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Estado de Minas Bra$il em foco

Um Brasil desigual nos investimentos em tecnologia e inovação

Ranking da Fiec reforça o parco recuso aplicado, com o índice, que varia de 0 a 1, sendo superior a 0,5 só no caso de São Paulo (0,796) e Santa Catarina (0,508)


30/09/2021 04:00 - atualizado 30/09/2021 07:24

Ranking mostra o Brasil atrás do Chile, México e Costa Rica e entre os Brics em penúltimo, à frente apenas da África do Sul
Ranking mostra o Brasil atrás do Chile, México e Costa Rica e entre os Brics em penúltimo, à frente apenas da África do Sul (foto: Leo Lara/FCA - 14/2/19)
Com o avanço de novas tecnologias acelerando a necessidade de se ter conteúdo inovador incorporado ao desenvolvimento econômico e social, o Brasil ainda patina nessa questão. Os investimentos em inovação no país são hoje, segundo estimativas, inferiores a 1% do Produto Interno Bruto (PIB).

Embora o Brasil seja a 12ª maior economia do planeta, ocupa o 57º lugar no Índice Global de Inovação (IGI) de 2021, divulgado este mês pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual, em parceria, no Brasil, com a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

É melhor do que o 62º lugar do ranking anterior, mas ainda está 10 posições abaixo do 47º lugar alcançado em 2011 no levantamento feito em 132 países. O Brasil fica atrás do Chile (53º), México (55º) e Costa Rica (56º) e entre os Brics fica em penúltimo, à frente apenas da África do Sul. Na ponta estão Suíça, Suécia e Estados Unidos. A China é a 12ª.

A inovação tem relação com eficiência, produtividade e agregação de valor a produtos e serviços e determina o grau de competitividade de um país no mercado global. No Brasil, a abertura maior para o mercado internacional está hoje associada muito mais à demanda por commodities como minério de ferro e soja e ao câmbio, com produtos se tornando competitivos em termos de custos de produção. Para diagnosticar o grau de inovação em todo o país, a Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) criou em 2018 o seu Índice Fiec de Inovação dos Estados.

O indicador avalia o grau de inovação das unidades federativas a partir dos conceitos de capacidades (investimentos públicos em ciência e tecnologia; capital humano – graduação e pós-graduação; inserção de mestres e doutores; instituições; infraestrutura; e cooperação). Na dimensão dos resultados estão: competitividade global; intensidade tecnológica; propriedade intelectual; produção científica; e empreendedorismo. E nas três edições da publicação, cuja versão 2021 foi divulgada ontem, o que chama a atenção não é propriamente o fato de São Paulo, maior economia do país, encabeçar a relação de estados que mais investem na inovação, mas, sim, que a segunda e terceira posições são ocupadas pelos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, enquanto a segunda unidade em termos de geração de riqueza, o Rio de Janeiro, fica em 4º, e a terceira, Minas Grais, é a 5ª em inovação.

O ranking da Fiec reforça o baixo investimento do Brasil em inovação, com o índice, que varia de 0 a 1, sendo superior a 0,5 apenas no caso de São Paulo (0,796) e de Santa Catarina (0,508). Todas as outras unidades da Federação ficam abaixo desse patamar, sendo que Piauí (0,098), Amapá (0,095), Alagoas (0,088) e Tocantins (0,072) não chegam a 0,1, o que mostra uma diferença gigantesca em termos de capacidades para inovar e obter resultados com a inovação entre os estados.

Com as transformações aceleradas em todo o mundo, com uma virada energética sendo iniciada, o conceito de indústria 4.0 disseminado e uma revolução nas telecomunicações que promete quebrar paradigmas, é vital que o Brasil se volte para incentivar o aumento dos investimentos em tecnologia e inovação, seja com recursos públicos, seja a abertura aos recursos privados de projetos e propostas que coloquem o Brasil na rota tecnologia global, mas que ampliem a agregação de valor às nossas commodities e a inserção dos nossos produtos no mercado mundial. No ano passado, as exportações e importações do Brasil representaram apenas 1% do fluxo global de produtos e serviços. Inovar é preciso.

Crédito imobiliário

Com o mercado de imóveis resistindo à crise da pandemia de COVID-19, a fintech Creditas registrou crescimento de 46% na busca por home equity (crédito com garantia de imóvel) em agosto deste ano, em Minas Gerais. Com essa expansão, a plataforma, que atua também com veículos e salários, planeja expandir sua atuação para mais seis cidades mineiras: Unaí, Caeté, Brumadinho, Sarzedo, São José da Lapa e Juatuba.

Regularizado

R$ 268,84 MIIlhões - É o valor da dívida de 35 contribuintes que negociaram com a Receita e tiveram seus débitos regularizados até o fim de agosto

Reforma do IR

O governo está acelerando a campanha em favor da aprovação da Reforma do Imposto de Renda, como ficou conhecida a segunda fase da Reforma Tributária. A nomeação de Alexandre Xavier Ywata de Carvalho como coordenador-geral de Projeções Econômicas da Subsecretaria de Política Macroeconômica da Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia e a regionalização dos dados fazem parte da estratégia.
 

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