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Estado de Minas COLUNA DO JAECI

As autoridades têm a faca e o queijo na mão para levar paz aos estádios

O reconhecimento facial é fundamental para acabar com a violência, pelo menos, nas imediações e dentro dos palcos dos jogos


02/10/2023 04:00 - atualizado 02/10/2023 10:01
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Allianz Parque
Todo o Allianz Parque já tem reconhecimento facial (foto: Divulgação/Allianz Parque)
A determinação do Ministério da Justiça para que os clubes com estádios com capacidade acima de 20 mil pagantes coloquem o reconhecimento facial é fundamental para acabar com a violência, pelo menos, nas imediações e dentro dos palcos dos jogos. A empresa Bepass, do CEO e presidente, Ricardo Cadar, pioneira no assunto no mundo, já instalou em todo o Allianz Parque, estádio do Palmeiras, e com isso, conforme coloquei ontem, 28 bandidos já foram tirados de circulação. Vejam bem, eles estavam frequentando o estádio, normalmente, sentando-se perto de gente do bem. A Bepass já está fechando contratos com o Maracanã, com a Arena Grêmio, com o Botafogo no Engenhão, enfim, vai implantar o sistema em todo o futebol brasileiro.

Com isso, as autoridades têm a faca e o queijo na mão, para acabar com as gangues organizadas. O que temos visto são fatos terríveis, imagens que rodam o mundo e nos envergonham. Imagens recorrentes de brigas entre gangues e assassinatos covardes. Jamais esqueci a imagem de um torcedor do Cruzeiro, inerte, no solo, sendo massacrado por um bandido, com um cavalete na mão. Uma das cenas mais horripilantes que já vimos. Felizmente o bandido foi preso e condenado a muitos anos de cadeia, mas há muitos que ficam impunes. Outra imagem chocante foi num jogo do Atlético Paranaense, em que o pai curva seu corpo para proteger o filho, e os bandidos brigam bem próximos a eles.

Sempre digo que um pai que leva um filho a um estádio de futebol, que leva sua mãe, pai ou qualquer outra pessoa, é um irresponsável, pois não temos segurança para tal. Agora sim, teremos. Após a instalação da biometria facial nas entradas dos estádios, o pesadelo vai acabar, pois só entra quem tem a face cadastrada, o CPF e a identidade. Se o cara estiver dentro do estádio, através dos dados sigilosos, que só os clubes e as autoridades têm acesso, é possível identifica-los e prendê-los, tirando-os do convívio da sociedade de bem. Lugar de bandido é na cadeia e não frequentando campo de futebol.

A gente percebe que as facções impõem o terror até mesmo em algumas autoridades, haja vista a falta de “vontade” em resolver as questões. O caso do jogador Breno, do Palmeiras, pedindo perdão diante de uma das facções, é vergonhoso. A polícia deveria protege-lo, pois ele e sua família foram ameaçados de morte.

Enfim, as autoridades têm agora mais um grande dispositivo para acabar com a violência, pelo menos, dentro dos estádios e prender os bandidos que insistem em frequentar o futebol. Repito: ali é lugar de gente do bem, de torcedores anônimos, que amam seus clubes, e que não pedem nada em troca, a não ser as vitórias esportivas. Chega de tanta violência e tanta covardia com inocentes. Autoridades brasileiras, mostrem à sociedade que vocês ainda têm o controle da situação, antes que seja tarde demais.

Ligação da presidente

Fiquei muito honrado ao receber um telefonema da presidente do Palmeiras, Leila Pereira, para agradecer a coluna que escrevi sobre ela, elogiando seu trabalho e pedindo mais mulheres comandando os clubes de futebol. Foi uma honra presidente, a senhora representa a transparência, qualidade e competência, e terá sempre espaço aqui, no meu canal de Youtube e nas minhas redes sociais.

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