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Estado de Minas COLUNA DO JAECI

Galo e Sampaoli: do sonho ao pesadelo

Sampaoli gastou R$ 200 milhões em jogadores medianos, alguns até medíocres


13/02/2021 20:27 - atualizado 13/02/2021 21:21

(foto: Edesio Ferreira/EM/D.A Press)
(foto: Edesio Ferreira/EM/D.A Press)
O Atlético empatou com os reservas do Bahia, por 1 a 1, no Mineirão, e deu adeus definitivamente ao título brasileiro. Sampaoli, mais uma vez, mostrou um time sem instabilidade, jogadas, tabelas e dribles. As bolas alçadas na área eram a única opção de um time que gastou R$ 200 milhões em jogadores medianos.

Agora é juntar os cacos e mandar uma barca embora – que deve começar com Guga, Vargas e Sasha, além de outros jogadores veteranos e sem condições para vestir o manto alvinegro. A torcida sonhou com o troféu e acorda num pesadelo que já dura 50 anos.

O Galo jogava suas últimas esperanças na conquista da taça. O Bahia brigava para não cair. Por isso mesmo o jogo começou aberto. O time baiano não ficou atrás, mesmo correndo riscos. Claro que tomava suas precauções, mas precisava de gols. Rossi perdeu um gol, cara a cara com Everson, escolheu o canto e chutou. A bola tirou tinta da trave e saiu. Que chance perdida!

Nem Sampaoli suportava mais a inércia de Vargas, por isso ele começou o jogo com Marrony. Nathan também ganhou chance. O técnico argentino é assim: cada jogo é uma surpresa.

Logo aos 19min, Arana cruzou e Sasha, de cabeça, fez 1 a 0. Nesse momento, o Galo ficava a dois pontos do Internacional e a um do Flamengo, que jogam contra Vasco e Corinthians, respectivamente, neste domingo.

O Atlético não tem jogadas de criatividade dos homens de meio-campo. Keno era a grande válvula de escape, mas se contundiu há algumas partidas e deixou a equipe apenas fazendo cruzamentos na área. Para quem gastou R$ 200 milhões em contratações, ficou provado que somente jogadores medianos foram adquiridos.

O Bahia não se entregava. Fazia um bom jogo e ameaçava o gol de Everson. Jair perdeu uma bola no meio-campo. Gabriel Novaes dominou, arrancou, entrou na área e chutou em cima de Everson. Perdeu uma chance incrível.

O primeiro tempo terminou dessa forma, com o Galo mais perto de Inter e Flamengo. Sampaoli tirou Nathan e pôs Alan Franco, na chamada troca de seis por meia dúzia. Sampaoli não sabe o que quer.

Logo no começo, Rossi recebeu o lançamento, deixou Júnior Alonso para trás na corrida e chutou forte, sem chances para Everson: 1 a 1. Que coisa!

O Galo é realmente um time com zagueiros lentos, que não conseguem acompanhar ninguém. O empate fazia justiça ao que o time baiano fez no primeiro tempo. E vale lembrar que o Bahia tinha vários desfalques por COVID-19 e contusões.

Com o empate, o Galo, com 62 pontos, praticamente fica sem chances de conquistar o troféu. Ainda tinha muito jogo, mas o Galo só tinha os chuveirinhos para a área. Não havia uma jogada treinada ou trabalhada. Um horror!

É muito pouco o que o Galo produz num jogo. Treina a semana toda e mostra esse futebol pobre, sem imaginação nenhuma.

Elton, que acabara de entrar na equipe do Bahia, chutou de longe e acertou o travessão de Everson. Que sorte do Galo. Everson já estava batido. Jair deu o troco, quando cruzou para Hyoran e a bola passou raspando.

A melhor chance aconteceu com Marrony, que cabeceou no canto e Matheus Claus fez uma gigantesca defesa. Era a bola do jogo. Sampaoli trocou Hyoran por Vargas. É um “salseiro”. E toma cruzamento na área. Aliás, os jogadores se livravam da bola.

Gabriel Novaes entrou na área, ganhou na corrida de Alonso e chutou. Everson fez grande defesa. O Bahia era perigoso no contra-ataque e acreditava na virada. Marrony saiu para a entrada de Savinho.

O técnico do time baiano fez três mudanças de uma vez e ficou cheio de garotos da base. O jogo já não tinha nenhum esquema tático. Os dois times esgotados em campo.

O empate acabou sendo precioso para o Bahia e péssimo para o Atlético. Aliás, o time baiano venceu no turno e empatou no returno. Com todos o respeito ao time da Boa Terra, o Atlético não poderia mesmo pensar em ser campeão perdendo pontos para time que luta contra o rebaixamento.

Sampaoli gastou R$ 200 milhões em jogadores medianos, alguns até medíocres. O resultado está aí: 50 anos sem pôr a mão na taça do Brasileirão. Vergonha! Do sonho ao pesadelo foi um pulo!

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