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Estado de Minas EM DIA COM A PSICANÁLISE

Sejamos todos ativistas, heróis sem perder a cabeça como Tiradentes

Que possamos criar saídas dignas para a humanidade. Quem quer um mundo melhor, mais ecológico, menos predatório, deve se posicionar


25/04/2021 04:00 - atualizado 25/04/2021 08:17


Quarta-feira, 21 de abril, foi feriado em homenagem a Tiradentes. Nunca escrevi nada sobre ele, apesar de sua importância em Minas. Em sua homenagem, nossa bandeira leva o lema dos Inconfidentes: “Libertas Quae Sera Tamem”.

Joaquim José da Silva Xavier é conhecido por todos os estudantes do Brasil como o mártir da Inconfidência Mineira. Foi dentista, tropeiro, comerciante, militar (recebeu título de alferes) e ativista político brasileiro na Capitania de Minas Gerais, instituída em 1720 pela Coroa Portuguesa.

A Inconfidência Mineira ou Conjuração Mineira foi um movimento separatista pela independência do poder colonial português e a criação da República brasileira. Historiadores afirmam que os insurgentes eram a oligarquia endividada que insuflou a revolta, em nome do povo, tendo como isca a Derrama, que estipulava um piso mínimo de arrecadação da extração de todo ouro arrecadado. E foi aí que derramou o caldo. Seja como for, esgotaram nosso manancial aurífero.

A história se repete. Levaram nosso ouro e diamantes, esgotaram nosso solo. E até hoje a predação continua com as minerações levando nossas montanhas, os grileiros levando a madeira, os construtores destruindo matas e florestas de maneira indiscriminada.

Creio que a pandemia nos trouxe a noção de que o mundo precisa mudar. Queremos um mundo melhor. O capitalismo vem avançando de tal modo que transforma as riquezas naturais e tudo mais em mercadoria, não apenas agredindo, mas também esgotando a natureza, a fauna, a flora do planeta. E ainda produzindo lixo. Isopor, plástico.

O modelo global derrubou fronteiras e trouxe, além do enriquecimento de poucos na exploração de muitos, doenças que antes eram regionalizadas para a escala mundial. Pior ainda, a política dos países demora demais a alertar o mundo se defendendo, sem medo de dizimar a humanidade.

Continuando assim, o fim do mundo se aproxima cada vez mais de nossa história. Muitos trabalham para mudar esse rumo, porém os poderosos interessados em mantê-lo conseguem com sua influência e poder financeiro se manter. Corrupção política é seu forte aliado.

Eu e muitos perguntamos: quando tudo virar dinheiro que ar respiraremos? Que água beberemos? Que solo desertificado teremos? Seremos extintos. Mas os negadores ainda acham que tudo isto é balela. Também acreditaram que COVID é gripezinha. Estamos na era da informação em tempo real e ainda assim adiaram a importância da coisa.

No Brasil, tivemos também em 1918, trazida pelo navio Demerara que atracou no Rio, a gripe espanhola que matou 50 milhões de pessoas no mundo e 35 mil no Brasil. Naquela época foi surpreendente. Agora foi tragédia anunciada.

A manifestação dos professores da rede municipal ontem contra a volta às aulas dos pequenos de até 5 anos foi justa. Embora a prefeitura tenha se preparado desde o ano passado para este momento, a questão é: não deveriam antes vacinar os professores?

Muitos desejam adiar o fim do mundo, como propõe Ailton Krenak em seu belo livro. Estes que querem um mundo melhor, mais ecológico, menos predatório, devem se posicionar. Sejamos ativistas pelo fim dos preconceitos e da violência contra os pretos (o primeiro americano policial assassino de pretos foi condenado, e como desejou Obama, que seja o primeiro e que mude a história), homossexuais, LGBTs, mulheres e crianças, e pelo fim da atividade predatória no mundo.

Sejamos sujeitos desta história, heróis sem perder a cabeça como Tiradentes, ativistas e militantes pela vida. Criemos saídas dignas para a humanidade. Adiemos o fim do mundo! 

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