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Estado de Minas DA ARQUIBANCADA

América precisa saber suportar oscilações para balanço final positivo

A Série A é uma maratona, mas o Coelho precisa encarar alguns jogos como finais. E precisa da torcida em peso no Horto


19/05/2022 04:00 - atualizado 19/05/2022 00:39

A torcida americana no Independência
A torcida americana precisa empurrar o time no Independência, principalmente em jogos-chave do Brasileirão (foto: Ramon Lisboa/EM/D.A Press)

Caro leitor, preferencialmente o americano, não vou te enganar. Agora, enquanto escrevo, são 15h da quarta-feira, dia 18 de maio, e preciso fazer esta coluna, já que ela sai no jornal impresso de amanhã e precisa estar na edição durante a noite para depois ir para as máquinas.

Eu não sei como o América foi no jogo da Libertadores neste exato momento. Aliás, neste exato momento que você lê eu já sei (e você também). No entanto, até onde tenho informações enquanto digito, coloco aqui as três opções que tenho para abordar agora.

Se por um acaso tivermos conseguido um feito histórico de ganhar, eu garanto: a chance ainda será real de classificação. Acredito no Atlético vencendo os dois adversários em casa. Se tiver sido empate, tudo bem, poderemos ainda classificar em terceiro e participar da Sul-Americana. Perdemos? Bola para frente que atrás vem gente, ou melhor, vem mais jogo.

A questão é que, aconteça o que tiver acontecido, como já disse, não faz sentido mais nos preocuparmos. A jornada na Série A está satisfatória e na Copa do Brasil também. O maior desafio do América, no caso do Brasileirão, é entender que a competição tem nível altíssimo e é uma espécie de maratona, de rally, uma guerra com várias batalhas.

No meio deste percurso, é completamente normal termos deslizes, principalmente em jogos difíceis fora de casa. Vá lá que dessa vez aquela expulsão nos prejudicou até, mas também não acho que foi exagero e, de fato, não fomos tão perigosos assim lá no ataque para intimidar o Coritiba, nem mesmo antes do cartão vermelho.

Portanto, vamos imaginar o seguinte. Perder três pontos assim vai acontecer. Faz parte. A grande chave é saber suportar essa queda no gráfico sem deixar afastar muito do meio para frente da tabela, principalmente agora no começo, quando três pontos geram uma diferença de quatro a cinco posições.

É hora, portanto, de reerguermos rápido na competição e, independentemente de Libertadores, focarmos novamente no próximo jogo do Brasileirão, contra o Botafogo, no Independência, neste sábado, às 21h.

Aí sim é jogo para entrar e ganhar. Por mais que o alvinegro carioca esteja embalado, convenhamos, temos um time competitivo e totais condições. Precisamos ir para cima, precisamos que a torcida ajude também!

Em um torneio com tantos jogos, repito, é bem melhor que aceitemos derrotas “naturais”, mas que, quando tivermos a faca e o queijo na mão, não deixemos escapar a oportunidade. No Campeonato Brasileiro, um dos mais difíceis do mundo, o América já é um time respeitado, e não está longe do G4.

O jogo é na nossa casa e o adversário é interessante. A torcida deles está empolgada e deve esgotar os dois mil ingressos colocados para eles. Será que vamos deixá-los fazer pressão ou é hora de comparecer em peso?

A Série A é uma maratona, mas alguns jogos precisam ser encarados como finais. Não somente pelos três pontos, mas pelo efeito que podem causar na competição, na moral e psicológico do time. Vamos com tudo? A Rua Pitangui é o caminho de casa! Salve, nação!

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