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Estado de Minas BOMBA DO JAECI

Diretoria amadora e soberba está levando Cruzeiro ao fundo do poço

O problema da Raposa não é treinador. O clube precisa de gente que entenda de futebol entre seus dirigentes


12/06/2021 04:00 - atualizado 12/06/2021 11:20

Eliminado na Copa do Brasil pela frágil Juazeirense, o Cruzeiro ainda amarga a lanterna na Série B do Brasileiro (foto: BRUNO HADDAD/CRUZEIRO)
Eliminado na Copa do Brasil pela frágil Juazeirense, o Cruzeiro ainda amarga a lanterna na Série B do Brasileiro (foto: BRUNO HADDAD/CRUZEIRO)


Soberba e despreparada

O problema do Cruzeiro não é treinador e, sim, ter uma diretoria soberba, que acha que sabe tudo de futebol, mas que, na verdade, entende pouco. O que o time precisa é ter jogadores de Série A para a disputa da B. Sugeri que procurassem os grandes clubes e buscassem jogadores reservas emprestados, com os clubes até pagando salários. Porém, eles acham que sabem tudo e preferiram contratar jogadores de nível técnico ruim. O resultado está aí: eliminação na Copa do Brasil e lanterna da Série B do Brasileiro. Pode contratar o Guardiola que não dará jeito. Técnico não faz milagre. Com esse time atual, o Cruzeiro deverá levantar as mãos para o céu se conseguir permanecer na Segundona.

Clube empresa

O projeto foi aprovado pelo Senado, vai voltar à Câmara Federal e depois precisará da sanção do presidente da República. Será um grande avanço para o nosso futebol, pois os clubes estão todos quebrados, na lona. E os torcedores que fiquem de olho em dirigentes que não quiserem aderir ao projeto. Alguma vantagem pessoal eles vão querer levar. Com o clube empresa, vai ser preciso ter auditoria externa durante toda a gestão, além de outras obrigações, como responsabilidade fiscal. Desvios de verba darão cadeia. É sabido que muitos não querem se adequar a isso. Os maus exemplos estão aí para quem quiser ver.

Briga com a CBF

O Flamengo está em pé de guerra com a CBF, pois perderá oito jogadores do time titular durante o período da Copa América, competição falida, retrógrada e ultrapassada. Assim como Atlético, que tem também jogadores nas seleções da América do Sul e na Olímpica, alguns clubes serão prejudicados. O ideal seria a paralisação dos campeonatos, mas a CBF não cogita essa hipótese. Os clubes até sugerem entrar no calendário de 2022. Na Europa, os clubes param toda vez que as seleções jogam até em amistosos. Lá a coisa é profissional. No Brasil é essa bagunça. Fazer uma competição fraquíssima, que Colômbia e Argentina recusaram, num momento em que a pandemia de coronavírus ainda assusta os brasileiros, com quase meio milhão de mortos! Que os clubes se unam em prol deles próprios, pois eles não têm o menor sentido de conjunto. Só olham para o próprio umbigo.

Dívida equacionada

O presidente do Atlético, Sérgio Coelho, e seu vice, José Murilo Procópio, conseguiram equacionar a dívida do clube com o presidente do BMG, Ricardo Guimarães. Vão pagar em parcelas suaves, por um longo período e sem pressão. Guimarães nunca pressionou o clube e sempre se dispôs a ajudá-lo, mesmo sem receber um centavo do que lhe é devido. Agora, as coisas vão melhorar, pois a intenção do novo presidente e do grande jurista José Murilo Procópio é deixar a casa arrumada para quando o clube inaugurar seu estádio. Ajustar as finanças e colher os frutos lá na frente, leia-se títulos. Foi assim que o Flamengo fez, ficando seis anos sem ganhar nada, e agora ganhando praticamente tudo, com as finanças em dia e um time forte.

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