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Com superpoderes, estamos sabendo mesmo usar a tecnologia a nosso favor?

'Basta imaginar que temos uma arma poderosa nas mãos, o smartphone. Com um clique, chamamos um veículo de transporte, pedimos uma comida'


postado em 05/03/2020 04:00 / atualizado em 05/03/2020 08:12

Muito poder em um aparelho tão pequeno: ficamos superpoderosos e não estamos sabendo utilizar isso a nosso favor(foto: Royole/Divulgação %u2013 30/12/19)
Muito poder em um aparelho tão pequeno: ficamos superpoderosos e não estamos sabendo utilizar isso a nosso favor (foto: Royole/Divulgação %u2013 30/12/19)

Já escutei algumas frases interessantes sobre o avanço da tecnologia nas nossas vidas. Uma delas veio do Elon Musk, quando disse que “já somos ciborgs”. Tudo começou no tempo das cavernas com a criação de ferramentas que facilitaram o dia a dia.

 

Vou dar um exemplo: qualquer viagem de uma cidade para outra, antes da implementação do asfalto, era uma operação de guerra. Para percorrer uma distância de 200 quilômetros, gastava-se um dia. Hoje, em boas estradas, é possível fazer uma viagem como essa em duas horas e meia. O resumo é que as tecnologias facilitaram as nossas vidas e aumentaram bastante a quantidade de coisas que podemos fazer em pouco tempo. A conclusão, assim sendo, é que deveríamos ter mais tempo para curtir os bons momentos e uma vida mais tranquila. Mas não foi isso que aconteceu. Aumentamos a quantidade de atividades e ficamos mais ocupados. Às vezes, fico pensando: qual será o limite dessa aceleração? Para que tanta correria? Será que sabemos aonde queremos chegar?.

 

Existem algumas tecnologias que acabaram mudando o nosso jeito de viver, como, por exemplo, a televisão. Antes de poder comprar esta “janela para o mundo” e colocá-la na sala de nossas casas, tínhamos o hábito de ir ao cinema. Toda inovação tecnológica de impacto muda os nossos costumes. O grande concorrente de qualquer restaurante, hoje em dia, são as plataformas de streaming que 'impedem' que as pessoas saiam de casa.

 

Na música, por exemplo, a criação dos long plays possibilitou que os artistas pudessem gravar músicas mais longas. Isso viabilizou o rock progressivo. Uma das propagandas com a chegada dos CDs é que seria possível escutar a nona sinfonia de Bethoven sem precisar virar o vinil. Isso é a mudança tecnológica alterando a forma de fazer arte.

 

Se no tempo das cavernas o machado era utilizado para várias coisas, basta imaginar que temos uma arma poderosa nas mãos. Estou falando do smartphone. Com um clique, chamamos um veículo de transporte, pedimos uma comida, compramos um livro, alugamos uma casa, tiramos uma foto, disparamos várias mensagens ao mesmo tempo ou publicamos algo nas redes sociais. É muito poder em um aparelho tão pequeno. O cinto de utilidades do Batman ficou obsoleto. O resumo é: ficamos superpoderosos e não estamos sabendo utilizar isso a nosso favor.

 

Ouvi de um amigo que não teremos trabalho para todo mundo, pois as máquinas estão resolvendo os problemas burocráticos de forma mais rápida e eficiente. Nunca pensei dessa forma, mas, se ele estiver certo, poderemos finalmente começar a aproveitar e vida da forma que sempre imaginamos.

 

O grande Isac Asimov uma vez disse: “O maior bem do homem é uma mente inquieta”. Estamos ficando muito tecnológicos. Isso é bom, mas desde que saibamos controlar a tecnologia – e não ser controlados por ela.

 

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