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Estado de Minas JAECI CARVALHO

Empresários querem salvar o Cruzeiro. Depende do presidente

"Nosso objetivo é ajudar o presidente eleito, democraticamente, desde que ele entenda essa necessidade. Ele precisa ter a humildade de nos procurar"


15/06/2021 08:33 - atualizado 15/06/2021 18:31

O Cruzeiro está passando por mais um grave momento, com salários atrasados, o time na lanterna da Série B e fora da Copa do Brasil(foto: Bruno Haddad/Cruzeiro)
O Cruzeiro está passando por mais um grave momento, com salários atrasados, o time na lanterna da Série B e fora da Copa do Brasil (foto: Bruno Haddad/Cruzeiro)


Fui procurado, nessa segunda-feira (14/6), por um grande conselheiro do Cruzeiro, que me disse sobre a possibilidade de empresários ligados ao clube, ricos e independentes, ajudarem a gestão do atual presidente no sentido de pagar salários em dia, contratar jogadores de nível e equacionar as dívidas e os graves problemas pelos quais passa o Cruzeiro. Porém, com uma condição: que o presidente, Sérgio Santos Rodrigues, os procure e estabeleça com eles um elo para salvar o clube. O mesmo empresário garantiu que nenhum deles quer o cargo e que só concordam em ajudar se o atual presidente se mantiver atuante.
Perguntei ao mesmo empresário se algum deles teria a intenção de destituir o atual mandatário. Ele disse que “de jeito nenhum. Nosso objetivo é ajudar o presidente eleito, democraticamente, desde que ele entenda essa necessidade. Ele precisa ter a humildade de nos procurar –, ele sabe muito bem quem somos –, para que possamos traçar um planejamento que possa salvar o clube que amamos”. O empresário pediu sigilo sobre seu nome, pois não quer se indispor com ninguém.

Na verdade, dos nomes que eu dei no meu blog no Superesportes, na noite de segunda-feira, vários já salvaram o Cruzeiro. Os nomes são: Pitero Sportelli, Eugênio Mattar, José Aluisio Teixeira, Paulo Henrique Guimarães, Régis Campos, Pedro BH, Aquiles Diniz, Alex Veiga e Sérgio Gonzales.

Dos citados, sei que Régis Campos e Pedrinho BH salvaram o clube da queda para a Série C ao pagarem uma dívida na Fifa com o valor de R$ 5 milhões. Régis deu a metade e Pedro, a outra metade. O problema é que ambos terão dificuldades para receber a quantia emprestada, pelo grave momento pelo qual passa o clube. “Eu ajudei o Cruzeiro e o Sérgio, de quem sou amigo. Emprestei R$ 2,5 milhões, sem nenhuma garantia de recebimento. Fiz pelo amor ao clube e pela amizade com o presidente, mas não sei se vou receber de volta, ainda que sem juros nenhum. Naquele momento, eu precisava ajudar o clube, pois ele estava correndo riscos de cair para a Série C. Eu e o Pedrinho nos juntamos e pagamos a dívida”.

Régis é a favor de o clube virar empresa, mas diz que não pensa em participar desse movimento, pois o Conselho Gestor esteve lá e foi um fracasso. “Lembro-me que o Conselho Gestor ficou de pagar a pendência do Denílson para o Cruzeiro não perder os seis pontos. Não pagou e o clube foi penalizado. Minha contribuição eu dei para não deixar o clube cair para a Série C. Ano passado, era uma sexta-feira e o prazo, se não me engano, até às 16h. Tirei do meu bolso e o Pedrinho do dele, R$ 2,5 milhões cada um. Pagamos a dívida na Fifa e o clube foi mantido na Série B. Se tivesse passado daquele prazo, a punição seria a queda para a Série C. Essa foi a minha contribuição. Não acredito nessa história dos empresários. Agradeço sua gentileza de me citar e me elogiar, pois somos amigos. Mas, eu não acredito nisso”, diz Régis Campos.

Por outro lado, a fonte que me revelou os nomes dos empresários, grupo do qual ela faz parte, garante que a ideia é legítima e que, se procurados, todos os citados (grupo que, segundo ele, pode chegar ainda a 20 nomes) estão dispostos, sim, a ajudar e tirar o Cruzeiro da lama. “Somos todos independentes, bem sucedidos em suas áreas e estamos dispostos a ajudar o clube do nosso coração. Porém, não podemos entrar onde não fomos chamados. Essa iniciativa tem que partir do presidente. Os nomes estão aí e ele sabe onde nos achar”.

Num momento grave, com salários atrasados, o time na lanterna da Série B, acho que o atual presidente não se furtará a ouvir os empresários e entender de que forma eles poderão salvar o clube. A aprovação do clube empresa é uma realidade, mas é sabido que demandará tempo até que os clubes interessados se adequem. Na verdade, eles não são obrigados a aderir ao programa, mas Sérgio Santos Rodrigues sempre disse ser a favor de transformar o Cruzeiro em clube empresa. Talvez, com esse engajamento dos empresários, as coisas fiquem mais claras e mais contundentes.

Pedro Lourenço, do Supermercados BH, eterno parceiro do clube, sempre disposto a ajudar, declarou que se afastou do atual presidente por não concordar com sua filosofia com relação ao diretor de futebol contratado e o novo treinador, Mozart. Pedrinho tem sido um parceiro implacável, salvando o clube nos piores momentos, pagando salários e outras pendências. Porém, segundo entrevista dada por ele, é preciso que o atual presidente ouça os colaboradores, que querem apenas o bem do clube. Como não é do feitio do mandatário ouvir ninguém, Pedrinho preferiu se afastar. Porém, com certeza, chamado por esse grupo de empresários, não vai se negar a ajudar, mais uma vez.

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