescoço (dados do Instituto Nacional de Câncer), que atingem boca, língua, palatos mole e duro, gengivas, bochechas, amígdalas, faringe, laringe, esôfago, tireoide e seios paranasais. Muitos precisam enfrentar uma perda significativa da qualidade de vida durante e após o tratamento, sequelas psicológicas e funcionais. E, na maioria dos casos, o comprometimento da fala. O Julho Verde vem para dar voz a esses pacientes. A campanha, que chega à sua terceira edição, é realizada pela Associação de Câncer de Boca e Garganta – ACBG Brasil para a conscientização sobre a doença. O tema deste ano é “O câncer tá na cara, mas às vezes você não vê”. A campanha #JulhoVerde tem o objetivo de levar informação sobre a doença para estimular a prevenção, diagnóstico precoce, tratamento e reabilitação adequados, chamando a atenção para os fatores de risco presentes no dia a dia de todos, como tabagismo em todas as suas modalidades, consumo de bebidas alcoólicas, independentemente da periodicidade e volume ingerido, e as infecções por HPV por meio das relações sexuais rotativas e sem preservativos. Mais informações e demais programações da campanha pelo país no https://www.acbgbrasil.org/julhoverde/.

Drible a compulsão alimentar


Com a temperatura mais fria nesta época é comum que o apetite aumente, assim como a vontade de comer doces e carboidratos, como pães, massas e afins. Isso ocorre porque, quando nos alimentamos, além de nos sentir mais aquecidos, nossos músculos também tendem a relaxar e, dessa forma, desempenhar funções básicas que exigem mais energia para ser realizadas com a baixa temperatura. A especialista em obesidade Gladia Bernardi, autora do best-seller Código secreto do emagrecimento, explica que, mesmo que tenhamos necessidade de comer mais para encarar as atividades do dia a dia no inverno, é preciso ficar atento às calorias extras que estamos ingerindo. “O frio não pode ser visto como um gatilho, que nos faz comer de forma exagerada e impede-nos de emagrecer. Mesmo que seja mais difícil comer uma salada, por exemplo, existem outras opções de alimentos que proporcionam energia e aquecem o corpo, sem adicionar quilos indesejados”, explica Gladia.


Saúde e beleza 
da pele

A pele seca é especialmente comum nos meses de inverno, quando o nível de umidade do lado de fora cai. “Quando o ar externo está frio e seco, a água em sua pele evapora mais rapidamente; isso faz com que sua pele fique seca e firme, e faz com que pareça escamosa. A pele perde mais de 25% de sua capacidade de manter a umidade no inverno. Vento (especialmente se você gosta de esportes de inverno) também piora a pele, deixando-a ainda mais seca”, explica a dermatologista Daniela Neves, que dirige clínica em Belo Horizonte. Veja suas dicas:

. Defina o seu aquecedor para a configuração mais baixa que seja confortável e use um umidificador, especialmente à noite. Isso vai substituir a umidade do ar que é sugada pelo calor interno seco. O umidificador ajuda a hidratar a pele seca e acalma os lábios rachados, a garganta seca e as 
fossas nasais

. Aplique uma loção hidratante rica, que contém ingredientes como a glicerina, que ajuda a manter a umidade em sua pele, e preste atenção especial às suas mãos, pés, cotovelos e joelhos

. Tome banho rápido e em água morna. Evite sabonetes potentes e não use bucha

. Aplique uma loção para o corpo imediatamente após o banho, para bloquear a umidade. Aplique novamente antes de sair e antes de ir para a cama. Procure ingredientes como a glicerina, que retém a umidade da pele e combate a desidratação

. Pernas, pés e cotovelos tendem a ficar mais ressecados. Mantenha-os bem hidratados

. Hidratantes labiais devem fazer parte da rotina diária. “O segredo é repetir várias vezes durante o dia, usar antes de dormir, usar antes de escovar os dentes (o dentifrício tem ação irritativa em lábios ressecados)


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