Continue lendo os seus conteúdos favoritos.

Assine o Estado de Minas.

price

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Utilizamos tecnologia e segurança do Google para fazer a assinatura.

Assine agora o Estado de Minas por R$ 9,90/mês. ASSINE AGORA >>

Publicidade

Estado de Minas Bra$il em foco

Aumento de golpes e fraudes no país coloca segurança digital na agenda de 2021

Em 2019, os golpes financeiros surrupiaram quase R$ 2 bi das empresas e cidadãos e os bancos precisaram destinar R$ 2 bi para evitar fraudes


29/10/2020 04:00 - atualizado 29/10/2020 07:44

Sistemas que incorporam a segurança desde sua concepção dificultam ação dos golpistas nas redes sociais e na intenet (foto: Marcos Michelin/EM/D.A Press %u2013 28/12/2010)
Sistemas que incorporam a segurança desde sua concepção dificultam ação dos golpistas nas redes sociais e na intenet (foto: Marcos Michelin/EM/D.A Press %u2013 28/12/2010)
As transformações provocadas pela pandemia do novo coronavírus, que empurrou para o comércio eletrônico e o uso de bancos por celulares uma multidão de empresas e cidadãos brasileiros; a chegada da rede 5G, com sua promessa de acelerar a internet das coisas e promover uma significativa transformação nas telecomunicações do país, com impacto em todos os setores da economia – sem contar o fantasma do domínio chinês; e o golpe aplicado em brasileiros que contavam com o saque emergencial do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e viram o dinheiro desaparecer das contas na Caixa Econômica Federal – que não viu irregularidades nas transações – mos- tram que é cada vez mais necessário falar sobre cibersegurança.
 
Principalmente agora, na Semana da Segurança Digital. Em 2019, os golpes financeiros surrupiaram quase R$ 2 bilhões das empresas e cidadãos brasileiros, e os bancos precisam destinar outros R$ 2 bilhões por ano na tentativa de evitar que as fraudes ocorram. Com a pandemia de COVID-19, um maior número de empresas precisou recorrer ao comércio on-line, via internet ou redes sociais, para sobreviver, enquanto milhões de brasileiros precisaram fazer compras usando também as redes sociais, aplicativos e internet. Detalhe: nem sempre com o devido cuidado com a questão da segurança.
 
Membro do Instituto de Engenheiros Ele- trônicos e Eletricistas (IEEE), Marcos Simplício observa que com a COVID-19 houve um aumento de alvos fáceis para fraudes, que são exatamente as empresas e cidadãos “novatos” na in- ternet, o que fez aumentar expressivamente os golpes e fraudes no Brasil. O uso de sites falsos enviados por e-mail e redes sociais, ou pishing, aumentou 80%, enquanto tentativas de golpes financeiros contra idosos cresceram 60% e houve aumento de 108% na busca por informações pessoais bancárias de brasileiros na darkweb. E esse “interesse” veio com o fato de que de uma hora para outra a Caixa teve que fazer o pagamento a milhões de brasileiros, sendo que mui- tos não tinham conta no banco. Uma operação sem precedentes no país.
 
Simplício, que é professor de engenharia da computação da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) e tem 13 anos de experiência em cibersegurança, acredita que o aumento dos golpes e fraudes com a COVID-19 e a entrada em vigor da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) vão trazer mais empresas e cida- dãos para o debate sobre a necessidade de se garantir segurança nas operações remotas. “Na questão da segurança e da privacidade é neces- sário ser proativo e não ter a postura de agir só depois que há um problema”, disse em encontro recente de cientistas do IEEE com a imprensa. 
 
O professor lembra que hoje já há sistemas e tecnologias que são concebidos desde o projeto com a segurança garantida. A tecnologia 5G e o novo sistema de pagamentos Pix são exemplos e oferecem um grau a mais de segurança para os usuários. Sistemas de confiança zero (blockchain) e o uso de inteligência artificial na detecção de fraudes e bloqueio de invasores são aliados da segurança na transmissão e uso de dados. Com a aceleração da internet das coisas (IoT) e num futuro próximo o uso de sistemas autônomos de trasporte, a segurança das informações já estará embarcada.
 
Mas na outra ponta é preciso educar e      conscientizar os usuários. E o aumento dos crimes cibernéticos e a educação digital serão discutidos amanhã pela Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) em live com a participação de representantes dos bancos, da Polícia Federal e da Tempest Security Intelligence. Tema da Semana da Segurança Digital, a     conscientização da sociedade para o uso da internet e os serviços digitais de forma segura deve pautar empresas e instituições em 2021, no esforço para evitar casos como o de idosos e menos favorecidos que se veem desprovidos do mínimo pela ação de criminosos.
 
 
 
Nuclear R$ 15,5 bilhões
É o valor que será investido para a retomada da energia nuclear no país nos próximos anos, segundo o Ministério das Minas e Energia
 
 
 
Rede de engenheiros
 
Entidade mundial que reúne cerca de 500 mil engenheiros em todo o planeta, sendo centenas deles no Brasil, o IEEE comemorou este ano os 40 anos do início do projeto IEEE 802, que padronizou e homologou redes como o wi-fi e a internet, hoje presentes em computadores, tablets, celulares e TVs de todo o mundo. O instituto é a maior organização técnico-profissional do mundo que trata a tecnologia em prol da humanidade.


Pressão no leite
 
Fazendas leiteiras do Rio Grande do Sul estão apreensivas com a alta dos insumos e um primeiro movimento de queda dos preços, que devem ficar 5,18% menores este mês. Grãos para ração, embalagens, medicamentos e ingredientes com alta de preços e o aumento das importações de 10 mil para 23 mil toneladas/mês de leite preocupam os produtores, que se reuniram esta semana na sede da Conseleite.
 

*Para comentar, faça seu login ou assine

Publicidade