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Futuro aponta o caminho da mobilidade

Às vezes, fico pensando que estamos precisando de mais mobilidade em nossas viagens internas, para descobrir o que realmente somos e do que precisamos'


postado em 23/01/2020 04:00 / atualizado em 22/01/2020 23:51

(foto: Drone Show 2018/divulgação)
(foto: Drone Show 2018/divulgação)






No início do mês, ocorreu a feira  Consumer Eletronics Show (CES) 2020, em Las Vegas. Um evento voltado para inovações tecnológicas de qualquer natureza. Boa parte das novidades é baseada na banda 5G dos celulares, que viabilizará a implementação de muitas facilidades em nossas vidas. Acho que boa parte dessas novidades, vendidas como imprescindíveis, acabam diminuindo o nosso esforço físico diário e consequentemente nos obrigando a aumentar a carga de exercício na academia. Adoro aquele longa de animação Wall-E, em que os humanos são retratados como gordos que vivem comendo, apertando botões e têm muita dificuldade de andar por não precisar mais fazer isso.

A primeira dessas facilidades foi a criação do controle remoto de televisão. Quando fui apresentado a uma televisão, ela ficava na sala de visita, era utilizada basicamente para assistirmos às novelas e ao noticiário noturno, no qual tínhamos acesso ao resumo do dia. A frase que eu mais escutava ao assistir à televisão, ao lado do meu pai, era “filho, muda de canal pra mim”. A tecnologia do controle remoto, sem fio, só chegou no início dos anos 1980.

Todas essas inovações foram mudando os nossos hábitos e costumes. Se nos últimos 10 anos ficamos viciados nos smartphones, a aposta para a próxima década é a mobilidade. Os futurólogos dizem que não necessitaremos ter as coisas, e sim ter acesso a elas. Precisaremos somente ter o dinheiro para alugar o que precisarmos e nos tornar pessoas livres, sem ter que carregar um caminhão de tralhas a cada mudança ou viagem para a praia.

Que o ideal para o futuro é ser desapegado, esvaziar o guarda-roupa, doar os livros e ter tudo armazenado nas nuvens digitais. Às vezes, fico achando que voltaremos a ser nômades. Tenho serias dúvidas se a nossa conta bancária suporta este jeito de viver até o fim da vida.

A metáfora da cigarra e da formiga mostra bem que esses exageros não fazem bem e partem de pressupostos que não se sustentam. Quando viajo muito, sinto necessidade de voltar para a minha casa. Até os drones têm essa função quando suas baterias estão fracas. O mundo vive de ciclos de alternância, assim como temos as estações do ano. O desenvolvimento da mobilidade é importante para solucionar problemas de transporte urbano, para entregas mais ágeis e em lugares de difícil acesso.

Boa parte dessas soluções serão baseadas nos barulhentos drones, com que seremos obrigados a conviver cada vez mais, voando sobre nossas cabeças. Às vezes, fico pensando que estamos precisando de mais mobilidade em nossas viagens internas para descobrir o que realmente somos e do que precisamos. Estas, sim, viagens importantes que, na maioria das vezes, fugimos com distrações deste mundo barulhento e confuso.


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