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Estado de Minas MINAS EM FOCO

Aos milhares, panetones turbinam o caixa neste Natal

A briga dentro desse segmento que alavanca os negócios, como diriam os economistas, tende a crescer


postado em 13/12/2019 04:00 / atualizado em 13/12/2019 08:03

(foto: Pixabay)
(foto: Pixabay)

Noel abre o caminho do lucro para o comércio, que, em Minas, se vê sacrificado com a maior queda de vendas no país, de 5,2%, como divulgou na quarta-feira o IBGE em sua pesquisa relativa a outubro sobre o comportamento do caixa do varejo em 26 estados. A despeito dos apelos do feliz velhinho, é a famosa receita do pão italiano recheado de frutas ou chocolate que conduz a uma verdadeira guerra santa pelo cliente nesta época do ano.

Produzidos aos milhares, em dezembro, nas padarias e supermercados, os panetones de marca própria, aqueles ofertados em larga escala pela indústria da confeitaria e as versões artesanais, não são apenas bons de faturamento, mas também puxam uma lista de produtos feitos para seduzir no Natal. Num estado como Minas Gerais, de gastronomia variada e reconhecida no país e no exterior, as cozinhas inovam na receita e a briga dentro desse segmento que alavanca os negócios, como diriam os economistas, tende a crescer.

Segundo pesquisa da Associação Mineira de Supermercados (Amis), o comércio de panetones vai dividir com as carnes, embora caras, a liderança dos aumentos de vendas esperados durante o Natal de 2019, com percentual de 10% sobre 2018, à frente de aves típicas, vinhos, cervejas e bebidas quentes. Dos fornos das padarias do Extra Hipermercados em todo o país saem, este mês, 100 mil panetones por dia com diversos recheios, de creme de avelã com Carolinas e Ninho e meio amargo; gotas de chocolate e frutas cristalizadas; de brigadeiro e nozes trufado. As projeções de vendas da rede para a iguaria coincidem com as da Amis.

A padaria Vianney, instalada no Bairro Funcionários, Região Centro-Sul de Belo Horizonte, aposta há vários anos na produção artesanal, lançada cerca de três meses antes da festa cristã, e não é por pouco. Os panetones respondem por 50% do comércio de produtos sazonais de Natal, seguidos pelos jantares, conta a diretora da empresa, Isabella Santiago. Somados panetones e chocotones, 10 mil unidades devem ser oferecidas aos clientes neste ano, incluindo os charmosos minichocotones, destinados aos consumidores que preferem as porções individuais ou buscam presentes de valor unitário mais baixo.

“Não temos panetones industrializados há muitos anos por acreditar na oferta do produto artesanal com qualidade, sabor, beleza e excelente relação custo/benefício. Mas, neste mercado existe espaço para todos”, afirma Isabella. A Vianney preparou para este ano linha de 15 tipos do pão italiano, incluindo os lançamentos de massa artesanal de chocotone marmorizada com caramelo salgado; massa areada com cramberry, nozes pecã e gotas de chocolate.

O comércio eletrônico também facilita a compra, permitindo que o cliente escolha o produto no site e opte pela entrega em casa ou o retire na loja. A criatividade nas adaptações da mistura italiana não surpreendem diante da fama da gastronomia mineira; só alimentam a demanda já consolidada pelo panetone, como avalia Vinícius Dantas, presidente da Amipão, a associação da indústria mineira dos panificadores.

“O panetone já caiu no gosto do brasileiro, e, por isso, é comum em boas padarias encontrar o produto durante todo o ano. No entanto, é na época de Natal quando a venda se acentua de maneira considerável, sobretudo a dos panetones especiais. Podemos considerar a média estimada de produção multiplicada por 20. É praticamente impossível faltar, no dia do Natal, um bom – e belo – panetone à mesa”, afirma.

O varejo inovou ainda com os novatos panetones salgados, que, de acordo com Dantas, da Amipão, têm tido boa aceitação entre os clientes mineiros. Resta, agora, acompanhar os preços, numa impressionante curva de variação, de menos de R$ 2 pelas miniaturas oferecidas nos supermercados a mais de R$ 200 no comércio especializado de doces e chocolates finos. Que o pulo dos preços das carnes não contamine essa delícia de Natal.

Fartura

200% Para acompanhar o panetone e, claro, a ceia, cresce a demanda pelos vinhos e espumantes. Nas lojas da rede Extra, a venda dessas bebidas costuma triplicar em dezembro

Atrás da avicultura
Com banca de donos do comércio internacional, os chineses parecem ter descoberto o potencial da avicultura de Minas Gerais. Investidores do país que é considerado a locomotiva da Ásia foram vistos com frequência no estado, este ano, avaliando as possibilidades de aquisição de abatedouros. A presença deles chamou a atenção, como conta o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Minas Gerais (Faemg), Roberto Simões. O interesse está numa avicultura integrada.

Creme dental
A taxação do ICMS em Minas sobre as vendas do creme dental, diferentemente do publicado pela coluna na semana passada, foi elevada, no governo passado, de 12% para 27%, representando avanço de 125%. Tendo em vista o descolamento de alíquotas do imposto frente as médias nacionais observadas no setor de higiene pessoal, a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec) está negociando com a equipe do governador Romeu Zema, que está sensível à situação, segundo o presidente da entidade, João Carlos Basílio.
 

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